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ENTRE PRENSAS E TIPITÍS: Projeto ‘Música com Sotaque’ se apresenta em engenho de farinha neste domingo em Imbituba; veja detalhes

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O projeto ‘Música com Sotaque’ vai trazer à Imbituba a apresentação ‘duo musical’ ‘Ciclo Música no Engenho’ neste final de semana, em Imbituba, com as artistas Maru e Gabi. O repertório da apresentação será diversificado, juntando ritmos latino-americanos com samba, MPB, xote, entre outros. O evento vai acontecer no domingo (26), a partir das 16h30, no Engenho de Farinha e Mandioca, localizado na rua Roberto Teixeira de Souza, no bairro Ibiraquera.

Entre prensas, forno, coxos e tipitís (utensílio tradicional indígena usado no processamento da mandioca), a apresentação vai trazer em destaque artistas mulheres e o reconhecimento da cultura local.

Cartaz de Divulgação

Sobre o projeto ‘Música com Sotaque’

O Projeto Música com Sotaque surge no interior de Santa Catarina com a proposta de valorizar identidade, raízes e sentimentos por meio da música. Formado por um duo, o trabalho reúne influências latino-americanas e diferentes paisagens sonoras, resultando em uma sonoridade própria, que transita entre estilos sem perder sua essência.

A iniciativa aposta na música como forma de conexão e expressão cultural, traduzindo em som experiências, memórias e referências que dialogam com o cotidiano e com a diversidade de influências da região. Com uma abordagem sensível e autoral, o projeto busca aproximar o público de uma escuta mais afetiva, ao mesmo tempo em que reforça a importância da valorização das identidades locais.

Sobre as artistas

A artista Mariana Hasapov, a Mari, natural da Argentina e moradora do bairro de Ibiraquera há 15 anos, construiu sua trajetória a partir do contato precoce com a música. Com formação em Musicoterapia, desenvolveu seu trabalho no Brasil atuando em diferentes projetos musicais.

Mariana Hasapov / Reprodução: Rede Sociais

Ao longo do caminho, também criou a banda infantil “Las Fufu” e passou a ministrar aulas de dança, ampliando sua atuação artística. Atualmente, integra o Projeto Música com Sotaque, no qual contribui com sua experiência e sensibilidade na construção de uma sonoridade que dialoga com diferentes influências culturais.

Já a artista Gabriela Berengan, a Gabi, é estudante de teatro e dança pelo coletivo Lab SerArtístico, na cidade de Garopaba, onde atua como atriz e também como produtora cultural. Sua trajetória na música começou aos 24 anos, com o violão, seguida pelo canto e, mais recentemente, pelo estudo do acordeon, ampliando suas possibilidades sonoras e expressivas.

Gabriela Berengan / Reprodução: Redes Sociais

Em 2025, passou a integrar o duo do Projeto Música com Sotaque, no qual apresenta um repertório que reúne diferentes ritmos latino-americanos e releituras de clássicos da cultura latina. A artista une sua vivência nas artes cênicas à música, contribuindo para uma performance que dialoga com diversas linguagens artísticas.

Engenhos de farinha preservam tradição e herança cultural em Imbituba

Presentes há gerações nas comunidades mais tradicionais de Imbituba, os engenhos de farinha fazem parte da identidade cultural e econômica da região. Utilizados no processamento da mandioca, esses espaços reúnem etapas como raspagem, prensagem, torra e peneiração, geralmente realizadas de forma coletiva e artesanal.

Foto: Reprodução / Google Maps

Mais do que locais de produção, representam um saber transmitido entre gerações, mantendo viva a relação das famílias com a terra e com a cultura alimentar local. Em comunidades como a do bairro Ibiraquera, ainda é possível encontrar estruturas preservadas em funcionamento, além de iniciativas culturais e educativas que ajudam a valorizar esse patrimônio.

A origem dos engenhos está diretamente ligada aos saberes dos povos indígenas, que já dominavam o cultivo e o preparo da mandioca muito antes da colonização. Técnicas como ralar, prensar, com o uso do tipiti, e torrar a massa foram fundamentais para tornar o alimento seguro para consumo.

Com o tempo, esse conhecimento foi incorporado e adaptado por colonizadores, especialmente de origem açoriana, dando forma aos engenhos como são conhecidos. O resultado é uma tradição que une influências indígenas e europeias e que segue presente no cotidiano das comunidades, preservando práticas artesanais e reforçando a identidade cultural da região.

Foto: Reprodução / Google Maps
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