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Delegado fala sobre investigação do suposto estupro em escola: secreção obtida em carro e perícias feitas na menina serão comparadas Segurança

Delegado fala sobre investigação do suposto estupro em escola: secreção obtida em carro e perícias feitas na menina serão comparadas

por Administrador 31-10-2017 há 1 ano 14256

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O delegado de Polícia da Comarca de Imbituba, Diego Parma, informou que as investigações sobre o suposto abuso sexual e tentativa de estupro da estudante de 12 anos estão sendo realizadas, mas que, no entanto, detalhes específicos estão sendo mantidos em sigilo pela situação da suposta vítima ser menor de idade e pela repercussão que o caso ganhou nas redes sociais. 

Ele confirmou que foram coletados, pela perícia de Instituto Geral de Perícias (IGP), material para análise de dentro do carro do vigia, que se encontrava “com certa sujeira em seu interior”. Porém, o resultado ainda não foi divulgado, podendo ser suor, sêmen ou outra secreção qualquer. 

Sobre o exame de Corpo de Delito do Instituto Médico Legal (IML), o delegado disse que serão elaborados dois laudos, o primeiro de conjunção carnal, para saber se houve ou não o ato sexual e o outro de possíveis lesões próximas a região íntima da aluna. 

Os resultados dos laudos do Instituto Médico Legal (IML) e da perícia do IGP foram encaminhados a Florianópolis onde serão comparados para atestar se houve crime e a participação ou não do funcionário da escola. 

Nesta terça-feira, a Polícia Civil tentou contato com o suspeito e o mesmo não foi localizado. O Delegado informou que falou com familiares dele e que o mesmo está com medo da repercussão e por esse motivo não se apresentou novamente à Polícia que deve colher material genético para possíveis comparações, assim que o mesmo se apresentar. 

Relembre o caso

Um suposto crime de abuso sexual cometido pelo porteiro de uma escola contra uma estudante de 12 anos em uma escola de Imbituba, que teria ocorrido na madrugada de sexta-feira (27), durante um acampamento realizado no pátio da própria instituição, causou muita revolta nas redes sociais e principalmente em um grupo de pais de alunos da escola particular situada às margens da SC-434, no Bairro Araçatuba, na rodovia que liga o município à Garopaba.

Com cartazes, o grupo protestou, na manhã desta segunda-feira (30), na Delegacia de Polícia da Comarca, pedindo a prisão preventiva do acusado, J.S.W, que, no mesmo dia da acusação, se apresentou à Delegacia onde prestou depoimento e foi liberado para responder ao processo em liberdade.

Segundo o proprietário do Centro Educacional, Valter Araújo, o porteiro teria negado todas as acusações e, se propondo a esclarecer os fatos, retornou à Escola com o diretor, mas após ameaças de linchamento fugiu do local. Ainda segundo o empresário, o funcionário teria ficado à disposição da Policia Civil para realizar os exames necessários. O delegado Diego Parma vem tomando depoimentos de denunciantes e testemunhas do suposto crime hediondo. 

COMO TERIA OCORRIDO O SUPOSTO ABUSO SEXUAL 

Informações obtidas com parentes e conhecidos da vítima, e com o proprietário da escola, dão conta que, durante o evento, onde as crianças dormiram em barracas, o vigia teria inicialmente abordado a menor, quando ela estava sentada nas imediações da biblioteca. 

De acordo com as fontes, já próximo à menor, ele teria perguntado se ela "poderia guardar um segredo", tendo ela respondido que sim. Nesse mesmo momento, o suspeito então teria beijado a menina, pedindo que ela fosse para trás da biblioteca, onde teriam começado os abusos.

Ainda segundo as versões, ela teve sua roupa tirada pelo suspeito, que teria tapado sua boca ao ver alguém se aproximar do local. A menina pedia que o agressor parasse com os atos até que conseguiu sair do local indo até a barraca de suas colegas, para as quais contou o ocorrido. 

