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HERÓIS DA VIDA: No Dia Nacional do Bombeiro, conheça histórias marcantes do Sargento Pedro Damázio, da Soldado Karina e do Cabo Moa Soares Segurança

HERÓIS DA VIDA: No Dia Nacional do Bombeiro, conheça histórias marcantes do Sargento Pedro Damázio, da Soldado Karina e do Cabo Moa Soares

por Administrador 02-07-2020 há 1 mês 2216

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São muitos os cenários e contextos em que o bombeiro se tornou a única esperança. Situações nas quais recai não só sobre os ombros, mas sobre o corpo inteiro destes verdadeiros heróis a responsabilidade de salvar uma ou quantas vidas esse mesmo corpo possa suportar. Uma responsabilidade não imposta, mas puxada para si com a convicção de que o impossível não existe.

É assim que esses obstinados profissionais, espalhados por todo o Brasil, superam barreiras psicológicas, vestem suas roupas de proteção e correm para enfrentar o tempo, a distância e as mais diversas circunstâncias para salvar o tesouro mais precioso que o homem pode ter, a vida e o planeta habitado por ele.

Eles também ajudam a socorrer animais em perigo e auxiliar pessoas que enfrentam situações de grande stress, como tentativa de suicídio, afogamento, desaparecimentos e traumas provocados por acidentes.

No Dia Nacional do Bombeiro Militar, comemorado nesta quinta-feira, 2 de julho, o Portal AHora ouviu três destes heróis, da corporação de Imbituba, que contam um pouco de suas trajetórias, da sua missão, iniciada pelo encantamento da profissão e hoje muito mais que isso, se tornou uma missão prazerosa e gloriosa, apesar das dificuldades.

Sargento Damázio: o amor pela profissão, mesmo ocasionando atendimento à morte de dois sobrinhos

É o caso do 2º Sargento Pedro Carlos Soares Damázio, de 51 anos, 33 deles dedicado à Corporação. Pedrinho, como é conhecido, conta que a vontade de ser bombeiro vem do sonho de criança. “Assistia os filmes, carro do bombeiro correndo para incêndio e assim foi crescendo a vontade de ser bombeiro e quando me tornei adulto fui servir o exército em Florianópolis onde via  vindo aqueles carros passando, indo para ocorrência. Aí  não deu outra, entrei no corpo bombeiro em 1988”, lembra Damázio.

Criado no Bairro Vila Nova numa família de muitos irmãos, Pedrinho conta que os momentos marcantes de sua carreira são muitos. Profissional premiado até mesmo pela Assembleia Legislativa por ato de bravura ao salvar um caminhoneiro de um sequestro no túnel do Morro Agudo, o bombeiro lamenta que as ocorrências que mais o marcaram foram por motivos extremamente tristes, como a atender a acidentes que resultaram em morte de dois sobrinhos.

“Fiz cinco partos e ajudei a salvar muitas pessoas e animais na minha carreira, mas alguns acidentes me marcaram  bastante. Uns deles foram os dos meus dois sobrinhos, irmãos, em ocasiões distintas e que acabaram morrendo. Momentos tristes da minha carreira, muito tristes”, lamenta.


Apesar dos reveses, Pedrinho ama a profissão, a qual resume como algo divino e ressalta o lema do Bombeiro. 

“Não é uma profissão, é o chamado de Deus . Ser  bombeiro não é gostar, é doar-se para salvar as pessoas, é saber que você vai trabalhar mas não sabe se vai voltar para casa. Você nunca sabe o que tá te esperando no dia de serviço. São muitas coisas que acontecem. É viver para salvar outras pessoas, seus bens, animais. Só quem é bombeiro sabe o que é. Tem que amar o que faz e tem que amar o próximo porque na hora que tem um ser humano em perigo a gente não mede nem esforços para salvar essa pessoa ... Vidas alheias e riquezas a salvar, esse é o lema do bombeiro”, finaliza.

Missão que passou de pai para filha

Já para Karina Costa Silveira Klein, que espera sua segunda filha com o esposo Capitão PM Gílson Klein, ser bombeiro, além de ser um orgulho, motivo de muita gratidão, também está também no sangue. Filha do hoje colega de corporação, Sargento João Silveira, ela finalizou a faculdade, em 2012, e logo prestou o concurso para o Corpo de Bombeiros Militar, e passou, para alegria de todos da família.

