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ALIMENTAÇÃO X ESTILO DE VIDA X CÂNCER – UMA ABORDAGEM BEM SISTÊMICA Saúde

ALIMENTAÇÃO X ESTILO DE VIDA X CÂNCER – UMA ABORDAGEM BEM SISTÊMICA

# por Cristini Fernandes 04-02-2021 há 7 mêses 414

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                Há anos os estudos científicos têm mostrado evidências de que a alimentação tem um papel fundamental nos estágios de prevenção, iniciação, promoção e propagação do câncer.

                Entre as mortes por câncer atribuídas a fatores ambientais, a dieta contribui com cerca de 35%, seguida pelo tabaco (30%) e outros, como condições e tipo de trabalho, álcool, poluição e aditivos alimentares, os quais contribuem com menos do que 5%. Acredita-se que uma dieta adequada poderia prevenir de três a quatro milhões de casos novos de cânceres a cada ano.

                A mudança na estrutura da sociedade e nos modos de vida das pessoas tiveram profundos impactos na saúde da população, onde as práticas alimentares estão intimamente ligadas a mudanças sociais, técnicas, biológicas, psicológicas, como também o poder da informação, conforme o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Essas mudanças influenciaram e influenciam no modo de se alimentar das pessoas, optando por alimentos rápidos, de fácil transporte, armazenamento e com valor mais acessível, devida a grande escala de produção. São alimentos chamados de ultra processados, que conforme Guia alimentar para a população brasileira (2014), “são formulações industriais feitas inteiramente ou majoritariamente de substancias extraídas de (óleos, gorduras, açúcar, amido, proteínas), derivados de constituintes de alimentos (gorduras hidrogenadas, amido modificado) ou sintetizados em laboratórios com base em matérias orgânicas como petróleo e carvão (corantes, aromatizantes, realçadores de sabor e vários tipos de aditivos usados para dotar os produtos de propriedades sensoriais atraentes).

                Muitos dos aditivos alimentares cuja função é estender a duração dos alimentos ultra processados, que atribui de cor, sabor, aroma e textura, servem para torná-los extremamente mais atraentes. Porém tendem a ser muito pobres em fibras, que são essenciais para a prevenção de doenças do coração, diabetes e vários tipos de câncer. Essa ausência de fibras decorre da ausência do consumo de alimentos in natura ou minimamente processados.

                A composição nutricional desbalanceada decorrente da falta de nutrientes essenciais, inerentes aos aditivos dos alimentos ultra processados favorece a doenças, como vários tipos de câncer, embora cada aditivo alimentar utilizado nesses produtos tenha que passar por testes e ser aprovado por autoridades sanitárias, os efeitos de longo prazo sobre a saúde e o efeito cumulativo da exposição a vários aditivos nem sempre são bem conhecidos.

                A complexidade da dieta apresenta um desafio difícil. Há literalmente milhares de substancias químicas na dieta, algumas são bem conhecidas e outras poucos inestimáveis.  Alimentos defumados, por um exemplo, usam nitratos que são adicionados aos alimentos como conservantes para carnes processadas, como os embutidos (calabresa, salsicha, presuntos, mortadelas, etc). A metabolização dos nitratos no organismo, são conhecidos como carcinogênicos e mutagênicos (diferenciam nas nossas células), assim como a exposição desse e outros alimentos a metais pesados (como chumbo, panelas teflon, excesso de mercúrio, principalmente dos mares poluídos, plásticos, etc), pesticidas, herbicidas, agrotóxicos entre outros.

                Nos jovens a exposição a fatores cancerígenos, está relacionada a exposições de longa duração. Conforme INCA (2006), boa parte desses fatores diz a respeito aos comportamentos construídos nas duas primeiras décadas de vida, como a ausência da prática de exercícios físicos, exposição à radiação, uso de tabaco e álcool precocemente, prática sexual sem proteção e alimentação inadequada. A alimentação é um bom exemplo de como esta fase da vida é determinante no desenvolvimento de doenças na vida adulta. As práticas alimentares adquiridas na infância e na adolescência podem atuar diretamente sobre o risco de câncer pelo efeito cumulativo da exposição a substâncias carcinogênicas e a insuficiência de substâncias protetoras na alimentação (INCA, 2006). Existe uma forma indireta pela qual a alimentação influencia no processo do câncer, por seus efeitos no balanço energético e no risco de obesidade, bem como pelas respostas metabólicas e hormonais relacionadas sobre o balanço energético. Conforme INCA (2006), “o crescimento rápido e precoce e o excesso de peso nas duas primeiras décadas de vida, têm sido associados ao aumento de risco de ocorrência de doenças como diabetes tipo 2 e câncer de mamas”.

