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PM prende, em uma casa de aluguel em Imbituba, o bandido Lêlo, integrante da facção criminosa Segurança

PM prende, em uma casa de aluguel em Imbituba, o bandido Lêlo, integrante da facção criminosa "dos Bala na Cara", do RS

por Administrador 01-11-2017 há 11 mêses 5396

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O Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT) da Polícia Militar de Imbituba prendeu na tarde desta terça-feira (31), em uma residência do bairro Vila Nova, um dos integrantes da temida facção criminosa gaúcha "Bala na Cara". A exitosa ação deu cumprimento a um mandado de prisão sigiloso que havia expedido pela Justiça do Rio Grande do Sul.

Bandido que já coleciona passagens por tráfico, duas por assalto e uma por receptação, Marcos André Ferreira Ribeiro, o vulgo Lêlo, foi detido numa casa que havia locado de fundos para várias quitinetes,  na Rua Santo Anjo, fundos da garagem Santo Anjo.  

Após investigação da Polícia civil da cidade gaúcha de Xangri Lá sobre o tráfico de drogas da facção foi expedido mandados de prisão para vários indivíduos. Alguns já estão presos, como Willian Nunes Martins, Nego Ne, com antecedentes por trafico, receptação, porte de arma, disparo de arma de fogo, posse de drogas e ameaça. 

Nego Ne é considerado o cabeça da facção no litoral e já se encontra novamente detido cadeia pública de Porto Alegre, de onde, por muito tempo, controlou o tráfico de drogas de dentro do presidio, com células da Facção instalada em Xangri-la  e Capão da Canoa no distrito de Capão Novo.

Ruan Kristian Oliveira Machado, com antecedentes por tráfico, homicídio, porte ilegal de arma, ameaça e lesão corporal, e Sérgio Gabriel Nunes (tráfico, homicídio, porte ilegal de arma, receptação furto em veiculo) e Antônio Augusto Delfino Mattos, vulgo Nenê (homicídio, Roubo a estabelecimento comercial, tráfico) também já se encontram presos, só que no Presídio de Osório (RS). 

Até o momento se encontram foragidos Thiago Sapone da Silva, Samuel da Silveira Nogueira, ambos com antecedentes por tráfico, roubo, porte ilegal de arma, posse de entorpecente, e Brendon Manoel Rech com antecedentes por tráfico, roubo, receptação e furto. 

Sobre a facção, quem são "os Bala na Cara”


"O quê? Ele não quer vim pro nosso lado? "Passa" ele, então. Nós somos Bala". A ordem era quase trivial, mandando o comparsa matar um desafeto foi interceptada em uma escuta telefônica há dois anos, durante uma investigação que não evoluiu por falta de fôlego da polícia. 

E virou elemento fundamental para mostrar a diferença da facção dos Bala na Cara em relação a qualquer outro grupo criminoso organizado entre as cadeias do Estado. A pirâmide de poder dos Bala, diferente das facções rivais, não tem um líder único, que dite as regras.

O Denarc, todas as delegacias de homicídios da Região Metropolitana, o Deic e o Ministério Público mantêm investigações sobre a facção. Mas sempre tendo como foco algum tentáculo da organização, nunca a facção como um todo. 

Sabemos que a quadrilha nasceu na Bom Jesus e que a expansão acontece sem um líder absoluto. O tráfico pulverizado, e a forma de atuar em associação a quadrilhas locais, dificulta qualquer investigação mais precisa sobre eles”, afirma o diretor de investigações do Denarc, delegado Cléber dos Santos Lima.

Bando tem pelo menos quatro líderes
A polícia estima que pelo menos quatro homens ditem as regras do bando — não necessariamente com um discurso afinado. E não são eles que dão ordens para a ponta dessa rede. Aos soldados, quem dá as cartas são os líderes de quadrilhas locais. Assim, é difícil para a polícia chegar aos mais poderosos do bando.

A forma de atuar, quase como uma franquia, se consolidou há pelo menos três anos, quando a facção ganhou respeito ao desbancar a liderança dos Manos. Mas, diferentemente do momento em que a quadrilha ficou conhecida, em 2009, dessa vez nenhum personagem ganhou notoriedade com essa ascensão. 

Em vez de soldados, nas cadeias os Bala passaram a atrair sócios. Ao traficante de qualquer localidade, a facção ofereceria reforços de soldados e armas — que saem de outras regiões dominadas pelo grupo — para garantir o controle do território. Depois, o novo sócio se compromete a vender somente a droga fornecida pela facção.

Lucro é o interesse em comum

Os negócios são tratados por gerentes das galerias de cada prisão. A forma como eles se comunicam com os principais líderes ainda não está clara para as autoridades. A certeza que se tem é que a sociedade com a facção tem um único interesse: lucro. Como a grana é dividida, as investigações até hoje não esclareceram.

Facção se adapta às regras da cadeia

Quem agride mais, vive menos. A frase é regra de convivência básica na cadeia. A negociação, mais do que o medo, sempre garantiu a permanência das principais facções nos presídios gaúchos. Os Bala, vistos como extremamente violentos mesmo com seus aliados, pareciam ter transgredido também essa norma. 

Os mandamentos da facção ordenam não ter pena, ser duro com os seus traficantes e eliminar os traidores. Porém, para o juiz da Vara de Execuções Criminais, Sidinei Brzuska, há um interesse maior do que estas regras.

“Entre as facções gaúchas, não há uma ideologia. O que há é o interesse econômico. Fazem alianças por conveniência. E essa facção se adapta muito bem a esse ambiente”,  acredita.

Segundo ele, sobretudo no Presídio Central, há indícios de que os Bala se tornaram mais flexíveis para crescer. Uma estimativa dá conta de que a galeria dominada pela facção, que tem entre 200 e 300 presos no Pavilhão F, teria atualmente o maior faturamento. Nas prisões do semiaberto também teriam diminuído os casos de punições com morte impostas pela quadrilha.

A estratégia estaria garantindo uma expansão nas cadeias. Pelo menos dois líderes de quadrilhas ligadas aos Bala na Zona Sul da Capital estão presos na galeria dominada pelos traficantes da Vila Maria da Conceição. Com o enfraquecimento do traficante Paulão, a facção teria se aliado aos novos comandantes do tráfico na vila da Zona Leste da cidade.

Carros viraram a nova moeda do tráfico

Se, em 2007, os Bala na Cara ganharam notoriedade pelos violentos roubos a joalherias e bancos para financiar o tráfico e a compra de armas, agora, o ramo deles mudou. E tem chamado a atenção da Delegacia de Roubos de Veículos do Deic. Pelo menos um terço dos carros recuperados este ano na Capital foram achados em bairros onde a facção domina.

Os bairros Mario Quintana, Bom Jesus e Lomba do Pinheiro estão entre os principais destinos, na cidade, de veículos roubados e furtados. Na Região Metropolitana, Viamão e Alvorada — também com forte presença dos Bala — repetem a dose.

“O roubo de carros virou uma grande moeda de troca para os traficantes. É muito menos arriscado do que roubar um banco, por exemplo” estima o delegado Juliano Ferreira.

Um ladrão de carros chegaria a ganhar em torno de R$ 1 mil para repassar o veículo ao bando que, em casos de clonagens, chega a revender o carro por R$ 10 a R$ 15 mil.


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