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Neste dia 8 de março, nutricionista Cristini Fernandes traz informações e dicas para a Saúde da Mulher Saúde

Neste dia 8 de março, nutricionista Cristini Fernandes traz informações e dicas para a Saúde da Mulher

# por Cristini Fernandes 09-03-2021 há 6 mêses 667

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As oscilações hormonais as quais as mulheres estão expostas  ao longo da vida são fisiológicas e muitas vezes precisam de uma abordagem individual, tais alterações podem trazer questões e queixas importantes e muitas vezes levam as mulheres aos consultórios  sem uma abordagem satisfatória. Questões como: Síndrome Pré-Menstrual ou Tensão Pré-Menstrual, Síndrome do Ovário policístico, libido feminina, climatério e menopausa, candidíase e como podemos intervir via alimentação e suplementação para  auxiliar as mulheres a viveram melhor.


Síndrome Pré Menstrual ou Tensão Pré menstrual (TPM)

A Síndrome da Tensão Pré-Menstrual (TPM) é um conjunto de sinais e sintomas que ocorrem ciclicamente relacionados com a menstruação, apresentando intensidade suficiente para interferir na vida social e profissional de muitas mulheres. Atualmente a TPM vem sendo muito estudada, bem como a Ansiedade, a qual é o sintoma mais comum desta Síndrome.

É definido como um grupo de sintomas que ocorrem em mulheres, geralmente entre a ovulação e um período menstrual. A causa não é totalmente compreendida, mas é provável que envolva alterações hormonais durante o ciclo menstrual, que interferem drasticamente em algumas mulheres.  Os sintomas incluem alterações de humor, seios sensíveis, desejo por comidas específicas, fadiga, irritabilidade e depressão. Tem tudo a ver com o meio em que a mulher está inserida. O ambiente externo é um dos gatilhos para desencadear sinais e sintomas.

Mudanças no estilo de vida e medicamentos podem reduzir os sintomas.

O TRATAMENTO DA SÍNDROME PRÉ-MENSTRUAL É INDIVIDUALIZADO!

DEVE-SE APLICAR A CONDUTA DE ACORDO COM OS SINTOMAS APRESENTADOS PELO PACIENTE

Essa etiologia não é clara ainda, mas um dos fatores que pode estar relacionado é a baixa concentração de vitamina B, vitamina D, cálcio e magnésio, visto que são vitaminas essenciais para a síntese de neurotransmissores e para garantir um equilíbrio hormonal.

A incidência de TPM é baixa entre mulheres que se alimentam com dietas ricas em vitaminas e minerais.

 

Estratégias nutricionais para reduzir sinais e sintomas: 

1- Regulação de fluidos corporais 

É muito comum na TPM o edema (inchaço). A retenção de líquidos ocorre por conta da progesterona, que é o principal hormônio que causa flacidez na parede venosa e prejudica a drenagem e a retenção de água.

A progesterona também estimula a aldosterona (hormônio antidiurético) que aumenta a retenção de sódio e excreção de potássio, levando a retenção de líquidos.

 

Estratégia nutricional:

  • Reduzir o consumo de sódio;
  • Reduzir o consumo de glutamato monosódico (embutidos e temperos industrializados).
  • Utilizar chás diuréticos, como: cabelo de milho ou cavalinha. 

 

Cavalinha: Quisetum arvense L., 

                A presença de altas concentrações de flavonóides, compostos fenólicos e sais minerais são responsáveis pela ação diurética.  A atividade diurética também pode ser causada pela Cavalinha devido à irritação do epitélio renal causada pela equisetonina e saponina presente na Cavalinha.  

 

2- Desconforto intestinal 

“Estudos já apontam que mulheres que possuem Síndrome do Intestino Irritável (SII) tendem a ter piora das intolerâncias durante o período da TPM. Tanto a SII-D (com diarreia) ou SII-C (com constipação) ”

Progesterona e motilidade intestinal

O musculo do cólon tem receptores de progesterona. Quando ela cai, estimula a motilidade intestinal.

Por isso, mulheres que usam remédios anticoncepcionais com progestógenos (Ex. DIU) tendem a ter piora da constipação intestinal. Alterando a função motora do cólon, tendo sintomas como: constipação, inchaço e exacerbação dos sintomas intestinais.

Estratégias para melhorar a constipação: 

  • Avaliar a retirada de leite e derivados; 
  • Lactose: fermenta mais nesse período .
  •  Avaliar a retirada fontes de metano e enxofre, como: ovo cozido, brócolis, couve flor, repolho, leguminosas, alho, cebola e entre outros; 

 

Há evidências experimentais e clínicas de que o metano provavelmente é capaz de retardar o trânsito intestinal, implicando que ele pode ser responsável pela constipação.

