Cinco meses após um grave acidente na BR-101, o jovem João Gabriel Novelli Krause Cândido, de 21 anos, morador do Rio Vermelho, em Florianópolis, segue em uma das batalhas mais difíceis da vida. Ele está internado desde a madrugada de 19 de julho, quando o carro em que estava perdeu o controle em uma curva e bateu com força no guard rail.
João foi arremessado e sofreu um traumatismo cranioencefálico grave. Chegou ao Hospital Regional de São José com apenas 2% de chance de sobreviver, segundo a família.
Ele passou horas na sala de reanimação, precisou de uma craniotomia de urgência por causa de uma hemorragia cerebral e ficou 56 dias na UTI, sendo 18 deles em coma induzido. Desde então, a rotina tem sido de cirurgias, idas e vindas e pequenas conquistas diárias.
Hoje, João não fala, não anda e ainda não consegue engolir sozinho. A família conta que ele luta, dia após dia, para recuperar pequenos movimentos.
“Já passou por mais de 10 cirurgias. O João não anda, não engole, não fala. A nossa luta agora é tentar dar um pouco de conforto pra ele nesse pós-período de hospital”, conta o pai, Aloysio Cândido, morador da Praia do Rosa, em Imbituba. João nasceu em Florianópolis e sempre foi frequentador da região.
Volta para casa e novas cirurgias
Depois de semanas na UTI, João chegou a apresentar melhora e voltou para casa por um curto período. Mas precisou ser novamente internado após o ventrículo parar de funcionar e acumular líquido no cérebro, quadro de hidrocefalia, sequela direta do acidente.
Agora, ele depende de um dreno definitivo na cabeça e ainda deve passar por novas cirurgias até que os médicos encontrem o ponto exato em que o dispositivo precisa ficar.
A única certeza já dada pelos profissionais é que João terá convulsões pelo resto da vida.
Rotina exaustiva e rede de apoio limitada
A família se reveza em longas jornadas entre hospital, trabalho e casa. A rede de apoio é pequena, e o pai admite que o medo do futuro divide espaço com a esperança.
“Já tem bastante gente nos ajudando, graças a Deus. Eu tô fazendo algumas ações, rifas… Qualquer ajuda faz diferença pra que ele tenha uma recuperação digna”, diz Aloysio.
Estrutura que a família precisa
Quando João finalmente puder voltar para casa, ele vai precisar de uma estrutura que a família, hoje, não tem condições de custear. Entre os itens necessários estão:
- Cadeira de banho
- Profissional de saúde para atendimento domiciliar
- Fraldas e itens de higiene
- Medicamentos contínuos
- Transporte diário para consultas e terapias
Além dos equipamentos, ele vai precisar de fisioterapia, fonoaudiologia e outros atendimentos especializados com frequência. Segundo o pai, o SUS oferece parte do suporte, mas nem sempre na quantidade e na velocidade necessárias para um quadro tão complexo.
“A gente sabe que esses tratamentos demoram pra ter vaga pelo SUS e muitas vezes não são suficientes pra uma plena recuperação. Então estamos tentando nos preparar da melhor forma possível”, afirma.
Campanha solidária
Para custear o mínimo necessário, a família organiza rifas, recebe doações e divulga um Pix para contribuições espontâneas de quem se sensibilizar com a história de João Gabriel.
Como ajudar João Gabriel
Qualquer valor pode ser doado via Pix:
00887860052 – Aloysio Cândido
Para mais informações, entre em contato pelo whatsapp: (51) 8516-1484
A família também segue recebendo doações de equipamentos hospitalares, serviços de saúde e suporte terapêutico para que João, aos poucos, possa retomar a vida fora do hospital.









