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Para ajudar poder público a proteger orla do bairro, moradores de Vila Nova apresentam projeto nesta quarta Geral

Para ajudar poder público a proteger orla do bairro, moradores de Vila Nova apresentam projeto nesta quarta

por Administrador 10-10-2017 há 8 mêses 1521

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Um projeto de iniciativa de moradores de Vila Nova, promete ajudar o poder público a zelar pelo entorno da praia do bairro, funções que, segundo os idealizadores do intento, Município, Estado e União não vêm conseguindo fazer plenamente.

Os moradores alegam que vem havendo aterramentos, edificações, lançamento de esgoto na rede pluvial que desemboca no mar, depósitos de lixo e poluição visual e ambiental do espaço por meio de colocação de cercas.  

Com o intuito de garantir a conservação socioambiental da orla marítima do bairro, “protegendo-a da especulação imobiliária e poluições”, as soluções propostas pelo Projeto Orla Legal serão apresentadas nesta quarta-feira (11), às 10h, na Câmara de Vereadores e, no sábado (14), no Centro Pastoral de Vila Nova, a partir das 20h30.  

“Nossa meta é manter a praia, areia e água, com padrões de qualidade de excelência socioambiental e com aumento da capacidade de adaptação de infraestrutura urbana às novas condições ambientais”, explica o especialista ambiental, engenheiro agrícola e mestre em Engenharia de Transportes, José Pedro Francisconi Junior, um dos idealizadores do intento.

O Distrito de Vila Nova possui grande número de residências, e se destaca por concentrar a maior parte da população de Imbituba. De acordo com Francisconi, a faixa terrestre de orla marítima do local é uma região com sensibilidade ambiental bastante elevada e estaria ameaçada. 

“Ela é composta de áreas alagadiças com forte influência das marés, vegetação em estágio secundário de regeneração, importante para a fauna e essencial como operação e proteção da infraestrutura e da praia”, explica o ativista, que em 2009 exerceu a função de Chefe do Departamento de Saneamento na Prefeitura.

 “Queremos promover a articulação entre Prefeitura e demais órgãos com responsabilidade nesse território, com participação da sociedade na definição das ações a serem executadas, como por exemplo, a delimitação da Zona de Proteção Ambiental e à interrupção imediata dos aterramentos, lançamentos de esgoto e disposição de resíduos. Pretendemos recuperar ambientalmente as áreas degradadas e implantar um programa de gestão para conservação ambiental da nossa orla”, adianta o vilanovense.

Responsável pela Secretaria de Meio Ambiente (SEMA), pasta criada com ineditismo pela atual administração para cuidar exclusivamente da gestão ambiental, neste caso com total autonomia, o engenheiro Paulo Márcio de Souza, também nascido e criado no bairro, se mostrou feliz com a inciativa, mas lembrou que várias ações de planejamento e fiscalização  são  tomadas pelo município, efetivamente, também junto à outras entidades e secretarias para proteção de toda a orla imbitubense.

“Fomos procurados pelos moradores para apresentação desse projeto e ficamos muito felizes com a iniciativa, com a boa-vontade em ajudar o município a elaborar propostas de conservação ambiental. Mas vale lembrar que a nova gestão vem se empenhando. Estamos focados também no aprimoramento da Secretaria, com contratação de novos técnicos, a confecção de novos projetos ambientais e maior participação da comunidade”, salienta o Secretário.

Paulo Márcio ressalta que a Sema vem participando ativamente das oficinas do Plano de Manejo da Área de Preservação Ambiental (APA) da Baleia Franca, colaborando e alertado quanto à importância da preservação desta área e uso sustentável em nosso território, com ênfase nos balneários e impedindo ativamente ações que possam agredir o meio ambiente, através de fiscalização e pareceres técnicos diários, negando viabilidade de construções nessas áreas frágeis do litoral.

“Entendemos que a problemática é multissetorial, envolvendo outras secretarias como a de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), a de Infraestrutura (Seinfra), por meio da Superintendência de Saneamento; e de Saúde, (Semusa), via Vigilância Sanitária, que também estão trabalhando ativamente através fiscalizações, projetos de macrodrenagem e fomentando a discussão da revisão do Plano Diretor Municipal, por intermédio do Conselho da Cidade (Concidade).


20 anos de crescimento urbano e ambiental desordenado já compromete

Para o engenheiro Francisconi, o Imbituba sofreu um crescimento desordenado urbano e ambiental nos últimos 20 anos que gerou situações que comprometem a infraestrutura dos bairros e à qualidade de vida na saúde ambiental da população e dos turistas. Apaixonado por surfe, o morador de Vila Nova citou resultados deste descaso dos antigos gestores do município, nas últimas duas décadas e vê a solução no perfil da atual administração, liderada pelo prefeito Rosenvaldo Júnior (PT).

“Basta olharmos para o atual estado da Lagoa da Bomba, a destruição dos córregos dos bairros Vila Santo Antônio e Paes Leme, o esgoto pelas ruas da Sagrada Família, o aterramento da Lagoa dos Cágados, a poluição com coque e pó vermelho, o esgoto na praia do Porto, a movimentação de grande quantidade de caminhões nos bairro”, elenca.
Isso sem falar na implantação de soluções de esgotamento sanitário individuais de forma indiscriminada,. Quando comparado há 10 anos, houve aumento de pontos que fedem a esgoto. Com esse novo perfil de gestores, chegou a hora de revertermos este quadro”, crava Francisconi.


Orla é vítima da especulação imobiliária nas últimas décadas


Na orla marítima do bairro Vila Nova, destacam-se as drenagens que, em sua grande maioria, são lançadas em uma região de cota inferior em direção ao mar. Esta área de cota inferior, essencial ao bom funcionamento dos sistemas de drenagem são áreas alagadiças que estão sofrendo uma forte pressão pela especulação imobiliária, o que já ocasiona uma série de problemas no sistema de drenagem público.

“Passados oito anos da elaboração do Plano de Saneamento Básico Participativo de Imbituba, a situação ambiental da área está é de emergência. Praticamente, em todas as saídas do sistema de manejo de águas pluviais, estão sendo lançados esgotos. Nas áreas próximas a estes locais de saída de água e esgoto, estão acontecendo aterramentos vem ocasionando uma série de problemas nesta infraestrutura urbana”, opina.

“Alinhado a esses aspectos mencionados, temos ainda que a área em questão sofre forte influência da maré. Soma-se a isso a deposição inadequada de resíduos, a criação de animais de grande porte e especialmente o interesse imobiliário na área. A situação atual é gravíssima”, finaliza, alertando.


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