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Rosenvaldo fala sobre saída de Zaga: “Não administramos a duas mãos, quatro, mas para a população” Política

Rosenvaldo fala sobre saída de Zaga: “Não administramos a duas mãos, quatro, mas para a população”

por Redação 04-09-2017 há 7 mêses 1575

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O prefeito de Imbituba, Rosenvaldo da Silva Júnior (PT), concedeu entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira (04), com a missão de avaliar o que poderia ser considerada a primeira crise institucional de seu governo, após o vice-prefeito peemedebista, Luiz Gonzaga de Carvalho, o Zaga da Inkor (PMDB), anunciar seu rompimento político com a Administração Municipal, a “saída” do empresário da equipe de governo.

A entrevista coletiva contou com a presença maciça de toda a equipe de governo e com os vereadores da base aliada, inclusive os do PMDB, mesmo partido do vice-prefeito. Rosenvaldo Júnior foi discreto ao responder perguntas sobre o afastamento voluntário do seu companheiro de coligação e a situação de membros do governo indicados pelo peemedebista, mas refutou a afirmação de que Zaga não tinha espaço no governo.

“Sempre estivemos abertos ao diálogo e vamos continuar. Acreditamos que o vice-prefeito tem funções importantes e achamos curioso o fato de que ele coloca que não tem espaço na administração, mas se afasta de suas funções na administração”, argumenta.

Na sexta-feira (1º), Zaga da Inkor procurou emissoras de rádio para comunicar a decisão do afastamento de suas funções administrativas "por não estar sendo ouvido”,  que "desembarca deste governo", mas deixando claro que não renunciaria ao cargo de vice, assumindo a prefeitura, por exemplo, caso o prefeito eleito Rosenvaldo saia em viagem.

“A coligação entre PT e PMDB foi construída em cima de uma proposta de administração a quatro mãos, mas não é isso que vem ocorrendo. Eu faço a função que me foi designada, buscando recursos para a cidade, mas, na hora de decidir o que será feito com esses recursos, minha opinião não é ouvida”, afirmou o vice-prefeito. 

A QUATRO MÃOS

Uma das razões elencadas pelo vice-prefeito para deixar suas funções na administração diz respeito ao fato de que, em campanha, a coligação majoritária PT/PMDB governaria a quatro mãos e que isso nunca aconteceu.

Rosenvaldo foi enfático dizendo que as funções do vice-prefeito e sua atuação na administração tinha a importância necessária e contava e muito com seu apoio, como o de todo o secretariado, para governar por todo cidadão imbitubense.

“Zaga já foi secretário de uma pasta importante no governo (Secretaria de Desenvolvimento Econômico) e saiu por não se sentir confortável, estava na função de coordenador de projetos e tinha como atribuição além da elaboração de projetos, o de captar recursos e fiscalizar a sua execução, além disso ele participava de Conselhos Municipais e coordenava o Programa Pró-Esporte. Não sei realmente qual o seu descontentamento”, responde o Prefeito.


OITO MESES DE GOVERNO, OBAS NO CAIC, TERMINAL, ACESSO NORTE  E TROCA DE PEÇAS NO DEPARTAMENTO DE TRÂNSITO

Na semana passada, em uma reunião com o secretariado, Rosenvaldo avaliou os primeiros meses de governo, tratando de assuntos como a reforma do CAIC, a conclusão das obras da Creche Municipal, a reforma do Terminal Urbano de Passageiros, em fase de finalização, e o término da pavimentação do Acesso Norte.

“Estamos trabalhando sobretudo dentro da legalidade, do que é permitido que seja feito e de forma a aplicar da maneira mais efetiva possível os recursos que dispomos; nem sempre conseguimos resolver os entraves com a rapidez, com a urgência que a população necessita, mas estamos empenhados para resolvermos tudo, o mais brevemente possível”, promete o administrador. 

Sobre o Acesso Norte, Rosenvaldo declarou que a obra está sendo mantida com recursos da SCPar, administradora do Porto que já repassou os valores devidos à empresa executora, Setep, o Governo do Estado e a Prefeitura e o que parou a obra foi exatamente o atraso dos repasses do Governo do Estado, que está se empenhando em quitar a dívida. A Setep foi taxativa que só retorna aos trabalhos quando os aproximadamente R$ 2 milhões devidos forem pagos.


DEMISSÃO E NOMEAÇÃO DE DIRETOR DE TRÂNSITO

Aliás, o início dos desentendimentos entre o prefeito e o vice, possivelmente tenha origem na condução dos trabalhos de algumas obras, como a reforma completa do Terminal Urbano e questões envolvendo o Departamento de Trânsito e o ex-diretor do órgão, Vanderlei Assis do Vale, que acabou exonerado na última semana.

Sobre as razões da insatisfação do vice-prefeito com Assis, Rosenvaldo preferiu não comentar, apenas adiantou que está sendo viabilizada a nomeação do Bombeiro Militar aposentado, Antônio Roz, conhecido como Sargento Roz, para assumir o Departamento Municipal de Trânsito.


QUEM EXERCERÁ AS FUNÇÕES DE ZAGA 

Com relação às funções exercidas por Zaga da Inkor, Rosenvaldo disse que serão ocupadas não só pelo próprio secretariado, mas também contando com o apoio da base aliada na Câmara de Vereadores, em composição com os vereadores Renato Ladiada (Presidente da Casa) e Robertinho, que são do partido do Governador, como dos demais edis que apoiam a administração, sobretudo, com relação à captação de recursos do Governo Federal e Estadual, por intermédio dos deputados catarinenses em Santa Catarina e em Brasília.

Finalizando, Rosenvaldo Júnior lamentou o afastamento do vice-prefeito, destacando que o vice-prefeito Zaga só sai do cargo por iniciativa própria e continuará recebendo seus vencimentos, pois são garantidos por lei.


DIFERENÇAS ENTRE ADMINISTRAÇÃO E PÚBLICA E PRIVADA

“A função do vice é assumir interinamente a prefeitura quando o prefeito está ausente; sua participação no Governo se deu pela capacidade e experiência dele como político e como empresário. Contudo sobre a sua vontade de não fazer mais parte da nossa equipe, é uma decisão particular e que nos cabe apenas aceitar”, lamenta, lembrando ainda das diferenças entre a administração pública e a privada, uma mais morosa e que requer mais cuidados e a última mais ágil, sem tantos entraves burocráticos.

O único momento que o prefeito Rosenvaldo mostrou-se ainda que minimamente incomodado foi quando um radialista comentou que o vice-prefeito tinha declarado que a prefeitura era uma orquestra sem maestro. Sobre isso, Rosenvaldo sorriu e disparou:

“Temos maestro sim, e como todo bom maestro tenho bom ouvido, para saber ouvir a população e orientar os secretários da forma como nos propomos. Com seriedade, responsabilidade e ética”. 

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