“Não seria somente um concurso, estaria seguindo a profissão que já era muito amada por meu pai. Entrei no corpo de bombeiros e desde então já trabalhei em Joaçaba, Tubarão e atualmente em Imbituba. Vários foram os momentos marcantes na profissão. Cada ocorrência é única e temos que estar sempre atentos a todos os perigos. Algumas são mais simples, outras mais complexas. Já foram muitas ocorrências atendidas, mas, com certeza o que mais fica marcado é saber que de alguma forma estamos contribuindo para o bem das pessoas”, revela a bombeiro, que atualmente trabalho no setor administrativo.

Atuando na área de Segurança Contra Incêndio, a Militar não segura a alegria ao afirmar que consegue, de alguma maneira, dirimente, amenizar ou até evitar alguns acidentes. “Sempre gostei muito de ir até o Corpo de Bombeiros ver onde meu pai trabalhava, os equipamentos, o caminhão, a ambulância, e ficava muito orgulhosa de saber que ele trabalhava ali. O medo até pode surgir, porém ao avaliar os riscos e tomar os devidos cuidados e adotar as medidas de segurança, conseguimos vencer essas barreiras”, explica Karina. 


“Enfim, nesse dia tão especial para os integrantes da Corporação, desejo que possamos cada vez mais nos aperfeiçoar em levar o melhor para a população. Sinto muito orgulho e gratidão por fazer parte dessa corporação”, ressalta.


A persistência de Moa Soares e as bênçãos da profissão

Um dos casos mais emblemáticos de amor à profissão de Bombeiros, encontramos no Cabo Rodrigo Soares  dos Santos. Moa Soares, como é conhecido pelos amigos, familiares e no mundo do surfe, foi um verdadeiro exemplo de resiliência para conseguir realizar o sonho de de ser Bombeiro.

"Quem que não admira essa profissão. Eu, desde criança admirava muito e por praticar esporte  aquático (surfe) tinha uma admiração maior. Um amigo, que também era surfista, Thiago Bruno, entrou para os bombeiros e fui algumas vezes lá no Centro de Ensino e falei: “cara, é isso que eu quero, muito também pela qualidade de vida, estabilidade financeira, junto ao amor à profissão. E para entrar tive de fazer quatro vezes o concurso, passando em todos no teórico e tendo problemas na hora dos físicos”, conta Moa.

Segundo o bombeiro-atleta, que também cultiva uma imensa fé em Deus da forma como as coisas aconteceram, ”foi coisa dEle”. 

“No primeiro ano, em 2009, tinham 25 vagas e passei no teste teórico, mas nos físicos já estava com uma lesão no ombro. E durante um exercício, ele saiu do lugar e fui eliminado. Fiquei muito triste. Depois, fiz a cirurgia e realizei novamente no ano seguinte e passei na prova. Na semana da física me acidentei  e tomei nove pontos no pé.  Aí fiz o terceiro concurso. Nisso, minha família já  sugeria pra eu não tentar com medo e pena de eu me frutrar novamente. Mas pensei: eu não vou desistir.  Fiz novamente o concurso e passei, só que porém não fui bem classificado na prova teórica e passei em todas nas físicas, mas não entrei porque Dde 130 vagas eu fiquei em 133º", recorda.7

Quando Moa já pensava em desistir  por estar expirando a idade e só ter mais um ano para fazer o concurso, ele bravamente encarou o desafio, e não se arrependeu, proporcionando inclusive o momento mais marcante de sua carreira. 

“No quarto ano passei com ajuda do professor de Português Mazinho para aprender fazer redação e fiz todos os exercícios sem problemas. agora essa vaga é minha. Foram quatro tentativas bem doloridas, nas quais fiquei muito triste, chorei bastante. Mas nada é por acaso”, afirma, se preparando para contar a razão deste caso do acaso.
“Quando eu me formei, trabalhei um ano fora aí voltei para região aqui para Orleans onde atendi uma ocorrência de tentativa de suicídio. O cara era soropositivo, estava com facão e os pulsos cortados. Eu e meu colega, Neil, nos jogamos em cima da vítima e salvamos sua vida. Enfim. Isso é uma ocorrência fora do nosso dia a dia, a gente não é preparado. Resultado: fui promovido  de Soldado de segunda classe para Cabo, com um ganho de oito anos na carreira. Deus faz as coisas na hora certa. Muitos acharam que eu ia desistir, e persisti, entrei e fui abençoado com essa promoção por ato de bravura. E isso me deu chance de chegar a Imbituba. Hoje, eu sou cabo com apenas sete anos de formado”, finaliza Soares.
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