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Na coluna À Flor da Pele, Érika Bernardes lança uma reflexão sobre o Excesso de Informação - 'Parem O Mundo Que Eu Quero Descer!' Artigos

Na coluna À Flor da Pele, Érika Bernardes lança uma reflexão sobre o Excesso de Informação - 'Parem O Mundo Que Eu Quero Descer!'

# por Érika dos Reis Bernardes 08-08-2021 há 1 mês 900

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                   Excesso de Informação

         Parem O Mundo Que Eu Quero Descer!

Essa pandemia tem causado grandes crises: econômica, política, na saúde, na educação… Mas diversas famílias têm presenciado também crises de ansiedade e depressão, afinal, com esse isolamento social tivemos que lidar com nosso pior inimigo: nós mesmos. Muita gente se deu de cara com os próprios defeitos, relações familiares, literalmente pararam para refletir o que estavam fazendo com suas vidas, e grande parte se deu conta de que todos os seus sonhos foram descarga abaixo porque precisavam fazer algo para sobreviver. E pra quê? Percebendo isso, refleti um pouco sobre, e cheguei a uma teoria mirabolante sobre este assunto, que caberá a jovens e adultos.

Em 2020, por conta da tensão do Covid-19, que não se sabia de onde vinha e o que causava, muitas pessoas tiveram que se isolar, com medo do desconhecido. Neste período, só se via notícias tristes nas mídias, que causou bastante tensão entre as famílias, preocupação e agonia: será que serei o próximo a pegar esse vírus? Dentro de toda essa tensão, muitas pessoas entraram em suas crises existenciais, afinal parte de nossa liberdade foi tirada, mas será que aproveitávamos essa liberdade quando a tínhamos? 

E a quantidade de informações que nos atingiu foi como a gota d’água para o estopim: crise econômica, inflação aumentando mais e mais, trabalhos sendo adiados por causa do isolamento; demissões em massa; crise política, todos se debatendo no Palácio do Planalto por “picuinhas”, na indecisão se comprariam ou não as vacinas; crise na educação, de repente os alunos não poderiam mais frequentar as escolas porque poderiam ser infectados e levar o vírus para as famílias; crise na saúde, os hospitais não estavam prontos para uma guerra contra um vírus, não estavam equipados com o necessário; várias e várias pessoas com medo de perder o emprego, logo perderiam o sustento de suas famílias – GENTE, PAREM O MUNDO QUE EU QUERO DESCER! E tudo isso veio como chuva de verão: num calor de esperança! E tudo isso resultou em quê? Crises existenciais, crises de ansiedade, crises matrimoniais, crises, crises e mais crises!

Isso se deu por quê? Minha dedução é: excesso de informação.



No passado, as pessoas não tinham tanta informação como se tem hoje, tanto que depressão era um assunto tabu e quase que anormal naquele tempo, ansiedade então?! Se resolvia com um: fuma um cigarrinho – em algumas comunidades era completamente natural. Poucos buscavam saber mais sobre seus comportamentos humanos, apenas faziam, até havia informações que o cigarro prejudicava a saúde, porém não eram todos que tinham acesso ao conhecimento. As pessoas não se preocupavam em saber o por quê das coisas, a não ser àqueles que se interessavam e se sentiam impulsionados a buscar mais informações através do estudo, mas grande parte, eram apenas trabalhadores que precisavam sustentar suas famílias. 

Minha mãe conta que o estudo não era tão valorizado quanto o trabalho, logo cedo os pais já cobravam trabalhar cedo para ajudar em casa, creio que seja por isso que poucos concluíam o Ensino Médio. Dentro deste contexto, as pessoas de classe média para baixa – apesar da pobreza – eram mais felizes por estarem com saúde para trabalhar, além do fato de que muitos eram fervorosos por seus credos, seguiam uma crença a ferro e fogo. E estranhavam quando aparecia algo muito moderno, sentiam medo.

Hoje em dia, desde crianças, somos atingidos por uma série de informações: jeito certo de comer, como se comportar na frente de estranhos, como pedir com educação… No passado, quando uma mãe ou um pai dizia não, era não e pronto. Hoje em dia, as crianças exigem o por quê de ser não, e por conta da evolução da sociedade, a maneira correta é explicar cuidadosamente para que os pequenos compreendam. Grande parte dos idosos reclamam que a sociedade anda muito “mimizenta”, e de certa forma, estamos sim mais detalhistas, mais cuidadosos na hora de falar para que não atinja o outro de forma violenta. Além de nos preocuparmos com nossos problemas, temos  que nos preocupar em não criar problemas com e para os outros, hoje em dia chamar de gordo é gordofobia, porém depende; chamar de magricelo é bullying, porém depende; quatro olhos então nem se fala. 

Mas, vejamos os adultos de hoje, que uns sofrem de crise de ansiedade porque lá atrás não podiam falar sem ser interrompidos, não se tinha voz; outros tem medo de tudo que é novo porque lá no passado eram educados de que o novo é sempre ruim; muitos são inseguros porque no passado sofriam bullying na escola. Claro, tudo isso depende de vários fatores como intimidade, idade principalmente, grau de maturidade e acesso à informação, mas agora temos acesso à informações que nos ajudam a compreender o porque das coisas serem como são. E são muitas, muitas, muitas informações!



A evolução da cultura tem sido cada vez mais veloz, atualmente temos várias maneiras de buscar informações, tanto pela televisão quanto pela internet! E esse excesso acaba dando “pi” na cabeça de qualquer um! E ainda temos que nos preocupar com a nossa saúde mental e física, aí vem as dicas: “Faça isso!”, “Faça aquilo!”, “Mude! Cresça! Evolua!”. E além de tudo isso, ainda temos nossos piores inimigos: nós mesmos! Que por várias vezes caímos na autossabotagem de nos cobrarmos constantemente! Tudo isso porque não estamos prontos para tanto conhecimento. Einstein ficou louco por quê? Excesso de informação! O computador não dá “pi” quando está com a memória cheia? Qual a solução para esse problema? Backup, reset ou formatação! Creio que seja pra isso que servem os psicólogos, para “resetar” a mente da pessoa.


Na minha humilde opinião, nem todo mundo está pronto para tanta informação, devemos educar as crianças e reeducar os adultos para que consigam filtrar esse excesso para ter enfim, uma vida saudável. Aqueles que estão prontos, que conseguem filtrar, por favor, façam o seu melhor! E tentem passar seu conhecimento para outras pessoas, só assim conseguiremos evoluir um pouquinho mais!
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