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ESPECIAL: Praia do Rosa volta a ser paraíso de bom turismo e qualidade de vida; confira ações do poder público que irão ordenar o balneário Geral

ESPECIAL: Praia do Rosa volta a ser paraíso de bom turismo e qualidade de vida; confira ações do poder público que irão ordenar o balneário

por Administrador 12-02-2021 há 2 mêses 3318

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Conhecida em todo o mundo não somente por suas fabulosas belezas naturais, mas também pelo seu turismo qualitativo que atrai jovens e famílias em busca de praias e lagoas limpas, esportes, boa gastronomia, bares com baladas e gente do bem, a Praia do Rosa, em Imbituba, vem sofrendo com um grande problema de ordem social.

É que nos últimos feriadões, o balneário do bairro Ibiraquera foi literalmente tomado por um público “diferente”, desrespeitoso, que toma ruas do pequeno vilarejo impedindo passagens, perturba o sossego alheio e inconsequente até mesmo ao combate à terrível pandemia do coronavírus. 

Porém, felizmente, segundo moradores e os tradicionais empreendedores do Rosa, desde o início do ano a praia, que é um dos destinos mais procurados do Brasil, voltou a ser o paraíso que a levou a esta condição turística e de qualidade de vida. Além disso, o Poder Público também resolveu, finalmente, encarar o problema de frente, com ações contundentes a curto e médio prazo para impedir o crescimento desordenado do local. 

E para relatar os problemas e trazer à luz e explicar as novas medidas, a reportagem do Portal AHora ouviu moradores e empresários da Praia do Rosa, além do prefeito Rosenvaldo Júnior, o comandante da Polícia Militar em Imbituba, tenente-coronel Luiz Carlos Cruz dos Santos e o delegado Juliano Baesso.

Entretanto, apesar da atual situação de paz, turismo qualitativo, boas expectativas para o futuro e da certeza de que os meses de março e abril também serão de tranquilidade e prosperidade, a proximidade do “Carnaval” e a expectativa de possíveis novas invasões de desordeiros ligam um sinal de alerta em todos que amam o local e dependem dele para o sustento.

 

Empresários e moradores relatam dias de caos nos últimos feriadões

De acordo com donos de pousadas e restaurantes, e com uma líder comunitária do Bairro Ibiraquera, os feriadões foram dias extremamente difíceis, com um público indesejado, mal educado e sem civilidade, que levou a baía que figura nas 10 mais belas do planeta a ser destaque negativo na imprensa nacional.

Grandes aglomerações sem uso de máscaras na praia, baladas e no centrinho impedindo as passagens de veículos e até de pessoas, intimidações a moradores e até mesmo às forças de segurança pública, e muita perturbação do sossego, geraram não somente um problema de saúde pública, mas que descaracterizou e denegriu o destino turístico, repelindo o bom frequentador do local, este, sim, responsável por aquecer a economia do Rosa e do município. 

No auge da pandemia, mesmo sendo proibido, jovens se aglomeraram sem máscaras na Praia do Rosa

“Era um público que veio fazer festa e beber pelas ruas impedindo o trânsito, logo na principal avenida. Com suas inúmeras caixas térmicas e de som, não deixavam que hóspedes e turistas circulassem com segurança, que chegassem aos restaurantes e dormissem sossegados nas pousadas. Pegou-nos de surpresa. Ficamos sem saber com lidar este público tão numeroso. Não temos estrutura para estes que querem ficar na rua, nem banheiros públicos e nem como recolher o volume de lixo deixado por eles”, afirma Rejane Rosa de Oliveira, proprietária da pousada Villa Gardena.

Já para Bernardo Ceccatto, proprietário do Goen Suhi, situado em um ponto crítico refém das aglomerações na rua, os principais problemas são o comprometimento das vias impossibilitando a passagem muitas vezes até mesmo a pé, o som perturbador das muitas caixinhas de som portáteis e o lixo deixado sem pudor pelo público dos feriadões.

“Falta de controle em todos os âmbitos. É preciso que se façam mais blitzes e fiscalizações constantes aos estabelecimentos”, receita Ceccato.

A empresária Luciana Toledo Ferreira, dona da pousada Areias do Rosa, também lamenta o comportamento do público dos últimos feriados, que para ela foi de total desrespeito às leis, ao local, ao meio ambiente, ao coletivo, à saúde e ao espaço do outro.

 

Falta de consciência, de estudos e leis e de fiscalização efetiva

Para ela, grande parte da culpa desta situação é do poder público e dos estabelecimentos irregulares e dos que não possuem regulamentos respeitosos ao bem estar coletivo, de visitantes e comunidade e à preservação do meio ambiente.