Suplementar probióticos:  kefir, iogurte com cepas de probióticos, até mesmo suplementos manipulados com as cepas de acordo com sinais e sintomas da paciente.


Síndrome do Ovário Policístico

 

 A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é um distúrbio endócrino ginecológico comum, de etiologia desconhecida, com prevalência variando de 8,7 a 17,8% em mulheres em idade reprodutiva. Evidências sugerem que o fenótipo da SOP pode variar amplamente e é mais comumente observado no período pós-puberal. Apesar da diversidade de fenótipos, as mulheres com SOP são caracterizadas por ovários policísticos, anovulação crônica, hiperandrogenismo e anormalidades gonadotróficas. 

Além das características inerentes à SOP, é comum a ocorrência de anormalidades metabólicas e hormonais associadas à obesidade, diabetes mellitus tipo 2, resistência a insulina  e dislipidemia (colesterol). Uma combinação dessas características leva à SÍNDROME METABÓLICA.  A variedade de distúrbios metabólicos na SOP pode estar relacionada a um maior risco de desenvolver doença cardiovascular. Esse fato pode explicar uma predisposição à hipertensão arterial em mulheres que sofrem da síndrome. Embora a associação entre alterações na pressão arterial e SOP ainda não tenha sido totalmente elucidada, o aumento do risco de estado hipertensivo pode ser explicado pela resistência à insulina e pelo hiperandrogenismo (excesso hormônio), mesmo quando ajustados pela idade, índice de massa corpórea e outros parâmetros antropométricos

 

Sinais e sintomas característicos:

• Hirsutismo (crescimento indesejado de pelos com padrão masculino no rosto, no peito e nas costas de uma mulher).

• Acne; • Alopecia;

 • Obesidade – Síndrome metabólica; 

• Dificuldade para perder peso;

 • Oligo ou anovulação: ovários não liberam um óvulo durante um ciclo menstrual (28 dias);

• Oligomenorreia ou amenorreia: a ausência da menstruação (por períodos de três a seis meses). 

 

MANEJO DIETÉTICO

  • Fazer o controle de Carga Glicêmica  e Índice Glicêmico;
  • Dietas Low Carb;
  • Dietas Mediterrânea;
  • Outras estratégias: ajustes de vitaminas e minerais.
  • Modulação intestinal

 

Libido Feminina

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a sexualidade é influenciada pela interação de fatores biológicos, psicológicos, socioeconômicos, políticos, culturais, éticos, legais, históricos, religiosos e espirituais. Constitui um aspecto fundamental do ser humano, envolvendo as identidades de gênero, sexo, orientação sexual, erotismo, prazer, intimidade e reprodução. 

A sexualidade é vivida e expressa em pensamentos, fantasias, desejos, crenças, atitudes, valores, comportamentos, práticas, papéis e relacionamentos, embora nem todos eles sejam sempre experimentados ou expressos ao longo da vida. 

A disfunção sexual tem alta prevalência entre as mulheres. Ocorrendo um aumento nas queixas na fase da pré-menopausa, sendo de 40 a 49 anos e uma redução na procura sexual com o avançar da idade, de 70 a 79 anos.

 

Fatores que prejudicam a libido feminina

 

Fatores psicológicos

O ciclo de resposta sexual é influenciado negativamente por fatores psicológicos, entre eles a ansiedade, baixa autoestima, distúrbios da percepção da imagem corporal, medo de rejeição, ansiedade do desempenho sexual, experiências sexuais traumáticas passadas, históricos de abuso e qualidade do relacionamento e entre outros inúmeros fatores.

Fatores socioculturais

Os fatores socioculturais que mais frequentemente causam ou mantém a disfunção sexual são problemas de relacionamento, a disfunção sexual do parceiro (disfunção eréctil).

Fármacos

Vários fármacos podem ter um efeito inibitório da função sexual, como os inibidores seletivos de receptação de serotonina (ISRS) e os inibidores seletivos da receptação de serotonina e noradrenalina (ISRSN), os antiestrogênicos (tamoxifeno e inibidores da aromatase) e os estrogênios orais (como os contraceptivos hormonais combinados).

Consumo alimentar

O consumo alimentar também pode alterar a produção de estrogênio. Mulheres que têm uma dieta desequilibrada com o alto consumo de frituras e alimentos gordurosos podem ter uma produção de qualidade ruim de estrogênio. 

 

Climatério e menopausa

O período do climatério é uma fase biológica do ciclo vital feminino que tem início normalmente por volta dos 40 anos de idade, podendo se estender até os 65. É determinado pela queda de produção dos hormônios estrogênio e progesterona pelos ovários. Os sintomas do climatério podem ser desde leves a muito intenso dependendo de vários fatores.

