O que começou com um pedido de ajuda marcado pela preocupação e pela tristeza terminou, nesta quarta-feira (23), com um daqueles momentos que mostram a força que a solidariedade pode ter na vida de uma pessoa. Depois de dias de mobilização, a antes acamada e deprimida Elisete, de Imbituba, finalmente voltou a ter a liberdade de sair de casa, circular pela cidade e retomar parte da autonomia que havia perdido quando sua cadeira de rodas elétrica deixou de funcionar.
A história foi contada pelo Portal AHora na reportagem “Devolva a Elisete o Direito de Ir e Vir: família de Imbituba pede ajuda para consertar cadeira de rodas elétrica”. A situação havia deixado a moradora da comunidade do Araçá, no bairro Paes Leme, acamada, sem poder utilizar o equipamento que representa muito mais do que um simples meio de transporte: é por meio dele que ela consegue se locomover, cuidar de sua rotina e exercer seu direito de ir e vir.
A partir da publicação da reportagem e da criação de uma Vakinha Virtual, uma grande corrente de solidariedade se formou. Pessoas contribuíram financeiramente, compartilharam a campanha, divulgaram o pedido de ajuda e também enviaram mensagens de apoio, enquanto outras, mesmo sem condições de contribuir com dinheiro, torceram e rezaram para que tudo desse certo. E deu.

A arrecadação ultrapassou a meta estabelecida na Vakinha e também contou com contribuições feitas diretamente por PIX. Com os recursos arrecadados, a cadeira não apenas foi consertada: outras peças que já apresentavam sinais de desgaste e estavam próximas de precisar de substituição também puderam ser trocadas. E o resultado pôde ser visto nesta quarta-feira (23).
Com a cadeira novamente funcionando e renovada, Elisete, que também conta com muito amor do esposo Ariosvaldo e dos dois filhos do casal, voltou a circular por Imbituba. Sorridente e emocionada, ela deu uma grande volta pela beira-mar do centro da cidade, experimentando novamente uma sensação que havia ficado distante durante o período em que permaneceu sem poder utilizar seu equipamento.
A cena representa muito mais do que o conserto de uma cadeira de rodas elétrica. Representa a recuperação da mobilidade, da autonomia, da dignidade e, principalmente, da felicidade de uma mulher que havia passado a enfrentar dias difíceis por estar impedida de se locomover. E foi justamente essa transformação que Elisete fez questão de agradecer.
Em uma mensagem enviada ao Portal AHora, ela lembrou de cada pessoa que participou da mobilização, seja ajudando financeiramente, compartilhando a campanha ou simplesmente torcendo por sua recuperação.
“Quero agradecer de todo o meu coração a cada um de vocês que contribuiu, compartilhou e torceu pela vaquinha para o conserto da minha cadeira de rodas. Graças à generosidade de vocês, batemos a nossa meta!”, agradeceu.
Para Elisete, porém, o dinheiro arrecadado representou algo muito maior do que o pagamento de um serviço ou a substituição de peças.
“Esse valor não apenas consertou um equipamento; ele devolveu a minha mobilidade, a minha autonomia, meu direito de ir e vir, minha dignidade e felicidade”, destacou.

Vivendo com uma renda familiar baixa ante às necessidades da famílias, Elisete sabe o que é às vezes não conseguir dar ajuda e também fez questão de lembrar daqueles que não puderam contribuir financeiramente, mas que participaram da corrente de alguma outra maneira.
“É lindo ver a força da solidariedade. Que toda essa bondade retorne em dobro para a vida de cada um.
Muito obrigada mesmo, de coração”, completou.
A história de Elisete deixa, agora, uma imagem muito diferente daquela apresentada no início da campanha. Se antes havia uma cadeira parada, uma mulher impedida de sair de casa e uma família preocupada em encontrar uma solução, agora há uma cadeira renovada, uma cidade novamente ao alcance e, sobretudo, um sorriso que voltou a aparecer.
O caso também mostra que uma ajuda, quando multiplicada por muitas mãos, pode transformar completamente a realidade de alguém.
Para Elisete, a solidariedade de Imbituba não significou apenas alcançar uma meta financeira. Significou recuperar algo que nenhum valor consegue medir: a autonomia, a liberdade de voltar a ir e vir.











