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Em Imbituba, pesquisadores registram pela primeira vez interação entre orcas, que percorreram várias praias do município, e baleias-franca Meio Ambiente

Em Imbituba, pesquisadores registram pela primeira vez interação entre orcas, que percorreram várias praias do município, e baleias-franca

por Administrador 13-08-2019 há 4 dias 2475

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Pesquisadores do Instituto Australis registraram, pela primeira vez, uma interação entre orcas e baleias-franca. O caso aconteceu em Imbituba. Segundo o instituto, o registro desta segunda-feira (12) também é o primeiro de orcas dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia-Franca.

"Inicialmente, encontramos um grupo formado por quatro indivíduos na praia da Ribanceira, em Imbituba. Neste momento, também estavam na enseada três grupos de mãe e filhote de baleias-franca. As orcas se deslocaram sentido Sul e foram registrados pelos pesquisadores também na Praia D'Água, Praia da Vila e Praia de Itapirubá Norte. Foi possível registrar uma forte interação entre um par de mãe e filhote de baleias-franca com orcas", destacou o instituto.

As orcas - chamadas comumente de baleias, mas são da família dos golfinhos - recebem o título de baleias assassinas justamente por serem predadoras de outras espécies de baleias, incluindo a baleia-franca. 

"No entanto, a interação observada entre os animais nesta segunda-feira não apresentou nenhum comportamento de predação. Orcas apresentam ecótipos diferentes, ou seja, há populações com diferenças que proporcionam melhor adaptação aos diferentes habitats onde a espécie é encontrada, e estes diferentes ecótipos têm hábitos alimentares distintos", ressaltou o instituto.

Acredita-se que os indivíduos que apareceram na APA da Baleia Franca sejam orcas do ecótipo que se alimenta de peixes, e não de outros mamíferos marinhos. Segundo Eduardo Renault, gerente de pesquisa do Instituto Australis, as imagens serão analisada. "Este registro, inédito na região, é muito importante para saber que existem potenciais predadores no berçário brasileiro, o que pode ser uma pressão negativa para a recuperação da espécie. A conservação das baleias-franca depende não só das nossas ações de preservação do meio onde vivem, mas também de conhecer os ambientes em que elas ocorrem”. alerta.

O monitoramento terrestre está sendo realizado pelo Instituto Australis nas enseadas da APA da baleia-franca e mais ao sul, na praia Morro dos Conventos, desde o dia 1 de agosto, e irá se estender até o dia 30 de novembro. O pico de ocorrência da temporada reprodutiva das baleias-franca acontece em setembro, e até lá mais baleias devem chegar à região para o nascimento dos filhotes. 

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