Atrasos no pagamento de salários e rescisões de trabalhadores da empresa responsável pela coleta de lixo em Imbituba, vieram à tona após um funcionário relatar que recolheu as chaves de caminhões como forma de pressionar a empresa a quitar os valores devidos. A denúncia foi feita por meio de áudios enviados à imprensa e gerou preocupação sobre o risco de paralisação do serviço no município.
Segundo os relatos, o episódio ocorreu após mais um atraso salarial atribuído à empresa Plural, contratada pela Prefeitura de Imbituba para realizar a coleta. Em um dos áudios, um trabalhador afirma que decidiu recolher as chaves de alguns veículos da frota como protesto, alegando que os funcionários não haviam recebido o pagamento dentro do prazo.
Salários e rescisões em atraso
Além do episódio envolvendo as chaves, funcionários e ex-funcionários denunciam atrasos recorrentes no pagamento de salários e verbas rescisórias. Há relatos de trabalhadores demitidos no fim de dezembro que ainda não receberam o último salário nem a rescisão contratual, que por lei deve ser paga em até dez dias após o desligamento.
“Meu marido foi demitido no dia 29 de dezembro. Hoje seria o dia da rescisão e disseram que não sabem se vão pagar”, disse a esposa de um ex-funcionário, em áudio enviado à reportagem.
Os áudios revelam um cenário de dificuldade financeira entre os trabalhadores, com relatos de contas atrasadas, pensão alimentícia, aluguel e despesas com filhos pequenos.
Veja declaração do ex-funcionário
Problemas na frota e risco de paralisação
Os trabalhadores também relatam problemas estruturais, como caminhões antigos e sucateados, além de dívidas da empresa com oficinas e fornecedores. Um ex-motorista afirma que a frota estaria em más condições e que a empresa não teria recursos para manutenção emergencial.