“Não tive problemas na minha pousada, pois transmito com clareza as regras do local e não toleramos desrespeito. Mas notamos pontuais desconfortos dos hóspedes no espaço público. Fizemos o que estava ao nosso alcance, denunciando os atos infracionais”, conta Luciana, que ainda atribuiu problemas ecológicos à falta de apoio do ICMBio à proteção do meio ambiente na Praia do Rosa, que integra uma Área de Preservação Ambiental (APA).

Luciana ainda atribui o descontrole social do Rosa à ausência de leis e ações forçando a regularização dos locais irregulares e que organizem o uso do espaço coletivo, além da falta de um estudo de capacidade do lugar, tanto de entrada de turistas, como de implementação de novas empresas; bem como do desprovimento de capacitação das empresas para que se profissionalizem e gerem mais renda, empregos e valorizem o turismo sustentável.

 

Líder comunitária: “Aqui tem regras a serem obedecidas e o povo acordou. Não aceitaremos mais certas práticas”

Liderança comunitária de Ibiraquera, Maria Aparecida Ferreira também exalta a união dos órgãos públicos para retomar a ordem. Ela ainda elencou outro problemas como carros, lixos e animais na praia trazidos pelo turismo predatório no bairro que também conta com as praias Barra de Ibiraquera e do Luz. Cidinha ainda é enfática ao mandar um recado direto aos que virão para o Carnaval e, principalmente, aos indesejados visitantes que promoviam o caos no Rosa.

“Quem vier às nossas praias, saiba que não vai poder se comportar sem educação e civilidade. Aqui tem regras a serem obedecidas e agora o povo acordou. Não vão mais serem aceitas certas práticas. Então, não venha com cooler e caixa de som para ruas e praias porque está proibido. Sua atitude de querer só baladas não é bem vista. Venha, mas traga sua boa educação, boa energia. Frequente bares, restaurantes que não promovam aglomerações. Temos baladas regularizadas. Se informe antes de ajudar a acontecer coisas erradas. Festas nas praias, à noite e de dia, com som alto, não pode”, enfatiza a líder comunitária.

 

Líder comunitária de Ibiraquera, Maria Aparecida Ferrera

Poder Público: união de órgãos, ações imediatas e intensificação de fiscalização no Carnaval

Contudo, através de união de esforços entre Prefeitura, polícias Militar e Civil, empresários e moradores, teve início uma grande operação para, a curto e médio prazo, mudar esta condição negativa. E as novas ações serão colocadas em teste neste período de Carnaval.

A curto prazo, a proibição de caixas de som portáteis e de caixas térmicas em vias públicas, as blitzes de lei seca da PM, a intensificação da fiscalização a estabelecimentos, o reforço de seguranças privados na organização do trânsito e de grades de proteção nas estradas, além do cancelamento de eventos públicos de Carnaval, feriados e pontos facultativos, tentarão  impedir as grandes aglomerações em vias e na praia e outros transtornos a moradores, empresários locais e hóspedes.

“Reunimo-nos com os comandos das polícias Civil, Militar e dos Bombeiros, e com o Secretário de Turismo Henrique Melo e decidimos não alterar os decretos vigentes, mas sim, reforçar fortemente a fiscalização. Vamos contratar seguranças privados para ajudarem a polícia porque a prefeitura tem licitação para isso, principalmente, para garantir o trânsito nas ruas, manter as estradas livres para o fluxo de veículos e pedestres. A ideia inclusive é usar grades de contenção para manter as pessoas nos passeios públicos”, adianta Rosenvaldo. 

Polícia Militar

Para o tenente-coronel Luís Carlos Cruz dos Santos, comandante da Guarnição Especial de Imbituba (Geib) da PM, o principal problema da Praia do Rosa é o excesso de visitantes. Cruz dos Santos também acredita que são necessárias medidas de curto, médio e longo prazo. Para o experiente policial, a reurbanização do bairro e disponibilização de um terreno para estacionamento que comporte o fluxo de visitantes, além da fiscalização de pousadas e casas de aluguel clandestinas, são medidas necessárias.

“Para este Carnaval a PM, que em 2020 registrou uma redução significativa dos índices de criminalidade no município em relação a 2019, novamente terá ações direcionadas à Praia do Rosa, visando garantir a segurança pública em conjunto com os Bombeiros Militar, Polícia Civil, Vigilância Sanitária, seguranças de empresas privadas e demais órgãos. Assim como em toda temporada, nestes dias de Carnaval o policiamento será intenso e serão realizadas diariamente barreiras da Lei Seca”, informa o Comandante da Geib.
 

