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À Flor da Pele
Érika dos Reis Bernardes


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Depois que terminei o Ensino Médio, me vi em um momento decisivo da minha vida: e agora, o que eu vou fazer? Não estudei para fazer faculdade. Não montei um negócio para começar no mercado de trabalho como micro empreendedora. E muito menos economizei o dinheiro do estágio que fiz no último ano de curso técnico. Passei o ano de 2019 inteiro nesta crise, não chegou à depressão, mas passou perto. Passei pela fase dos “rolês todo final de semana”, pela fase do “filhinha de mamãe”, pela fase da bebedeira... Eu estava perdida. Hoje em dia, já mais madura, não me cobro e me perdoo, estava perdida 600

A busca por equilíbrio emocional está cada dia mais difícil numa sociedade que, cada vez mais, acha que cobra de nós responsabilidades. Desde cedo aprendemos que a sociedade cobra, a sociedade é a vilã da história. Criamos então, uma auto cobrança de: “Eu tenho que ser equilibrada.” “Eu tenho que agir de tal forma.” “Eu tenho que ponderar.” “Eu tenho que ter paciência” E a raiva por si mesmo aumenta. Afinal, aprendemos o certo e o errado, por que não os realizamos? Nos afundamos na tristeza. Buscar ajuda é o indicado. Mas onde está a força para isso, se nem mesmo sabemos por que estamos assim? 933

Falar sobre maturidade é relativo. Pessoas mais velhas podem não ser tão maduras quanto jovens, e vice versa. Na adolescência dos nossos antepassados, era cobrada responsabilidade já no âmbito familiar: cuidar da casa, dos irmãos, trabalhar para ajudar nas finanças, quanto mais cedo exercem responsabilidades, seria melhor para sua vida adulta. Esses valores foram passando em gerações. Logo, por conta das experiências que vivemos logo cedo, de crises econômicas, familiares e de relacionamentos, evoluímos nossa maturidade. Algumas pessoas adquirem mais cedo, outras mais tarde. 524

“Eu estava no ponto de ônibus com uma senhora e, de repente, um carro com um senhor de uns 65, 70 anos parou em nossa frente e ofereceu carona. Aceitamos. Nunca tinha passado por situação parecida e não tinha tanto medo de pegar carona quando estava acompanhada de outra mulher. Chegamos ao destino, agradeci e segui meu rumo. Mais tarde, esse senhor reapareceu, cumprimentei-o, e ele, de máscara, pediu para que me aproximasse. Então ele disse: ‘Você conseguiu dinheiro para voltar pra casa?’. Respondi que tava fazendo hora para ir ao dentista. Então ele: ‘Gostaria de ganhar um “cenzinho"? 1198

Quem nunca, pergunta aos adolescentes e adultos, teve dificuldade em compreender e perdoar alguém por algo que ele cometeu de errado? Principalmente, os jovens que descobrem que seus pais não são os heróis da humanidade e, por influência também dos hormônios, acabam não aceitando certas ‘manias’, opiniões e erros deles. É tenso, né? Falar sobre entendimento e perdão gera revolta, indignação... Até mesmo perversidade e violência. Falta de empatia? Muito. Entender que nossos pais também foram adolescentes como nós, é quase impossível nesta sociedade que impõe o ego acima de tudo. 898

Sou Érika, – oiii – tenho 21 anos e sou uma 'fisólofa' – isso mesmo que você leu, não é erro de digitação. Já que não tenho estudo acadêmico a ponto de filosofar como Platão, Aristóteles, entre outros filósofos. Prefiro me enquadrar no senso comum de pessoas que dão pitaco em tudo. Nas colunas que escreverei – SIM GENTE, EU TÔ NO PORTAL AHORA, TÔ NERVOUSER, MANHÊÊÊ VIREI COLUNISTA – terá assuntos que mexem com a cabeça de qualquer adulto: A MENTE DE UM ADOLESCENTE. Escreverei a verdade nua e crua de um adolescente, mas de uma forma poética e dramática do universo Teen. 1409




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