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Polícia Civil instaura inquérito  e investiga vizinha acusada de ofender empresária de Imbituba com injúria racial Geral

Polícia Civil instaura inquérito e investiga vizinha acusada de ofender empresária de Imbituba com injúria racial

por Administrador 20-10-2020 há 5 mêses 1871

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No último dia 27 (setembro), mais uma mulher negra foi vítima de injúria racial no Brasil, mais precisamente em Imbituba. No caso concreto, a vítima, que é empresária do ramo da estética, realizava a mudança de sua esmalteria e salão de beleza, em um prédio da Rua João de Carvalho, próximo à igreja católica, no chamado centrinho do Bairro Nova Brasília. A Polícia Civil instaurou inquérito e vem realizando os procedimentos investigativos contra a acusada. 

A Polícia Militar (PM) foi acionada pela vítima, Kellen Beatriz Antunes, por volta das 19h20, quando ela registrou um Boletim de Ocorrência (B.O.), com a investigada já tendo deixado o imóvel. No B.O., a empresária informou que após a vizinha do andar de cima de seu salão de beleza descer para discutir sobre o barulho da mudança, a mulher teria lhe chamado de “neguinha atrevida” e dito “só porque tem comerciozinho se acha alguma coisa. Neguinha petulante”.

Ainda na mesma noite, antes de ir à delegacia no dia posterior registrar o boletim de ocorrência contra a vizinha, a empresária publicou um vídeo em suas redes sociais relatando o caso. A publicação causou comoção e muita revolta em milhares de pessoas e segue viralizando, já tendo ultrapassado 18 mil visualizações.

A empresária é representada pelos advogados Pedro Monteiro, Guilherme Araújo e Rafael Roxo. Segundo os profissionais do escritório Araujo & Sandini Advogados Associados, as medidas judiciais cabíveis já foram providenciadas, bem como já foi instaurado Inquérito Policial em desfavor da investigada para que se apure o cometimento do crime de injúria racial.


Advogados Guilherme Araújo, Rafael Roxo e Pedro Monteiro 

Os advogados explicam que a injúria racial está prevista no artigo 140, parágrafo 3º, do Código Penal, que estabelece a pena de reclusão de um a três anos e multa, além da pena correspondente à violência, para quem cometê-la. Complementam que, de acordo com o dispositivo, injuriar seria ofender a dignidade ou o decoro utilizando elementos de raça, cor, etnia, religião, origem ou condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência.

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