Foto: Reprodução/ Divulgação
A necropsia realizada na baleia-jubarte encontrada morta na Praia da Vila, em Imbituba, revelou uma mudança na identificação inicial do animal. Diferentemente da primeira avaliação feita no local do encalhe, os especialistas confirmaram que se tratava de uma fêmea, com aproximadamente nove metros de comprimento.
O exame foi concluído nesta sexta-feira (26) pela equipe do Trecho 1 do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), executado pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), com apoio da Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca (ICMBio) e da Prefeitura de Imbituba.
Estado da carcaça dificultou identificação
Logo após o encalhe, a avaliação preliminar apontava que o animal seria um macho. No entanto, segundo os técnicos, o avançado estado de decomposição da carcaça impediu a identificação correta do sexo durante o atendimento inicial.
A confirmação só foi possível durante a necropsia, quando os especialistas tiveram acesso às estruturas internas do animal.
Causa da morte permanece desconhecida
Apesar da conclusão do exame, a equipe não conseguiu determinar o que provocou a morte da baleia.
De acordo com a médica-veterinária Adriana Albuquerque, responsável pelos trabalhos, o estágio avançado de decomposição comprometeu a análise dos órgãos e impossibilitou um diagnóstico conclusivo.
Mesmo assim, foram coletadas amostras biológicas que serão encaminhadas para exames laboratoriais. As análises poderão fornecer informações complementares sobre as condições de saúde do animal e ajudar a esclarecer as possíveis causas do óbito.
Carcaça será enterrada pela Prefeitura
Com o encerramento da necropsia, a destinação da carcaça passou a ser responsabilidade da Prefeitura de Imbituba, que realizará o enterro do animal em um local adequado.
O procedimento segue os protocolos adotados para grandes mamíferos marinhos encontrados mortos no litoral catarinense.
Monitoramento contribui para conservação das baleias
O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos acompanha ocorrências envolvendo animais marinhos ao longo da costa brasileira, incluindo baleias, golfinhos, tartarugas e aves.
As informações coletadas durante os atendimentos auxiliam pesquisadores no monitoramento da fauna marinha e contribuem para estudos voltados à conservação das espécies que utilizam o litoral de Santa Catarina, como a baleia-jubarte e a baleia-franca, frequentes na região entre o inverno e a primavera.











