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Sexualidade: Aluno enfrenta bullying e resistência por usar roupas femininas em escola de Imaruí Educação

Sexualidade: Aluno enfrenta bullying e resistência por usar roupas femininas em escola de Imaruí

por Redação 30-08-2017 há 7 mêses 4417

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Um aluno da Escola Prefeito Pedro Bittencourt, Marcelo Nunes de Freitas Júnior, de 18 anos, após assumir sua orientação sexual, decidiu só usar roupas femininas, adotando o nome de Luana.

Como se não bastasse um suposto bullying enfrentado pela jovem, sua mãe, Dayse de Oliveira Berto Justino, disse que o filho, a partir da sua decisão, passou a enfrentar problemas com a direção da escola.

Dayse afirma que no domingo, aproveitando um evento escolar, foi até a escola buscar o boletim de Luana. A mãe relata que o diretor, Célio Bittencourt de Oliveira, aproveitou a oportunidade e disse que Marcelo teria que frequentar as aulas com “roupas mais decentes e se possível, usando sutiã”, sob pena do aluno se impedido de frequentar a escola.

 “O diretor disse que meu filho só poderia entrar na escola com uniforme. Respondi que uniforme não é lei e que a maioria das pessoas nem usa mais”, relata a mãe. Dayse conta que em outra ocasião, ocorrida meses atrás, Luana chegou chorando em casa porque apenas poderia participar da formatura com traje masculino. Houve também um dia em que ele teve de retornar para casa e vestir o uniforme.

Luana está no terceiro ano do Ensino Médio, no período noturno.

A mãe diz que já apresentou uma denúncia na ouvidoria da Gerência de Educação (Gered) da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Laguna e irá registrar Boletim de Ocorrência na Polícia Civil por homofobia.

“Ele não tem que mudar seu jeito por causa de ninguém”, defende a mãe de Marcelo.

O gerente de Educação, Mario Martins Alano, diz que geralmente as escolas não cobram o uso de uniforme para o período noturno, adotando outra forma de identificação. Afirma que a exigência precisa constar no Plano Político Pedagógico da Escola, após acordo entre os alunos, Associação de Pais e Professores (APP) e Conselho Deliberativo.

O diretor da Escola disse que a instituição trabalha as questões de gênero em sua proposta pedagógica, mas se negou a dar entrevista por telefone.

Fonte: Notisul


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