                Apesar dos erros inerentes ao levantamento da ingestão habitual, é indispensável conhecer o valor do inquérito alimentar (FUNDO MUNDIAL DE INVESTIGAÇÃO AO CRANCO, 1997).  Trata-se de um instrumento que permite o conhecimento do padrão alimentar e da sua variação para diferentes populações. Com ele, é possível identificar as modificações no hábito alimentar e estimar o seu impacto sobre a ocorrência do câncer, tanto em grupos populacionais isolados, como em comparações entre populações de diversas regiões e países. Segundo (FMIC, 1997), “desta forma, pode-se observar a influência negativa da incorporação da dieta ocidental moderna (elevada em gordura e alimentos industrializados e pobre em fibras), no desenvolvimento das diversas formas de câncer nos países desenvolvidos e em desenvolvimento”.

Selfie

Sou joinvilense, porém imbitubense de coração, nutricionista, pós graduanda em nutrição esportiva funcional, proprietária de uma franquia de saúde e beleza (trabalho multidisciplinar médico, biomédico, fisioterapeuta e nutricionista) em Joinville. 

Sou nutricionista clínica, idealizadora do programa Selfie (emagrecimento mente e corpo), responsável técnica por uma cozinha industrial, alimentação transportada para as empresas da indústria em Joinville, administradora de empresas com habilitação em comércio exterior e MBA em gestão financeira. Estudar é meu hobbie e meu sobrenome. E de que adianta conhecimento, se não for para servir a nossa sociedade?

  O objetivo de nossa coluna, Selfie, é levar a você informações sobre saúde e beleza, voltadas ao leitor e que ele possa se identificar, se expressar e usar a informação ao seu favor. Como uma forma de se auto reconhecer com a informação prestada, e quebrar crenças, tabus e aproveitar o máximo desse conhecimento a seu favor. Selfie é o reflexo da mais bela imagem de saúde e beleza que você pode ter: a sua mesma.

Em inglês, o significado da palavra selfie é considerado um neologismo, ou seja, uma expressão cuja atribuição é considerada nova. Ela se relaciona com tudo que é feito pela própria pessoa, como por exemplo: selfie-service. Ou seja, sirva-se você mesmo.

Já a Selfie, na fotografia, é o self-portrait, mas foi habitualmente reduzida para simplesmente selfie.

            O peso dessa palavra é tão grande que os editores do Oxford Dictionary, um dos maiores expoentes da língua inglesa, a elegeram como a palavra do ano em 2013. A publicação britânica fez atribuição ao seu significado da seguinte maneira: “a photograph that one has taken of oneself, typically one taken with a smartphone or webcam and uploaded to a social media website, showing your moment (fotografia que a pessoa tira de si mesma, geralmente com um smartphone ou webcam e é carregada em um site de mídia social, mostrando seu momento) ”.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia alimentar para a população brasileira. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2014, 30-43 p. 

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à saúde. Instituto Nacional de Câncer. Coordenação de Prevenção e Vigilância. A situação do câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA, 2006, 24-75 p. 

Fundo Mundial para a Investigação do Cancro. Alimentos, nutrição e prevenção do câncer: uma perspectiva global. Washington: Instituto Americano para a Pesquisa do Câncer; 1997. p.35-71, 508-40. 

Glanz K. Behavioral research contributions and needs in cancer prevention and control: Dietary change. Prev Med 1997; 26(5 Pt 2):S43-S55. 

MAHAN, L. Kathleen; et al. Krause: alimentos, Nutrição e Dietoterapia. 13° edição. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012, 835p

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