Ouvindo o relato, uma das amigas chamou a coordenadora da escola que não estava perto durante o suposto crime. Com medo do agressor, a criança teria permanecido no mesmo local da abordagem, sendo que, em seguida, ele teria se aproximado e a levado até seu carro, no estacionamento da escola.

Segundo as fontes, três colegas teriam visto os dois indo até o carro e na sequência o agressor teria continuado os abusos. A aluna teria relatado que sentiu dores e logo em seguida levada por ele até uma área comum da escola. Uma das coordenadoras viu a menina acompanhada do porteiro e indagou onde ela estava.

O suspeito então teria respondido "que havia achado a menina tomando água no bebedouro da frente”. Apavorada, a criança teria procurado uma outra coordenadora da escola, a quem teria relatado o acontecido. A mãe da menor foi chamada e a levou a um médico, que, segundo as fontes, teria constatado os abusos. "A roupa da menina ainda estaria suja de sangue e a vítima com as partes íntimas machucadas".

A Polícia está investigando o suposto crime, colhendo depoimentos, analisando as imagens das câmeras de segurança da escola e dando prosseguimento às investigações. Policiais fizeram uma perícia no carro do suposto agressor e a jovem submeteu-se a um exame de corpo de delito.

Confira a nota oficial emitida pelo proprietário do Centro Educacional:

 

“COMUNICADO

O Centro Educacional ..., através de minha pessoa, vem por meio deste comunicar, que, fomos informados, as 6 45 h do dia 27, por uma aluna, de que a mesma, havia sofrido abuso sexual por parte de um funcionário da escola. Imediatamente chamamos a mãe e a informamos sobre o relato da aluna. E na sequencia procuramos localizar o funcionário acusado, o mesmo, negando o fato se dispôs a retornar a escola e nos acompanhar a delegacia de polícia para registrar o boletim de ocorrência e realizar os exames que fossem necessários. Tao logo, chegamos na escola, a família da aluna já se encontrava no local, a mãe da mesma, passou mal e nós solicitamos a presença dos homens do corpo de bombeiros para auxiliá-la. Neste momento então, sob fortes ameças de morte, por parte da família,  o funcionário acusado, acuado sai do local. Depois de prestarmos o socorro a mulher, e ela ser conduzida pela ambulância do corpo de bombeiros, ao posto de saúde, eu, Valter, me desloco a delegacia de policia de Imbituba, juntamente com o irmão da aluna. Depois do atendimento médico e de posse do carro de minha esposa, a mãe comparece a delegacia e registra comigo o boletim de ocorrência.

A aluna foi submetida a exame de corpo de delito, conforme orienta a lei, a escola se colocou a disposição da policia no sentido de contribuir com todas as informações necessária. No mesmo dia, mais tarde, o funcionário acusado, se apresentou na delegacia prestando depoimentos, e logo mais liberado para futura investigação e a disposição da policia para realizar todos os exames que necessários forem. 

Saliento que, é de nosso legítimo interesse que o caso seja esclarecido o quanto antes. Também tenho meus filhos na escola, e a assim o interesse de manter a segurança de todos. 

Destaco a nossa seriedade e compromisso sempre firmado com uma educação de qualidade e sobretudo segurança e bem estar dos nossos alunos. 

E para finalizar, reforço o fato de que, na intenção de preservar a identidade, e não expor a menor de nenhuma forma, quer seja moral, emocional, social ou psicológica, procuramos manter sigilo no sentido de preservar, e até mesmo no sentido legal, onde o ECA, Estatuto da Criança e Adolescente, artigo 232 da Lei 8069/90 incrimina qualquer exposição ao menor. Mas de forma alguma nos eximindo-nos de contribuir com investigação policial e também de apoiar a família como estivemos fazendo durante todo o ocorrido, e que seguramente continuaremos a fazê-lo.

 Aguardamos a conclusão das investigações, a elucidação dos fatos confiados no trabalho da policia!.”

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