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Toninhas ameaçadas de extinção são encontradas mortas em praias de Laguna; FOTOS

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Dois filhotes de toninha, espécie de pequeno cetáceo ameaçada de extinção, foram encontrados mortos no último fim de semana em praias de Laguna. Os casos ocorreram no sábado (31) e no domingo (1º), nas praias do Gi e do Sol, e reforçam a sequência recente de encalhes de mamíferos marinhos no litoral da região.

De acordo com equipes que atuam no monitoramento das praias, os registros fazem parte de um cenário que vem sendo acompanhado de perto por órgãos ambientais e pesquisadores, devido à vulnerabilidade da espécie.

Filhotes encontrados no Gi e no Sol

Na Praia do Sol, os técnicos localizaram um filhote macho com cerca de 80 centímetros de comprimento. Quando adulto, o animal pode atingir aproximadamente dois metros. A avaliação inicial indica que a toninha morreu por afogamento após ficar presa em uma rede de pesca.

Logo após o recolhimento, o corpo foi encaminhado para necropsia, exame que deve confirmar oficialmente a causa da morte. No dia anterior, uma fêmea de tamanho semelhante já havia sido encontrada sem vida na Praia do Gi.

Oito encalhes em apenas uma semana

Além desses dois casos, outros registros recentes chamaram a atenção dos técnicos. Em apenas uma semana, oito toninhas foram recolhidas no trecho entre os Molhes da Barra de Laguna e a região de Imbituba.

Os atendimentos começam, na maioria das vezes, após o acionamento dos guarda-vidas, que comunicam as ONGs e os órgãos ambientais responsáveis. Apesar do aumento nos registros, os especialistas reforçam que as ocorrências não têm relação com a pesca artesanal cooperativa realizada com os botos em Laguna, considerada um patrimônio histórico regional.

Espécie altamente ameaçada

A toninha, cujo nome científico é Pontoporia blainvillei, figura entre os cetáceos mais ameaçados do Atlântico Sul. Pequena, costeira e de hábitos discretos, a espécie sofre principalmente com a captura acidental em redes de pesca, apontada como a principal causa de mortalidade.

Por isso, cada novo encalhe serve como alerta para a necessidade de ações de conservação e monitoramento contínuo da fauna marinha na região.

Diferença entre toninhas e botos pesqueiros

Especialistas esclarecem que as toninhas encontradas não fazem parte do grupo dos botos-nariz-de-garrafa, conhecidos como botos pesqueiros, que participam da tradicional pesca cooperativa em Laguna.

Nessa prática, considerada única no mundo, os botos ajudam os pescadores a localizar cardumes, principalmente de tainha, e indicam o momento certo para o lançamento das redes. Em troca, os animais se alimentam dos peixes que escapam, estabelecendo uma relação espontânea de cooperação.

Atualmente, Laguna abriga cerca de 50 a 60 botos em seu sistema estuarino, dos quais aproximadamente 40% participam ativamente da pesca cooperativa. A atividade é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial de Santa Catarina e tornou a cidade conhecida como a “Capital dos Botos Pesqueiros”.

Orientação em caso de encalhe

Diante de situações como essa, a orientação é clara: não tocar no animal, não tentar devolvê-lo ao mar e acionar imediatamente os guarda-vidas ou os órgãos ambientais. O manejo inadequado pode colocar pessoas em risco e comprometer a apuração das causas da morte.

Monitoramento permanente no litoral

O recolhimento e o acompanhamento dos animais marinhos encalhados na região ficam sob responsabilidade do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). A iniciativa federal integra o licenciamento ambiental da Petrobras e conta com a supervisão do Ibama.

Diariamente, o projeto monitora mais de 1.500 quilômetros de praias, entre Laguna, em Santa Catarina, e o Rio de Janeiro. As equipes atuam no resgate de animais vivos, no recolhimento de animais mortos, na realização de necropsias e na investigação das causas de mortalidade. Em Laguna, o trabalho ocorre desde 2015, com patrulhas frequentes em locais como os Molhes da Barra e as praias do Sol e do Gi.

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