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Feminicídio em Imaruí: Segurança

Feminicídio em Imaruí: "Me deu uma loucura, peguei uma garrucha na casa do meu filho e atirei”, disse o marido, acusado de matar a esposa

por Redação 21-08-2019 há 1 mês 3623

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A Polícia Civil prendeu no último dia 15, um homem de 56 anos acusado de matar a própria esposa com um tiro de garrucha.

O casal era morador da localidade de Nazaré, área rural do município de Imaruí.

O acusado foi preso preventivamente pelo crime, mas em depoimento já assumiu a autoria do feminicídio que aconteceu em 23 de junho deste ano.

Z.C. disse aos policiais que cometeu o crime em um momento de loucura e de que havia buscado a arma, uma garrucha calibre 22, na casa do filho, voltado para a casa e atirado contra a mulher.

Joana Eufrásio Consoni deu entrada no Hospital Nossa Senhora da Conceição, de Tubarão, no dia 23 de junho, após ser encaminhada ao Hospital como vítima de um acidente, vindo a falecer.

Dois dias depois, no dia 25, houve o registro pela Polícia Militar do óbito decorrente de ferimento por arma de fogo, após comunicação do próprio hospital. Com isso a equipe de investigação da Delegacia de Polícia de Imaruí deu início às investigações, a fim de esclarecer as circunstâncias do fato, ainda tratado como acidental.

No decorrer dos trabalhos, o Laudo Cadavérico (Necropsia) apontou que a vítima havia sido atingida por um único disparo de arma de fogo, não sendo possível precisar o calibre, pelo fato do projétil ter se esfacelado.

Em outro exame pericial, desta vez no local do crime foi constatada a presença de marcas de sangue em vários cômodos da casa e grande quantidade na pia do banheiro. A Polícia descartou as hipóteses de suicídio e roubo, sendo que o companheiro da vítima, Z.C., de 56 anos, passou a ser o principal suspeito do feminicídio.

Desde o início das investigações Z.C. afirmava não possuir, tampouco, saber manusear armas de fogo. No entanto, durante as investigações, a Polícia Civil obteve elementos de provas de que Z.C. tinha conhecimento no uso de armas de fogo e era praticante de caça, possuindo inclusive munições em sua residência.

Diante dos elementos colhidos ZC confessou ser o autor do homicídio contra sua companheira Joana.

Em seu interrogatório Z.C. relatou que "me deu uma loucura, peguei uma garrucha calibre 22 na casa de meu filho que estava viajando e atirei".

A delegada responsável pelo inquérito policial, Patrícia Fronza Vieira, solicitou ao Judiciário a decretação da prisão do acusado que deve responder por homicídio qualificado por feminicídio.

O filho do acusado, que colaborou com as investigações, responderá pelo crime de Posse Irregular de Arma de Fogo de uso permitido, por não ter o registro da arma que vitimou a mãe. 

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