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Caminhoneiros pró-Bolsonaro ateiam fogo em pneus e bloqueiam trecho da BR-101 em Tubarão; atos não têm apoio de entidades da classe Segurança

Caminhoneiros pró-Bolsonaro ateiam fogo em pneus e bloqueiam trecho da BR-101 em Tubarão; atos não têm apoio de entidades da classe

por Redação 08-09-2021 há 1 mês 1863

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Um grupo de caminhoneiros apoiadores do presidente Jair Bolsonaro ateou fogo em pneus e bloqueou por cinco minutos, na tarde desta quarta-feira (8) o trecho da BR-101 na subida do Morro do Formigão, em Tubarão, no sentido Norte. Conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a passagem de veículos ficou impedida por cinco minutos, tempo que o Corpo de Bombeiros levou para apagar o fogo. A concessionária responsável pelo trecho da rodovia também foi acionada e atuou no local.

Ainda conforme a PRF, a ocorrência foi registrada por volta das 14h30, e integra atos de caminhoneiros que estão sendo realizados desde esta terça-feira, Sete de Setembro.

As manifestações são em favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e incluem pautas antidemocráticas, com ameaças a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Congresso, além da volta do voto impresso.

Ao longo desta quarta, outros trechos de rodovias também foram bloqueados em Santa Catarina. Ao menos 16 pontos registravam bloqueio por volta das 15h30, de acordo com a atualização da PRF. Em todos eles, apenas caminhões estavam sendo impedidos de passar.

Distribuidora de combustíveis em no Norte de SC é bloqueada e pode afetar abastecimento

A base de armazenamento e distribuição, em Guaramirim, está bloqueada desde a manhã desta quarta-feira (8). De acordo com o Sindipetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Santa Catarina), alguns caminhões conseguiram entrar e abastecer, no entanto, foram impedidos de deixar a base para levar o combustível aos postos.

A própria base confirmou que apenas 14 caminhões conseguiram abastecer e a média, de acordo com eles, é de 60 a 70 caminhões que carregam em volta de feriados. Além disso, já há postos de combustíveis com estoques de gasolina zerados em Joinville, Schroeder e Rio Negrinho. 

Carlos Alberto Litti Dahmer, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), acredita que o ato é antidemocrático e que há envolvimento empresarial.


Industriais de SC pedem fim dos bloqueios nas rodovias, movimento já traz prejuízos


Em manifestação oficial nesta quarta-feira (8), o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, pediu tolerância aos manifestantes. “Enfrentamos crise institucional, pandemia que afeta toda a sociedade. Pedimos compreensão dos líderes do movimento dos caminhoneiros para reavaliar os bloqueios em curso nas rodovias de Santa Catarina”, afirmou.

Por meio da Fiesc, Aguiar encaminhou ofícios ao governo do Estado, à Polícia Rodoviária Federal e à Confederação Nacional das Indústrias.

“O movimento já causa prejuízos consideráveis para o setor industrial e ameaça continuidade da produção e do transporte de insumos e produtos. Poderá comprometer o cumprimento de contratos, afetando diretamente a competitividade de Santa Catarina e do Brasil, prejudicando emprego e a renda”, disse.

“Respeitamos a categoria, que tem enorme importância, ainda mais num país em que o modal rodoviário é predominante. Não questionamos as reivindicações do movimento. Mas, pedimos que sejam adotados outros meios para resolver a questão. Defendemos a busca de uma solução de consenso para evitar que toda a sociedade em frente graves impactos econômicos e sociais”, completou.


Paralisações de caminhoneiros são autônomas, sem apoio das entidades representativas, e de apoio a Bolsonaro


Caminhoneiros seguem paralisados em cidades de Santa Catarina, Paraná e Espírito Santo em manifestações a favor do governo de Jair Bolsonaro (sem partido). Em Itajaí (SC), os manifestantes apedrejaram um caminhão que tentou furar o bloqueio na manhã desta quarta-feira (8).

 Os protestos são convocados de forma autônoma – nenhuma associação ou entidade de caminhoneiros aderiu formalmente à paralisação até o momento. Segundo Francisco Biazotto, da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), “o movimento não partiu dos sindicatos de caminhoneiros, nem associações. É um movimento isolado, nossa confederação em Brasília não foi convidada”.

Entre vídeos e relatos postados em redes sociais é possível observar que se trata mais de apoio ao governo do que protesto contra o preço dos combustíveis.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal, os policiais tentam negociar com manifestantes, mas não há previsão de liberação das vias. “Surgiu muita gente que se diz líder da categoria. Se são mesmo eu não sei”, completa Biazotto.

A Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava) considera o movimento desvinculado da pauta dos caminhoneiros. “É totalmente político”, declarou Wallace Landim, o Chorão, à Tribuna do Paraná.


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