 Alguns dos sintomas:

  • Ondas de calor ou fogachos; 
  • Insônia;
  •  Nervosismo;
  • Depressão;
  • Hipertensão arterial;
  •  Incontinência urinária;
  •  Dor de cabeça;
  • Alterações sexuais;
  • Dor durante o ato sexual. 

 

A dor durante o ato sexual pode ser consequência do ressecamento vaginal, devido ao hipoestrogenismo, que é um dos principais causadores do desconforto sexual que pode causar alterações sexuais na vida da mulher.

 

Alimentação e nutrição no climatério

 O consumo inadequado de alimentos pode contribuir para agravos, como a osteoporose, e o consumo em excesso podem comprometer a saúde como surgimento da obesidade que, além de ser uma doença crônica, pode aumentar os riscos para o desenvolvimento de hipertensão arterial e de diabetes mellitus.  

Deve-se manter uma alimentação saudável, associada à prática de atividade física e modos de vida saudáveis são os principais elementos para promover saúde e melhoria da qualidade de vida.

O consumo excessivo de sódio e de carne vermelha (devido ao seu elevado teor de aminoácidos sulfurados) está relacionado ao maior risco de osteoporose.

 

Candidíase

Leveduras do gênero Candida são patógenos oportunistas frequentemente isolados das superfícies mucosas de indivíduos normais, mas podem levar ao desenvolvimento de infecções denominadas candidíases, que variam desde lesões superficiais até infecções disseminadas.

Clinicamente a candidíase pode ser cutânea, mucosa, cutaneomucosa ou visceral. O microrganismo cresce melhor em superfícies quentes e úmidas, causando frequentemente vaginite, dermatite das fraldas e candidíase oral. 

A microbiota vaginal normal é rica em lactobacillus produtores de peróxido de hidrogênio, precursores de ácido láctico, que acarreta uma acidez adequada (Ph 4,5) do ambiente vaginal, dificultando a proliferação da maioria dos patógenos. A cândida se prolifera em ambiente muito ácido (Ph 2).

 

Conduta nutricional da candidíase  

Alimentos prejudiciais

Qualquer alteração dos níveis de glicose, especialmente em situações de hiperglicemia, e qualquer estado em que se produz elevação do glicogênio vaginal podem desencadear uma crise.

Altos níveis de produção de hormônios femininos, especialmente a progesterona, aumentam a disponibilidade de glicogênio no ambiente vaginal, o qual serve como excelente fonte de carbono para o crescimento e a germinação das leveduras (5 dias anteriores a menstruação).

Controlar a dieta é fundamental, assim como ajustar os nutrientes:

  • Manter bons níveis de zinco e vitamina C;
  • Eliminar: açúcar, leite, glúten, fermento e álcool, ultra processados e industrializados;
  • Suplementar probióticos; Utilizar CEPAS específicas.
  •  Suplementar glutamina;
  •  Ofertar dieta rica em fibras solúveis, como Fibergrum e Inulina;
  •  Peptídeos do colágeno para reduzir permeabilidade intestinal; Optar por Verisol® ou Peptan®, que são colágenos patenteados.
  •  Utilizar própolis – 15 gotas 2 vezes ao dia;
  •  Utilizar vinagre de maçã – 2 colheres de sopa 2 vezes ao dia; 
  • Utilizar óleo essencial de orégano ou tomilho; 
  • Suplementar complexo B;  

 

Lembrando que assim como toda patologia, deve ser acompanhada pela profissional de saúde habilitado, respeitando a individualidade bioquímica de cada paciente, cada um na sua especialização adequada. Procure um ginecologista e um nutricionista para o melhor tratamento e prevenção. “Que o alimento seja seu remédio e que seu remédio seja seu alimento”. Hipócrates.
 

Referências

SILVA, A. C. J. S. R. et al. Tensão Pré-Menstrual: Critérios para diagnóstico. FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia). 2018 

DRAPER, C. F. et al. Menstrual cycle rhythmicity: metabolic patterns in healthy women. Scientific reports, v. 8, n. 1, p. 14568, 2018.

Parazzini F, Di Martino M, Pellegrino P. Magnesium in the gynecological practice: a literature review. Magnes Res 2017 ; 30(1) : 1-7. 

TACANI, Pascale Mutti et al. Characterization of symptoms and edema distribution in premenstrual syndrome. International journal of women's health, v. 7, p. 297, 2015

Mulak, A. (2014). Sex hormones in the modulation of irritable bowel syndrome. World Journal of Gastroenterology, 20(10), 2433.doi:10.3748/wjg. v20.i10.2433

Pujol A. Nutrição da ulher. IAPP. 2018.

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