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Ambientalistas promovem caminhada e abraço simbólico nos Areais da Ribanceira após queimada que consumiu uma área 16 hectares em Imbituba Meio Ambiente

Ambientalistas promovem caminhada e abraço simbólico nos Areais da Ribanceira após queimada que consumiu uma área 16 hectares em Imbituba

por Redação 10-09-2019 há 1 semana 449

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Ambientalistas e representantes de órgãos ambientais de Imbituba estiveram reunidos no neste domingo, dia 8, junto à comunidade dos Areais da Ribanceira, em Imbituba.


Cerca de 40 pessoas entre moradores e representantes de organizações, entidades, Poder Público, Corpo de Bombeiros Militar e da Defesa Civil Municipal reuniram-se na Acordi - Associação Comunitária Rural de Imbituba, durante a manhã e o assunto do encontro foi o incêndio que consumiu aproximadamente 16 hectares de uma Área de Preservação Ambiental  nos Areais da Ribanceira, na última quarta-feira, dia 4.

Dados da reportagem publicada pela Prefeitura de Imbituba, no dia seguinte à tragédia ecológica, revelam que este foi o segundo incêndio de grandes proporções em menos de dois anos naquela área.

Segundo levantamento, este último atingiu duas áreas distintas; uma com aproximadamente 13 hectares e outra com 3,16 hectares que resultaram na queima da flora e de dezenas de butiazais, afetando também a fauna nativa e todo o seu ecossistema.


O encontro, iniciado com uma roda de conversa, aconteceu no Barracão da Acordi e durou mais de uma hora e trinta minutos. De forma propositiva, os participantes avaliaram as metas definidas em 2017, os resultados até então alcançados e elencaram prioridades para dar continuidade às tratativas do Movimento.

Após a reunião, os participantes entraram silenciosamente nos caminhos tradicionais dos Areais da Ribanceira. Ao longo do percurso, destacou um dos ambientalistas, “a paisagem mudou de tom e cheiro, mas, lentamente o ritmo da vida já é de reconstituição”.

Abraço ao Areial da Ribanceira em 2017


De mãos dadas, ao som dos pássaros e conduzidos pelo Coletivo TaiáTerra de Condução Ambiental Local, os defensores da flora e fauna de Imbituba procederam ao abraço simbólico na área devastada que contou também com os coletivos da Acordi e com a participação do secretário de Desenvolvimento Sustentável, Agrícola e da Pesca da Prefeitura de Imbituba, Evaldo Espezim.


Ao final do abraço, simbolicamente crianças plantaram uma muda do butia catarinensis no local. No retorno, representando a resistência e o respeito à terra, representantes da Acordi plantaram junto ao marco da Associação uma muda recuperada do incêndio ocorrido em 2017 pelo técnico agrícola, Olivar Francisco Filho.


Foram apresentadas no encontro propostas de prevenção, melhorias, educação e sensibilização ambiental e principalmente o compromisso de buscar alternativas para que ainda em 2019 o Movimento esteja preparado para combater as possíveis queimadas.

Entre as proposições deliberadas no encontro, que serão encaminhadas ainda neste mês de setembro estão a elaboração e divulgação de um documento do Movimento SOS Butia catarinensis, que externe os resultados da Caminhada e Abraço aos Areais da Ribanceira;

a elaboração e protocolização de uma carta ao governador do Estado, Carlos Moisés da Silva, informando sobre a existência do “Movimento SOS Butia catarinensis”, que é contra as queimadas e em favor do butiá, esclarecendo os fatos ocorridos e solicitando equipamentos adequados ao Corpo de Bombeiros Militar de Imbituba para que o mesmo tenha infraestrutura para atender com eficiência e eficácia as ocorrências demandadas na cidade de Imbituba.

Os ambientalistas pedem ainda que seja permitida uma facilitação na comunicação entre a Defesa Civil Municipal e a Defesa Civil Estadual de modo a agilizar recursos para folders de conscientização e abafadores para a futura brigada. Faz parte também das deliberações a elaboração e protocolização de uma carta ao prefeito Rosenvaldo Júnior esclarecendo a intenção e solicitando a compra de equipamentos necessários para a realização de um curso para brigada comunitária voluntária na cidade, em até 60 dias. Confira abaixo as demais reivindicações elencadas pelos coletivos que participaram da manifestação:  

- Propor à Prefeitura de Imbituba o mapeamento de empresas e instituições que possuem brigada para estabelecer parceria na contenção de incêndios florestais;

- Solicitar à Prefeitura de Imbituba que solicite as organizações competentes investigação as constantes queimadas ocorridas em Imbituba;

- Elaborar e protocolar uma carta ao Corpo de Bombeiros Militar de Imbituba esclarecendo os fatos e solicitando a criação de um curso para brigada comunitária voluntária na Cidade, com início em 2019, para que os imbitubenses tenham efetivamente condições de colaborar na contenção das queimadas;

