A morte Ricardo Jimbo, de 60 anos ao atravessar a SC-434, em Garopaba, na madrugada do último sábado (7), deixou a família em choque e em busca de respostas. A vítima foi atropelada por uma motocicleta enquanto conduzia uma motocicleta elétrica autopropelida e morreu ainda no local.
O acidente aconteceu por volta da meia-noite, no km 11,7 da rodovia. Segundo a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), o motociclista relatou que o veículo elétrico não possuía iluminação, o que teria dificultado a visualização do idoso no momento da travessia.
O motociclista, de 20 anos, sofreu cortes pelo corpo, foi encaminhado à policlínica do município e realizou teste do bafômetro, que teve resultado negativo para consumo de álcool.
“Ele fazia esse caminho todos os dias”
Após a publicação inicial do caso, a filha da vítima, Juliana, entrou em contato com a equipe do Portal A Hora e contou que o pai era trabalhador, responsável e muito ligado à família.
“Ele usava a motinha elétrica praticamente todos os dias para ir e voltar do trabalho, sempre o mesmo trajeto. Só não usava quando chovia”, relatou.
Na noite do acidente, segundo ela, o pai entrou mais cedo no restaurante onde trabalhava e saiu por volta da meia-noite. Minutos depois, ocorreu o atropelamento.
Irmão reconheceu o pai no local do acidente
Juliana contou ainda que o irmão trabalhava no mesmo local e costumava voltar junto com o pai para casa. Naquela noite, porém, o idoso saiu na frente.
“Meu irmão veio logo atrás. Quando estava no trajeto, percebeu que tinha ocorrido um acidente. Ao se aproximar, reconheceu a mochila do meu pai e, mais à frente, o sapatinho que ele usava para trabalhar. Falou com o policial no local, que confirmou a identidade”, disse.
Avô presente e provedor da família
Além de pai, o idoso era avô de quatro netos e tinha papel central na família. A neta mais nova morava com ele, e o idoso era o principal provedor da casa.
“Ele ajudou a criar todos os netos. Era um avô babão. Eles estão sentindo muito a falta dele”, afirmou Juliana.
Família cobra esclarecimentos
A família diz que, até o momento, não recebeu apoio nem esclarecimentos oficiais sobre o que aconteceu.
“Infelizmente, ninguém entrou em contato conosco. Meu irmão estava no local e presenciou a cena, mas não foi ouvido. Estamos sem saber ao certo como tudo aconteceu”, lamentou.










