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17ºC - Na coluna Selfie, nutricionista Cristini Fernandes ensina a virar o frio ao seu favor! Artigos

17ºC - Na coluna Selfie, nutricionista Cristini Fernandes ensina a virar o frio ao seu favor!

# por Cristini Fernandes 28-06-2020 há 2 semanas 367

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17ºC - Vire o frio ao seu favor!

Se você acha que emagrece no verão... errou! No verão você perde líquido por conta do suor, devido ao calor!

O tecido adiposo (TA), comumente chamado de "gordura", é um tipo de tecido frouxo composto de células cheias de lipídios/gordura (adipócitos), rodeados por uma matriz de fibras de colágeno, vasos sanguíneos, fibroblastos (que fabricam as fibras) e células de defesa do corpo.

Um aumento na massa do tecido adiposo pode surgir aumentando o tamanho da célula (hipertrofia), e o número de células (hiperplasia ou adipogênese) ou ambos.

Ele é o principal reservatório energético do organismo. As células de gordura, são chamadas de adipócitos, e são as únicas especializadas em reservar gordura.

Existem dois tipos de gordura que são classificados em função da estrutura de suas células, localização, coloração, vascularização e funções: tecido adiposo marrom (TAM) e tecido adiposo branco (TAB).

O TAB tem distribuição generalizada pelo organismo, atua como protetor contrachoques mecânicos, envolvendo tecidos e órgãos sem comprometer sua integridade funcional. É excelente isolante térmico e, finalmente, é o maior reservatório energético do organismo, tendo capacidade de armazenar 200.0000 a 300.0000 kCal em indivíduos adultos não obesos. Pode ser classificado como subcutâneo (a borda do catupiry), ou como visceral (como por ex do fígado).

O tecido adiposo marrom (TAM), por outro lado é especializado na produção de calor (termogênese) e, portanto, participa ativamente na regulação da temperatura corporal. Ao contrário do tecido adiposo branco, o tecido adiposo marrom é especialmente abundante em recém-nascidos, mas tende a diminuir à medida que os seres humanos envelhecem. Ele possui mais componentes (mitocôndrias – a Celesc da célula aqui em SC), que utilizam a gordura para produzir mais energia.

Uma das formas de ativar esse TAM é no inverno a uma temperatura de 17º C, onde o corpo para alcançar a temperatura ideal, consome mais energia. Então vamos virar o inverno ao nosso favor, e aliar a algumas estratégias nutricionais para “beigificar essas células de gordura brancas”, e ter aquela silhueta para o verão. 


Alimentos termogênicos

Quando o alimento é ingerido, os músculos do trato gastrointestinal aceleram a contração, os sucos digestivos são produzidos e secretados, e os nutrientes requerem energia para serem absorvidos. Nesse processo, chamado "termogênese", o organismo consome energia e produz calor.

Os alimentos termogênicos consomem, relativamente, mais energia do que outros para serem digeridos. Quando tais alimentos entram no corpo, eles usam as reservas de energia - também conhecidas como glicogênio (estoque de glicose) e gordura - para serem digeridos.

O uso dessas reservas de energia ajuda o corpo a “queimar” calorias junto com a atividade física. Os alimentos termogênicos são, dessa forma, aliados na perda de peso, sem a necessidade de privação alimentar. No entanto, a eficácia depende de que tipo de comida e quanto a pessoa ingere.

Dentro os alimentos termogêncos temos as sopas, pimentas, cafés, chás (verde e de moringa), canela, gengibre,  aveias, quinoa, óleo de coco, e as proteínas em si. Cada grama de proteína, temos 4 calorias, e só para ser digerido, consumimos 1, onde as proteínas podem ser consideradas como um alimento termogênico.

Mesmo com tudo isso, cabe a nós lembrarmos que ainda o déficit calórico (ingerir menos do que se gasta), é o principal aliado na perca de peso, porém outras estratégias que auxiliem nesse processo, são bem vindas!


Selfie

Sou joinvilense, porém imbitubense de coração, nutricionista, pós graduanda em nutrição esportiva funcional, proprietária de uma franquia de saúde e beleza (trabalho multidisciplinar médico, biomédico, fisioterapeuta e nutricionista) em Joinville. 

Sou nutricionista clínica, idealizadora do programa Selfie (emagrecimento mente e corpo), responsável técnica por uma cozinha industrial, alimentação transportada para as empresas da indústria em Joinville, administradora de empresas com habilitação em comércio exterior e MBA em gestão financeira. Estudar é meu hobbie e meu sobrenome. E de que adianta conhecimento, se não for para servir a nossa sociedade?

  O objetivo de nossa coluna, Selfie, é levar a você informações sobre saúde e beleza, voltadas ao leitor e que ele possa se identificar, se expressar e usar a informação ao seu favor. Como uma forma de se auto reconhecer com a informação prestada, e quebrar crenças, tabus e aproveitar o máximo desse conhecimento a seu favor. Selfie é o reflexo da mais bela imagem de saúde e beleza que você pode ter: a sua mesma.

Em inglês, o significado da palavra selfie é considerado um neologismo, ou seja, uma expressão cuja atribuição é considerada nova. Ela se relaciona com tudo que é feito pela própria pessoa, como por exemplo: selfie-service. Ou seja, sirva-se você mesmo.

Já a Selfie, na fotografia, é o self-portrait, mas foi habitualmente reduzida para simplesmente selfie.

            O peso dessa palavra é tão grande que os editores do Oxford Dictionary, um dos maiores expoentes da língua inglesa, a elegeram como a palavra do ano em 2013. A publicação britânica fez atribuição ao seu significado da seguinte maneira: “a photograph that one has taken of oneself, typically one taken with a smartphone or webcam and uploaded to a social media website, showing your moment (fotografia que a pessoa tira de si mesma, geralmente com um smartphone ou webcam e é carregada em um site de mídia social, mostrando seu momento) ”.


Referências do texto de hoje

AHIMA, Rexford S.; FLIER, Jeffery S. Adipose tissue as an endocrine organ. Trends in Endocrinology & Metabolism, v. 11, n. 8, p. 327-332, 2000.

BERG, J. M.; STRYER, L.; TYMOCZKO, J. L. Bioquímica. 7 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.
 

CANNON Barbara; NEDEFAARD, Jam. Brown adipose tissue: function and physiological significance. Physiological Society. v. 84; p. 277- 359, 2004

FONSEECA-ALANIZ, M.H.; et al. O Tecido Adiposo Como Centro Regulador do Metabolismo. Arquivo Brasileiro de Endocrinologia e Metabolismo. v. 50, n. 2, p. 266-229, 2006

SCHNEIDER, Kevin, et al. "Increased Energy Expenditure, Ucp1 Expression, and Resistance to Diet-induced Obesity in Mice Lacking Nuclear Factor-Erythroid-2-related Transcription Factor-2 (Nrf2)." Journal of BiologicalChemistry 291.14 (2016): 7754-7766.

SPALDING, K. L., et al. Dynamics of fat cell turnover in humans. Nature. v. 453, p. 783-787, 2008.

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