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Estudantes de Garopaba e de todo país vão às ruas protestar nesta quarta-feira contra cortes do governo Bolsonaro na Educação pública Educação

Estudantes de Garopaba e de todo país vão às ruas protestar nesta quarta-feira contra cortes do governo Bolsonaro na Educação pública

por Administrador 14-05-2019 há 2 mêses 960

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Em reação ao anúncio do corte no orçamento destinado às universidades e institutos federais do país, estudantes e trabalhadores da educação de Santa Catarina irão paralisar as atividades nesta quarta-feira (15). A mobilização, intitulada Greve Nacional da Educação, está prevista para ocorrer em todo o Brasil.

As manifestações desta quarta-feira, em Garopaba, ocorrerão, de forma pacífica e organizada, no próprio Campi da IFSC e serão realizadas em dois períodos: pela manhã, iniciando às 9h, e retomando à tarde, a partir das 13h30.   

Os alunos do Instituto Federal de Educação de Garopaba (IFSC) articularam a paralisação em uma assembleia promovida por seu Grêmio Estudantil, que reuniu cerca de 130 estudantes. 

O Campi Garopaba oferece hoje cinco cursos técnicos e um superior, atendendo cerca de 900 alunos. Segundo a  diretora geral do IFSC Garopaba, Sabrina Pacheco, se esse o corte persistir, faltará cerca de R$ 300 mil para fechar o ano letivo, além de dinheiro para limpeza, segurança, água, luz, telefone, combustível, entre outros. 

Para o diretor de imprensa do Grêmio Estudantil do IFSC de Garopaba, Pedro Henrique, é preciso informar os jovens e reunir o maior número de amigos, pais, familiares e demais interessados. “Precisamos registrar o nosso descontentamento com as medidas desse governo”, finaliza. 


Manifestação em Florianópolis

Em Florianópolis, o protesto está marcado para 15h em frente à Catedral. Em seguida, os manifestantes devem marchar pelas ruas da cidade até o Terminal de Integração do Centro (Ticen), onde o ato está previsto para terminar. 
No Oeste, a manifestação está marcada nos municípios de Chapecó e São Miguel do Oeste. No Norte, Joinville e Jaraguá irão aderir ao protesto. No Vale, Blumenau e Lages participam. Estudantes e trabalhadores da educação de Lages, na Serra, também estão se organizando para participar.


Protestos em Criciúma

Os estudantes do IFSC de Criciúma, estão organizando a manifestação contra o corte de verbas na instituição para quarta-feira, dia 15, na Praça Nereu Ramos, em Criciúma, a partir das 11h. De acordo com Filipe dos Santos, representante estudantil e membro do grupo Resistência Estudantis Contra os Cortes na Educação (RECCE), assim como todas as escolas e universidades federais do país, a instituição também sofrerá com os cortes. 

“Nossa maior preocupação são com nossos projetos e pesquisas. Com o corte das verbas teremos que parar com as pesquisas e isso não prejudica apenas os alunos e sim toda a sociedade. Não realizamos pesquisas para nós, pesquisamos para ajudar toda a sociedade”, comenta.  


UFSC e IFSC afirmam que corte poderá paralisar as atividades

Após o anúncio feito pelo Ministério da Educação (MEC), a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) anunciaram que poderão paralisar as atividades ainda este ano por falta de recursos.
O IFSC — com 22 câmpus que atendem 50 mil estudantes no Estado — emitiu uma nota afirmando que o bloqueio impactará em R$ 23,5 milhões nos recursos repassados. O corte na verba poderá resultar na paralisação de atividades de ensino, pesquisa e extensão já no segundo semestre de 2019.


ALERTA: Bloqueio ameaça bolsas e projetos de extensão em 15 campi do IFSC em Santa Catarina

"Para manter as atividades formativas, o IFSC já vinha priorizando as atividades que impactam diretamente o aluno, de modo que um montante quase 40% inferior inviabiliza a instituição. Com a confirmação do bloqueio, as primeiras consequências serão a não continuidade dos pagamentos de contratos terceirizados de limpeza e segurança, água, luz, insumos para aulas práticas, manutenção para equipamentos laboratoriais, cancelamento de visitas técnicas e assim por diante – prejudicando alunos e a sociedade em geral" afirmou o Instituto em nota.

