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Na coluna Vertebral, confira a nova crônica de Júlia Polachini: Artigos

Na coluna Vertebral, confira a nova crônica de Júlia Polachini: "Um tronco morto"

# por Júlia Polachini 27-03-2019 há 2 anos 1168

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Na última semana, estive em um curso de formação de coaching, onde, dentre tantas vivências, nosso instrutor pediu para que fossemos para a rua e nos conectarmos com a natureza nos arredores do hotel. Era para olhar e sentir, pois algo nos chamaria à atenção e, então, saberíamos que ali havia uma mensagem. Vi pessoas conectadas com árvores, folhas, flores. Uma até conectou-se com uma bituca de cigarro. 

E o que me chamou a atenção, no meio daquela natureza tão abundante, foi um tronco de árvore. Um tronco morto, daqueles que são plantados apenas para enfeite. Eu olhei e olhei para ele. Perguntei o que ele tinha para me falar, e ele disse para apenas observá-lo.

Vi uma casca sem vida, com partes meio ocas, já tomadas pelo tempo. O tronco tinha várias marcas, que me lembraram rugas. Me perguntei o quanto de história aquelas marcas carregavam. Era uma história, provavelmente, quase, se não mais, centenária. Antes de eu nascer, é bem possível que aquele tronco velho fosse uma árvore cheia de vida, por onde as pessoas passavam para pegar uma sombra.

Cheguei então mais perto do tronco e toquei em uma das cascas, que caiu. Atrás de onde estava a casca velha, tinha umas formiguinhas passeando. Daí, dei uma volta no tronco, e vi que na verdade tinha quase que uma sociedade de bichos dentro dele, que construíram vários túneis por dentro da madeira. Tinham alguns musgos também, que formavam suas colônias. É isso. Por trás daquele pedaço de madeira morto, tinha muita vida se formando. Atrás de tanta história, tinha muitas outras sendo contadas.

E foi como se o tronco morto me dissesse: “Eu estou vivo!”. 

E me dei conta que, muitas vezes, eu achei que por dentro eu fosse o tronco de uma árvore morta. Mas me dei não só uma, mas várias chances de olhar com carinho para aquele “tronco morto” que eu achei que era, e encontrei lá ainda muita vida. Tem muito mais por trás daquilo que a gente só olha e julga. Às vezes é bom parar para observar e perguntar para o seu tronco o que ele tem para falar para você.

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