Polícia Civil

Delegado titular da Comarca de Imbituba, Juliano Baesso lembra que a Polícia Civil vem promovendo a intensificação das fiscalizações ao funcionamento dos estabelecimentos que exigem alvará. Além disso, dentro das limitações de efetivo, auxilia os demais órgãos em fiscalizações a decretos municipais e estaduais relativos à prevenção da pandemia.

“A região da Praia do Rosa é a que mais nos causa preocupação em razão do grande número de turistas que se concentram nos feriados prolongados. Nossa participação também se dá na tramitação dos procedimentos judiciários, notadamente os das práticas de infrações penais de perturbação do sossego e de medidas sanitárias. Em relação ao carnaval, a Polícia Civil atuará principalmente na fiscalização dos estabelecimentos que exigem alvará, inclusive com verificação do cumprimento dos decretos de pandemia e, ainda, auxiliando os demais órgãos nas fiscalizações”, pontua Baesso.

 

Foto: Grupo Paraíso Gaia

Ações a médio e longo prazo

Já para médio prazo, a Prefeitura de Imbituba publicou no último dia 8 de fevereiro um decreto que suspende a emissão de novos alvarás de funcionamentos para pousadas, hotéis, bares, restaurantes e casas noturnas até os términos de um estudo de capacidade de carga apontando os limites de ocupação do balneário da revisão do Plano Diretor baseado na atual situação urbanística e demográfica do Rosa. O decreto só passa a vigorar 60 dias depois da publicação, para que haja tempo de regularização para os que estão trabalhando irregularmente.

De acordo com o Prefeito Rosenvaldo Júnior, o município já analisa orçamentos junto a universidades do Estado para a realização deste laudo técnico aprofundado sobre os limites da Praia do rosa. Para o gestor, o estudo irá, inclusive, ajudar a viabilizar a implementação da cobrança de uma Taxa de Proteção Ambiental (TPA) para preservar a baía e conter o crescimento desordenado.

“Onde cabe mais gente na Praia do Rosa: Quantas pousadas e restaurantes mais? Estamos próximos de um limite para a estrutura que temos e pelas características próprias do local, pela natureza, pela dificuldade de ampliação de vias. Temos que determinar um limite até onde podemos desenvolver e atividade turística naquele local. Por tudo isso, suspendemos novos alvarás na região do Rosa até que estes estudos estejam concluídos e que o novo plano diretor esteja pronto”, explica o Prefeito.

Para Rejane, o poder público tem grande responsabilidade nesta situação por permitir um crescimento desordenado. 

“Falta de fiscalização a empresas ilegais na praia, nos bares que estavam promovendo aglomeração dentro e fora dos estabelecimentos, e à permissão de inúmeras lojas de conveniência vendendo bebida alcoólica. Tudo isto atrai um público predador”, diagnostica.

 

Praia do Rosa em março e abril: Novamente, o paraíso, equilibrado!

No entanto, segundo a empresária Rejane Rosa de Oliveira, a união dos empresários, do poder público e das polícias Civil e Militar já está sendo fundamental e mudando a então triste realidade. Depois dos ocorridos nos feriadões, já há um trabalho conjunto e os resultados estão visíveis.

Para Rejane, o Rosa hoje está seguro, o passeio tranquilo pelo Centrinho esta garantido e os próximos meses no balneário imbitubense prometem muito calor, turismo com estrutura de muita qualidade e paz aos visitantes.

“Hoje as praias e ruas estão limpas e, devido a decretos municipais, o uso de caixas de som na praia e nas ruas estão proibidos. A tranquilidade voltou a reinar. Os moradores, bons turistas e a natureza agradecem e estamos de braços abertos para receber a todos, sempre, principalmente nestes meses de março e abril, com muito calor, tranquilidade e baladas conscientes ”, conclui Rejane.

Foto: Grupo Paraíso Gaia
“A praia continua com a mesma essência, charmosa e gostosa. A alta procura de todos por ela não é à toa. Então, venha, experimente e relaxe, principalmente nos dias quentes e tranquilos de março e abril”, convida Bernardo do Goen Sushi, empresário do ramo gastronômico.

Já Luciana reafirma que apesar dos acontecimentos divulgados nas mídias sociais e veículos de imprensa, eles foram a exceção, e não a regra do local. A empresária afirma que mesmo nestes períodos, tiveram hóspedes super satisfeitos com a experiência vivida na Praia do Rosa e reforça o convite para os próximos meses.

“Temos um conjunto de natureza exuberante e preservada, com empresas responsáveis e comunidade ativa, todos unidos pelo bem estar do morador e do turista. Procurem as empresas com o selo de Turismo Responsável, cadastradas no Cadastur. Com certeza, terão uma excelente passagem pelo nosso paraíso”, aconselha a empresária.

Foto: Grupo Paraíso Gaia
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