- Listar e encaminhar ao Corpo de Bombeiros Militar de Imbituba a relação dos cidadãos que participaram do Curso de Incêndios Florestais, realizados nos dias 16 e 17 de setembro de 2019, no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro para que posteriormente possam auxiliar o Corpo de Bombeiros no treinamento com a comunidade interessada;

- Verificar com o ICMBio APA da Baleia Franca planejamento sobre a questão dos incêndios na APA;

- Buscar recursos junto a Prefeitura de Imbituba, Governo de Santa Catarina, Assembleia Legislativa do Estado, Câmara Municipal, IBAMA e ICMBio APA da Baleia Franca para aquisição de equipamentos de combate ao incêndio que possam estar disponíveis juntos aos brigadistas voluntários capacitados pelo Corpo de Bombeiros Militar de Imbituba;

- Solicitar à Prefeitura de Imbituba a instalação de placas educativas, em todas as praias da cidade, orientando à comunidade e aos turistas sobre o Butia catarinensis e seu ecossistema, reforçando a existência dos butiazais e sua importância;

- Solicitar à Prefeitura de Imbituba a criação da Guarda Municipal de Combate a Incêndio Florestal;

- Solicitar à Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esporte da Prefeitura de Imbituba e à 19º Gerência Regional de Educação do Estado de Santa Catarina a parceria para sensibilizar e conscientizar crianças, jovens e adultos da importância da preservação dos butiazais e de seu ecossistema, alertando para a contenção das queimadas;

- Buscar recursos para desenvolver e publicar uma cartilha que sensibilize e conscientize crianças, jovens e adultos da importância da preservação dos butiazais e de seu ecossistema, alertando para a contenção das queimadas;

- Criar um grupo de voluntários para desenvolver as atividades educativas;

- Promover ações educativas de prevenção junto às escolas, comunidades e associações;

- Criar um grupo de trabalho para desenvolver atividade de análise das regiões de butiazeiros e análise de documentações para possíveis trabalhos a serem realizados;

- Solicitar ao COMDEMA informações sobre o andamento do Grupo de Trabalho criado para tratar das questões dos butiazais;

- Articular com o COMDEMA e SEMA até novembro de 2019 a apresentação ao Movimento do Projeto de Lei, que dispõe sobre o Butia catarinensis;

- Solicitar ao COMDEMA participação de representante do Movimento SOS Butia catarinensis no Grupo de Trabalho criado para tratar das questões dos butiazais;

- Solicitar ao COMDEMA participação de representante do “Movimento SOS Butia catarinensis” no Grupo de Trabalho que será criado para o Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica;

- Colaborar com a SEMA na identificação de áreas na cidade que possuem Butiazais, mapeando o que é possível transpor e o que não pode ser alterado em virtude do ecossistema;

- Buscar, reunir mapear e divulgar estudos que meçam e precisem as espécies nativas em risco de extinção e em extinção no território; estudos das áreas que sofrem constantes queimas, para embasamento técnico e científico de melhor controle sobre a verificação da influência do fogo na dinâmica natural da vegetação nativa nos campos arenosos;

- Trabalhar com entidades e órgãos afins a elaboração de um Programa de Prevenção e Controle de Incêndios Florestais. Documento que visa estabelecer metas, cronograma e orientações para o combate à incêndios nas áreas de Mata Atlântica e Restinga existentes no município de Imbituba e região;

- Solicitar à Prefeitura de Imbituba que haja alguma fiscalização nas criações e pastagens de gado em áreas de preservação, pois os mesmos prejudicam a vegetação nativa drasticamente.

Integram o Movimento SOS Butia catarinensis a Associação Comunitária Rural de Imbituba (ACORDI), BUTIÁ catarinensis, Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Secretaria Municipal de Desenvolvimento Sustentável, Agrícola e da Pesca, Diretoria de Cultura Cultura Imbituba (Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esporte) da Prefeitura de Imbituba, TaiáTerra Condução Ambiental Local, Fortaleza Slow Food do Butiá do Litoral Catarinense, Projeto Caminhos do Butia catarinensis - IFSC Câmpus Garopaba, Ingaia Ecoturismo, Lagunambiental, Rota dos Butiazais - Red Palmar, Ecosurf, Associação de Surf de Imbituba - ASI, Trilha Ecoturismo, COMAI - Conselho Municipal das Associações de Imbituba e CMPC - Conselho Municipal de Política Cultural de Imbituba, Ao Sul Natural Turismo, Rota da Baleia Franca, EcoImb - Portal de Informações Ecológicas de Imbituba, Associação de Condutores Ambientais, de Aventura e Guias de Turismo de Garopaba e Imbituba/SC (Aconguia), AMVE - Associação de Moradores da Vila Esperança, souIM - Economia Criativa, Mercadim rede de criativos, Fórum da Agenda 21 Local da Lagoa de Ibiraquera, CCI - Conselho Comunitário de Ibiraquera e ASPECI - Associação dos Pescadores da Comunidade de Ibiraquera.

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