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Em Imbituba, jovem sofre ameaças de morte e homofobia por integrantes de grupos neonazistas, via aplicativo; Polícia Civil investiga o caso Segurança

Em Imbituba, jovem sofre ameaças de morte e homofobia por integrantes de grupos neonazistas, via aplicativo; Polícia Civil investiga o caso

por Administrador 15-04-2021 há 1 mês 4972

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A Polícia Civil de Imbituba investiga o caso de um homem de 24 anos, filho de moradores do município, que recebeu uma série de ameaças de morte e xingamentos homofóbicos durante o Feriadão de Páscoa, originadas de perfis de supostos integrantes de grupos neonazistas pelo Telegram. O aplicativo de conversa é semelhante ao conhecido Whatsapp, entretanto, permite que os usuários se escondam no anonimato.

“Passei aí na frente, não dei uns tiros por piedade mesmo”. Esta foi uma das mensagens que o jovem recebeu quando visitava a família na cidade portuária. As agressões foram proferidas por dois perfis cujas verdadeiras identidades dos autores não são reveladas, entre os dias 2 e 4 de abril. 

As ameaças começaram na noite da Sexta-feira Santa, dia 2. A vítima estava com os familiares, quando foi surpreendido por uma série de mensagens ofensivas enviadas por um perfil chamado “d”. Em uma delas, o agressor escreveu que “viados [sic] de Imbituba serão mortos na porrada”.

As ofensas também atingiam negros e feministas, tachados como “pragas da nação”. Elas eram intercaladas com fotos de símbolos nazistas e armas. “O primeiro vai ser tu, vai pagar por todos. Já marquei tua casa”, escreveu o agressor. A vítima acredita que tenha sido localizado por meio da função “amigos próximos”.

Desesperado, o jovem não contou as ofensas aos familiares no dia e registrou um boletim de ocorrência virtual. Como não conseguiu anexar as fotos no documento, as enviou ao contato da Polícia Civil de Imbituba. 
As ameaças foram retomadas durante o fim de semana. Dessa vez, um segundo perfil neonazista chamado “G Santana” também passou a proferir ofensas. Os perfis anônimos mandavam mensagens como “qualquer ora [sic] pode ser você”, “já marquei a tua casa” e “você devia sentir vergonha de sair na rua”. O segundo agressor, que tinha um perfil com foto pessoal, apagou o histórico de mensagens logo em seguida.


A Polícia Civil realiza diligências preliminares para verificar a viabilidade de investigar o crime. Segundo o delegado Nicola Patel Filho, da delegacia de Imbituba, o fato de o aplicativo ter sede na Rússia e nele não ser necessário informar sequer o número de telefone ou outros dados pessoais, dificulta muito a investigação destes crimes. 

Patel Filho ressalta que em Imbituba não há registro ou indício de outras denúncias semelhantes em Imbituba,que envolva neonazistas. 

“Chama-me à atenção a existência desse grupo. Tivemos acesso em operações, semanalmente, a milhares de celulares e nunca vimos algo parecido. Os procedimentos são mantidos sob sigilo, para não interferir na investigação. O Telegram é um aplicativo difícil de trabalhar, pois a empresa não está sediada no Brasil e não fornece dados de usuários”, detalha o policial.

Nesses casos, a orientação é parar de usar o aplicativo e registrar boletim de ocorrência.

Crime de homofobia

A discriminação por orientação sexual é crime passível de ser punido pela Lei de Racismo desde o dia 13 de junho de 2019. Ela prevê pena de um a três anos, mais multa. Para este caso, a investigação ainda vai apurar o enquadramento correto, assinala o delegado.

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