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Imaruí: Com manobras por parte da Prefeitura, servidores entram no 30º dia de greve com 1300 alunos sem aulas; Justiça intimou o município Educação

Imaruí: Com manobras por parte da Prefeitura, servidores entram no 30º dia de greve com 1300 alunos sem aulas; Justiça intimou o município

por Administrador 06-08-2019 há 1 ano 1443

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Há 29 dias em greve, os servidores municipais de Imaruí afirmaram que vão continuar com os trabalhos paralisados “até que a Prefeitura do município atenda as reivindicações dos trabalhadores, atendendo a direitos garantidos por lei”. 

Estima-se que mais de 1300 alunos estão sem aulas há quase um mês devido ao impasse. Nesta terça, a Justiça intimou o Município e colocar, no prazo de 10 dias, as escolas em funcionamento garantindo os direitos dos alunos, sob pena de ter de pagar cinco salários mínimos de multa por dia sem aula.

Segundo manifestantes, o prefeito Rui José Candemil Jr. (PSD) não vem atendendo as solicitações e ainda numa atitude inflexível vem colocando e retirando da pauta na Câmara de Vereadores o projeto de Lei que instituiria o Piso Nacional do Magistério aos professores. O Prefeito condiciona o pagamento do piso à aprovação de um projeto de seu interesse, que institui convênio com uma OS (Organização Social), que terceiriza a saúde do município por meio de um contrato, com valores pagos dos cofres públicos à OS.

Nesta terça-feira (06), os servidores, entre eles professores, motoristas, merendeiras e agentes de educação, se reuniram na sede do Sindicato e foram em marcha até a Câmara. Na Sessão Ordinária desta segunda-feira (05), foram realizadas apenas as leituras de três  projetos de leis, sendo o mais aguardado pelos munícipes e servidores o projeto de lei N 027, que foi  encaminhado para a análise de uma comissão da Câmara. Desta forma, contínua o impasse com relação aos projetos 003 e 004 de 15 de julho, que foram retirados da Câmara pelo gestor do Executivo na última sessão extraordinária, no dia 22 de julho.

Os trabalhadores cobram do prefeito Rui José Candemil Jr. a reposição de perdas salariais, o pagamento de horas-extras aos motoristas da Educação e da Saúde, o pagamento do piso nacional dos professores e dos agentes de saúde e o reajuste do vele-alimentação, que não ocorre desde 2013.

A municipalidade chegou a apresentar ao Sindicato da classe durante o mês de julho o Projeto de Lei que instituiria aumentos salariais “somente aos educadores”, chegando ao valor do Piso Nacional do Magistério, PL este que entraria em votação na Sessão Extraordinária convocada para o último dia 22, mas que não chegou a ser votado porque cinco vereadores da situação se retiraram da sessão. Isso aconteceu porque o presidente da Câmara, Iremar Florentino, iria deixar o projeto da OS para ser discutido depois, até porque essa terceirização da saúde não está muito clara para os vereadores e precisa ser discutida com a população. Os vereadores da situação queriam que o projeto da OS fosse votado em regime de urgência, o que não foi aceito pelos edis da oposição. 

AVALIAÇÃO

Segundo informações do movimento grevista à reportagem do Portal AHora, duas escolas do Centro que atendem boa parte dos alunos da rede pública estão completamente paralisadas. Ainda segundo Desde o retorno oficial das aulas, dia 23 de julho, uma quantidade pequena de alunos que estudam em escolas mais afastadas voltaram a frequentar as aulas, ao menos a comparecer à escola, ou porque moram próximos à sua unidade escolar, ou por terem conseguido transporte, já que segundo o movimento, “nem todos os motoristas pararam”. Ainda assim, segundo avalia o movimento grevista, os poucos alunos que se aventuraram.

Acabam retornando para casa por falta de professores, já que a maioria dos regentes estão em greve.
“Sem o professor regente, não tem como aplicar conteúdo, avaliações, atividades. Até porque os professores de 1° ao 5° ano trabalham com cinco disciplinas -  Português, matemática, ciências, história e geografia). Os da Educação Infantil também a mesma coisa. Eles são regentes na sala de aula. Quanto às escolas do interior, a paralisação é parcial, porque tem um ou dois professores que estão em greve. Os professores de 6° ao 9° ano, a maioria aderiu ao movimento. Vamos manter a paralisação dos trabalhos até que haja algum entendimento entre nós, educadores, e o prefeito entrem num acordo”, informam.

O prefeito Candemil, desde o início do movimento grevista não se manifestou quanto às reivindicações dos educadores. À imprensa, ele declarou durante os primeiros dias da movimento “que o momento financeiro é difícil para todos os municípios, mas a administração municipal estaria disposta a implantar o piso salarial do magistério, tanto que há cerca de dois meses vem tratando do assunto com o sindicato da classe, conforme ofícios comprobatórios”.

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