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Na coluna À Flor da Pele, Érika Bernardes reflete sobre as fases da vida em que o jovem começa a pensar em "sair da casa dos pais"

# por Érika dos Reis Bernardes 23-05-2021 há 1 mês 644

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Na época de nossos avós, sair de casa aos 15 anos era um dever. E mais pra trás, aos 7 anos já tinham que tomar conta de seu sustento. Nos dias atuais, um filho pode ser mais uma ajuda financeira em casa, e até mesmo uma oportunidade de ser alguém melhor que seus pais, logo continuam morando com seus pais por mais tempo, até mesmo por ser mais econômico, diante dos valores altos que vemos no país. 

Hoje em dia, um salário-mínimo já não é suficiente para manter-se sozinho, pois deve-se considerar o valor do aluguel - que gira em torno de 500 à 800 reais, alimentação, luz, água e internet, lá se vão os R$1.100,00. E quem não tem a sorte de conhecer o amor da sua vida nessa fase, fica pior ainda querer sair de casa.

Nos dias atuais, ficar na casa dos pais é muito mais vantajoso, porém há também o lado ruim: o adolescente está criando suas manias, crenças e opiniões, que muitas vezes divergem com as dos pais, logo os hormônios somados com sangue quente, podem gerar muitas brigas por conta da convivência. Quando junta a puberdade de um adolescente com a menopausa da mãe ou a andropausa do pai, prepare-se para várias discussões em família! É algo natural. Eu sei disso porque na fase dos 11 anos, minha mãe e eu não podíamos nos enxergar, que já começávamos a nos estranhar, até o dia em que vimos uma reportagem na tv que falava exatamente sobre isso. 


Muitos, aos 18 anos, se cobram por não terem saído de casa ainda. E isso gera frustração, principalmente por se acharem “um fardo para a família”. Mas até onde podemos considerar isso? 

Se você faz alguma coisa como: trabalhar, estudar, ajudar nas tarefas de casa ou os três, considere isso uma forma de pagamento aos seus responsáveis. Afinal eles estão investindo em você, para você se tornar alguém na vida. 

Considere-se uma empresa, quanto mais eles investem em você, mais retorno eles terão. E não é somente no quesito financeiro, mas o orgulho de saber que conseguiram tornar um “ser humaninho” em “gente de verdade”, é o maior presente que poderiam receber. Afinal, muitos deles não estavam prontos para criar um filho. Agradeça todos os dias por isso!


Quer por que quer sair de casa? O autoconhecimento e auto-avaliação são as melhores ferramentas para tomar esse tipo de decisão. Faça-se as seguintes perguntas:


“Sou ousado e corajoso para enfrentar todas as crises que podem
aparecer?”
“Tenho uma reserva para poder sair de casa?”
“Tenho controle financeiro para me manter seguro?”
“Eu sei cozinhar?”
“Eu sei lavar roupa no tanquinho?”

Se eu fosse responder essas perguntas, pode ter certeza, diria não para quase todas! O foco é: Ser Alguém Responsável. Quer saber como ser alguém responsável? Pesquise. Há várias dicas no Youtube, no Google. Além de perguntar para vários adultos o que eles fizeram para sair de casa. Converse com seus pais sobre essa meta, talvez eles possam te ajudar de alguma maneira. Mas antes de tudo, reflita sobre seus planos de vida. 

Sobre a Colunista

Sou Érika dos Reis Bernardes, – oiii – tenho 21 anos e sou uma "fisólofa" – isso mesmo que você leu, não é erro de digitação. Já que não tenho estudo acadêmico a ponto de filosofar como Platão, Aristóteles, entre outros filósofos, prefiro me enquadrar no senso comum de pessoas que dão pitaco em tudo. 

Uma ‘jovem adolescente’ que ama estudar seu próprio comportamento e que tem prazer em filosofar sobre a vida. Passou boa parte dos meus 21 pensando e aprendendo, principalmente no período em que lutava para me recuperar de um AVC ocorrido, em 2012, assim que cheguei a Imbituba, e, justamente, na escola, e que me acarretou em graves limitações físicas. Tive complicações como hidrocefalia e durante anos precisei reaprender a andar e a falar. 

Nas colunas, abordo assuntos que mexem com a cabeça de qualquer adulto: A MENTE DE UM ADOLESCENTE  E DO JOVEM, Nestes textos que escrevo semanalmente, trago a verdade nua e crua de um adolescente, mas de uma forma mais poética e dramática, típica do universo Teen. Mostro também minha visão de mundo, em relação a questões sócio culturais que nos atingem. Sem defender os jovens, mas também sem passar a mão na cabeça dos adultos.
Sim! Sou uma guria que recém saiu das fraldas que quer dar uma de "sabe tudo" no Portal! Talvez? Quem sabe? Quem sou? Pra onde vou? Quem fui? À Flor da Pele é, com toda certeza, o sinônimo de adolescência e juventude. Hormônios, vida, arte, drama, rock’n'roll, sexo, teorias, ideologias explodem na mente e no corpo dos jovens. Como saber lidar com tudo isso? Mostro o quão neutros precisam ser os pais nessa fase. E o quão conhecedores de si mesmos, os jovens precisam ser para passar por essa incrível saga.
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