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Garopaba: crescente violência contra a mulher em SC motiva advogadas a fundarem o primeiro escritório voltado ao público feminino da região Segurança

Garopaba: crescente violência contra a mulher em SC motiva advogadas a fundarem o primeiro escritório voltado ao público feminino da região

por Administrador 10-06-2019 há 3 mêses 996

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A violência doméstica contra a mulher no Brasil, principalmente em Santa Catarina não para de produzir números impressionantes e fazem com a que a discussão sobre o tema esteja em alta. A incidência destes casos no Estado estão acima da média nacional.  Dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública constataram um aumento de 75% nos feminicídios do início deste ano até 11 de fevereiro, se comparado ao mesmo período do ano passado. 

Em 2018, Santa Catarina registrou média de mais de três feminicídios por dia e de junho a dezembro daquele ano 23 assassinatos e 92 tentativas de homicídios e até dezembro do ano passado havia 41.743 processos em andamento envolvendo violência doméstica contra a mulher na Justiça catarinense.

Motivadas por esta preocupante realidade, de estatísticas que só perdem em números para os relacionados ao tráfico de drogas, as advogadas Bruna Maria Kieling Brochado (OAB/SC 54.063-A) e Cynthia Medina Teixeira Tsaldaris (OAB/SC 50.652), que também assinam a coluna Jurídicas no Portal AHora, criaram em seu escritório, no centro de Garopaba, um setor de atendimento especializado para ajudar e defender vítimas destas situações, violentadas ou mortas pelo simples fato de serem mulheres.

Cynthia e Bruna são especialistas em direito voltado à mulher  


Através do trabalho e especialização de Cynthia e da vasta experiência da Dra. Bruna, que desenvolvia trabalho social no projeto Núcleo de Atendimento aos Direitos das Mulheres (Nadim) da Universidade Feevale, as advogadas gaúchas fundaram o primeiro escritório das regiões da Grande Florianópolis e Amurel com atendimento voltado às necessidades do público feminino, um dos poucos existentes em todo o Brasil. 

“Considerando esta realidade as inúmeras demandas que chegavam ao nosso escritório, decidimos inovar e criar um setor de atendimento especializado para mulheres. As causas femininas sempre existiram, mas nem sempre foram recepcionadas pela sociedade e pelo Poder Judiciário. Percebemos que as mulheres, independente de qual for a sua dúvida ou dor, seja um caso de violência sexual ou a simples falta de segurança ao assinar um contrato, precisam e merecem um local onde se sintam respeitadas, representadas e compreendidas”, explicou Bruna. 

Entretanto, a parceria das advogadas surgiu pouco antes do foco às causas femininas as quais ainda contemplam  crimes sexuais, desigualdade salarial e contra a mulher no mercado de trabalho. Desde o início de 2018, as doutoras também prestam serviços jurídicos nas áreas cível, criminal, trabalhista e previdenciária. No último dia 30 de maio, as sócias na advocacia comemoraram o primeiro ano de parceria e sucesso, com um coquetel oferecido a clientes e amigos que marcou também a ampliação e reinauguração do escritório Kieling e Tsaldaris, cujos endereços eletrônicos são brunakielingb@hotmail.com e ct50652@oab-sc.org.br . 

Cynthia lamenta o crescimento da violência contra a mulher em Santa Catarina e no Brasil e ressalta a importância de se fazer a denúncia e procurar uma advogada(o).  “São taxas bem altas e preocupantes que ressaltam a importância da igualdade e do respeito, que demonstram que ainda precisaremos bater muito da 'tecla' da violência contra a mulher. Na maioria dos casos, começa com discussões, humilhações e ameaças dentro dos lares e, por causa do infeliz ditado que diz que 'em briga de marido e mulher não se mete a colher', chega ao ponto mais e alto e mais triste que são os assassinatos de pessoas do sexo feminino, que fazem vítima não somente a mulher, mas famílias inteiras. É preciso denunciar sempre", alerta Cynthia.   

Se a vítima se sente ameaçada e não denuncia, o vizinho, parente ou alguém que sabe que uma mulher está sendo violentada física ou psicologicamente deve procurar a polícia. Caso contrário, os crimes continuam e podem terminar com vidas ceifadas pela morte ou por outras sequelas invisíveis”, complementa a defensora.

A doutora Bruna é Bacharela em Direito pela Universidade Feevale e atua nas áreas Cível, Trabalhista e Previdenciária. Já a doutra Cynthia é graduada em Direito pela Universidade Luterana do Brasil e é pós-graduanda em Direito Civil com ênfase em Família e Sucessões pela Escola Verbo Jurídico e atuante na Advocacia para Causas Femininas

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