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Após descoberta de abatedouro em Imaruí, açougue tem 15t apreendidas, é fechado e empresário preso por vender carne de cavalo por bovina Segurança

Após descoberta de abatedouro em Imaruí, açougue tem 15t apreendidas, é fechado e empresário preso por vender carne de cavalo por bovina

por Administrador 16-02-2021 há 9 mêses 2494

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A Polícia Civil prendeu, em Tubarão, um empresário suspeito de vender carnes de cavalo e javali como se fossem bovinas e suínas, respectivamente. A ação também resultou no cumprimento de um mandado de interdição do açougue onde ele vendia os produtos. Além do empresário, a 2ª Vara Criminal de Tubarão determinou que a sócia-proprietária do estabelecimento, esposa do suspeito, também se abstenha de exercer a atividade. 

O caso foi descoberto após a Polícia Civil flagrar, em agosto de 2020, um abatedouro clandestino de cavalos em Imaruí. A investigação apurou indícios de que o local era mantido pelo empresário preso para abastecer o próprio açougue. Na ação no abatedouro, a polícia prendeu dois homens desossando dois cavalos. 

Na época, os acusados afirmaram à polícia que vendiam a carne de cavalo por R$ 7 o quilo para um açougue de Tubarão. Segundo a polícia, as investigações também apontaram que um dos proprietários da casa de carnes ofereceu quantia em dinheiro para que a dupla responsável pelo abate mentisse em seus depoimentos.

"Já tínhamos recebido algumas informações de que esse estabelecimento vendia carne fraudada, mas não conseguimos provas que indicassem isso. Em agosto, quando essa dupla foi presa, ambos acabaram confirmando que a carne dos cavalos abatidos era para o açougue", afirmou o delegado André Crisóstomo.

De acordo com a Delegacia de Delitos de Trânsito e Divisão de Crimes Ambientais (DTCA), amostras dos produtos vendidos no estabelecimento foram encaminhadas ao Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal, em Brasília, que constatou a existência de carnes de cavalo e de javali. Os peritos confirmaram a fraude por meio de sequenciamento genético. 

O exame pericial apontou carne de cavalo na comercializada como bovina moída e a de javali nas linguiças vendidas como suínas. O casal dono do açougue poderá responder, segundo a Polícia Civil, por receptação qualificada e crimes de ordens de consumo e podem ser condenados de sete a 18 anos de prisão. 

Em diligência anterior no estabelecimento, a Polícia Civil já havia constatado uma série de irregularidades, como armazenamento de 15 toneladas de carnes estragadas com outras a serem comercializadas, peças inteiras e moídas sem identificação de procedência, além de precária higiene no local, o que causava forte odor pútrido. 

Empresário diz que denúncia é perseguição 

Em depoimento à Polícia Civil, o empresário negou que vendia carnes adulteradas. Ele argumentou que era alvo de perseguição de estabelecimentos concorrentes na cidade. 

"Ele negou qualquer prática ilícita, dizendo que isso era algo de concorrente querendo prejudicá-lo no negócio. Pedimos a prisão dele porque ao longo da investigação, tentou comprar testemunha s. Para assegurar o andamento do processo, representamos pela prisão preventiva, decretada pela Justiça", disse o delegado.
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