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Sustentabilidade e empreendedorismo: alunos de escola de Imbituba criam empresa que coleta óleo usado e o transforma em sabão para venda Meio Ambiente

Sustentabilidade e empreendedorismo: alunos de escola de Imbituba criam empresa que coleta óleo usado e o transforma em sabão para venda

por Administrador 14-10-2019 há 2 anos 1892

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Os alunos do ensino médio integrado à educação profissional (EMIEP) (Curso Técnico de Administração) da Escola Estadual Engº Annes Gualberto apresentaram um projeto revolucionário e exemplar, na manhã desta sexta-feira (11), na Feira de Ciência do estabelecimento de ensino do Bairro Paes Leme. 

Num belo exemplo de sustentabilidade, empreendedorismo, multidisciplinaridade e responsabilidade social, os estudantes expuseram um novo modelo de negócio na disciplina Administração, que gera oportunidades de renda e vem ajudando e muito o meio ambiente em Imbituba. 

Coordenados pela professora Rita Martins, em parceria com a Cooperativa de Reciclagem de Imbituba – Cooperzimba, os adolescentes desenvolveram o ECOCLEAN, projeto que recebe, na própria escola, óleo vegetal de cozinha já utilizado em frituras e dá ele a destinação correta, reciclando-o e o beneficiando em sabão, que é vendido pelos próprios estudantes. 

Com direito a CNPJ e tudo, a “empresa” vem confeccionando, de forma artesanal e assistida por especialistas, o produto de limpeza, que também é embalado com papel reciclado pelos jovens empreendedores dando uma grande mão ao meio ambiente e ainda por cima aprendendo de forma interdisciplinar e divertida sobre administração, química, economia, artes, matemática e educação ambiental.

“Esse tipo de experiência é única. Só na sala de aula a gente não teria como ter essa vivência. Sou estudante e garçonete, mas hoje eu sou ‘gerente de RH’ somente porque alguém olhou para mim e acreditou que eu fosse capaz de desempenhar essa função. E isso não tem preço. Vou dar sempre o meu melhor”, promete a estudante Anna Beatriz de Oliveira Carvalho.

Rita conta que a ideia é constituir um plano de negócios empresarial de, uma organização voltada para responsabilidade social em todos os princípios e práticas administrativas. Todo dinheiro arrecadado com a venda vem sendo guardado pelo departamento financeiro da empresa e será destinado à formatura deles, ano que vem.

“Além da produção do sabão, com o processo químico realizado no laboratório da escola com supervisão da professora de Química, Edna, o papel utilizado nas embalagens também é reciclado com auxílio da professora de artes. Outro diferencial é que o sabão ECOCLEAN ainda vem com o brinde de sementes em sua etiqueta para serem plantadas pelo consumidor. Muito mais que um produto, eles vendem uma ideia a ser disseminada: Sustentabilidade”, explica a educadora.

Visivelmente emocionada e satisfeita com os resultados e principalmente com o engajamento dos pupilos, a Professora contou que o projeto de plano de negócios vem ganhando maiores proporções do que a sala de aula. “Ontem, eles me pediram para não pararmos a produção nas férias. Todos produzem e todos vendem. Ainda assim, eles organizaram uma divisão por setor e hierarquia, nas quais cada um tem um cargo nos setores de Produção, Vendas, Marketing, Recursos Humanos, Financeiro e Jurídico.

“O projeto me proporcionou saber escutar mais e perceber nos mínimos detalhes que cada pessoa é única. E como diretor de RH, a ter melhor cuidado e carinho com os outros. Aprendi também a ter mais compromisso com as coisas e a ter muito mais responsabilidade. O projeto também me fez enxergar que a limpeza de óleo torna-se fonte de renda e ainda ajuda ao meio ambiente. Ter uma empresa realmente sustentável faz ter vontade de estar envolvido nisso”, avalia o aluno Yan Martinho Silveira. 

Antes da apresentação final na Escola, que contou com a presença de professores, do diretor Edson Machado Miguel, pais e outros visitantes, os estudantes-empresários apresentaram o projeto ao gestor da Secretaria de Meio Ambiente (SEMA), Paulo Márcio de Souza, ao Diretor de Resíduos Sólidos da SEMA, Olivar Francisco e aos catadores de lixo da Cooperativa de Trabalho dos Catadores de Materiais Recicláveis de Imbituba (Cooperzimba), no Bairro Vila Nova Alvorada. 

“Demonstramos aos cooperados alternativas para agregar valor a um produto, bem como a valorização da matéria-prima que eles manipulam todos os dias em larga escala, objetivando a formação de técnicos em administração preocupados com os impactos socioambientais, além da finalidade de lucro das empresas e a propagação do conhecimento de que há valor no que se descarta”, lembra Rita, que é coordenadora do curso técnico de administração na escola Annes Gualberto.

“É um projeto que muito importante, exemplar e que emociona e incentiva a todos nós da SEMA a continuar nosso trabalho e projetos em prol do meio ambiente. E é ainda mais louvável por começar na escola, com educação ambiental na prática, com incentivo ao empreendedorismo, aos adolescentes e jovens, que junto às crianças são os que podem mudar a realizada do nosso planeta, já que nossas gerações e muitos políticos e empresários  têm deixado a desejar, ameaçando nossa existência”, reconhece o gestor da SEMA, engenheiro Paulo Márcio de Souza. 

“Toda ação com reaproveitamento do lixo é muito importante na mudança de hábitos. Esse trabalho, especificamente, sintetiza tudo que estamos  fazendo com lixo  em nossa cidade. Hoje,  Imbituba  é a única cidade da região da Amurel em que o lixo reciclado gera renda para uma cooperativa  de catadores, que faz a coleta e triagem. Isso é compromisso de um governo popular”, avalia Olivar Francisco, Diretor de Resíduos Sólidos da SEMA do município de Imbituba.

Entidades apoiadoras da COOPERZIMBA, o Observatório Social (OSB Imbituba) e Cáritas também ficaram entusiasmados com o projeto dos alunos e professores do Annes Gualberto.

“Foi uma sacada genial produzir sabão do óleo de cozinha usado, e junto, no kit, distribuir sementinhas. Nós, da Cooperativa, também temos planejado algumas etapas na área da reciclagem como o aproveitamento de 100% do reciclável, compostagem dos orgânicos supermercados e padarias, tendo com isso uma redução de 30% do peso no aterro sanitário; e o reaproveitamento do óleo de cozinha para transformação em biodiesel”, revela Moacir Vince, presidente do OSB Imbituba e membro da Cáritas e da Cooperzimba.

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