Já a UFSC, emitiu uma nota em que traz dados levantados pelo secretário de Planejamento da UFSC, Vladimir Arthur Fey afirmando que a universidade deixará de receber R$46 milhões com o corte anunciado pelo MEC. O montante, conforme a nota, seriam destinados a despesas como água e luz, além de investimentos. 
“Hoje, se falarmos em 25%, são R$ 46 milhões. Eu não consigo imaginar como vamos adequar o orçamento da universidade a isso”, disse o secretário em nota.


Em nota, IFSC atualiza informações sobre o bloqueio de recursos

 (Dos R$ 78,34 milhões aprovados na LOA para o IFSC executar em 2019, R$ 23,50 milhões (37,18%) estão bloqueados)
 

Passados dez dias do bloqueio de 37,18% dos recursos destinados às despesas de custeio e investimento, o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) manifesta-se pela presente nota para atualizar a comunidade sobre as tratativas empreendidas pela gestão local em articulação com os movimentos e representações estudantis, Ministério da Educação (MEC), Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), Senado Federal e Câmara dos Deputados. Nesta quarta-feira (15), as representações estudantil e sindical promoverão mobilizações nos câmpus e reitoria contra os bloqueios e em defesa da Educação Pública. Para a reitora Maria Clara Schneider, a mobilização é legítima por ser a luta de todos contra os cortes na Educação. A rotina no IFSC será mantida, seguindo a programação de atividades de cada câmpus.
 
A reitora Maria Clara esteve em Brasília na semana passada para a reunião do Conif e agendas com deputados e senadores. Segundo ela, as tratativas trouxeram expectativas de resultados importantes. “Participamos da reinstalação da Frente Parlamentar em Defesa dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, que tem como prioridade reverter o corte de gastos. Uma frente parlamentar é algo muito significativo, já que esse tipo de organização pluripartidária costuma ser organizada no Congresso Nacional quando há necessidade de discussão de temas de interesse da sociedade”, contou a reitora. Na Frente Parlamentar de Defesa dos IFs estão participando também representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE), da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), do Sinasefe e da Federação Nacional dos Estudantes do Ensino Técnico (Fenet).
 
O próprio Conif divulgou na quinta-feira (9) nota oficial manifestando publicamente a posição do órgão em relação ao bloqueio do orçamento. O texto traz informações sobre a relevância social e os resultados de excelência dos institutos federais, reafirmando a necessidade de diálogo para que alunos, servidores e a sociedade não sejam prejudicados com a medida.
 
Entenda o bloqueio
 
Para 2019, o IFSC tem aprovado em Lei Orçamentária Anual (LOA) R$ 78,34 milhões para despesas discricionárias. Desse total, R$ 55,86 milhões estão previstos para gastos com ações de custeio como água, luz, contratos terceirizados de limpeza e vigilância, insumos para aulas práticas e demais necessidades básicas para funcionamento. Com o bloqueio no sistema do Governo Federal, R$ 20,77 milhões estão retidos, o que indica um percentual de 37,18%.
 
O bloqueio afeta também os recursos para investimentos, inicialmente previstos em R$ 7,71 milhões. As ações de expansão da infraestrutura e compra de livros foram contingenciadas em R$ 2,52 milhões (32,74%). Outra natureza de despesa bloqueada impacta na capacitação dos educadores – eram previstos para esse ano R$ 697,26 mil e o corte retirou R$ 209,178 mil (30%). O bloqueio não afetou os R$ 14,08 milhões dos recursos da política nacional de assistência estudantil.
 
Em síntese, dos R$ 78,34 milhões aprovados na LOA para o IFSC executar em 2019, o total bloqueado soma R$ 23,50 milhões (37,18%). Os gastos com folha de pagamento não compõem o orçamento discricionário – são despesas compulsórias.
 
Entenda mais
 

- descontinuidade dos pagamentos de contratos terceirizados de limpeza e segurança, água, luz, insumos para aulas práticas, manutenção para equipamentos laboratoriais, cancelamento de visitas técnicas e assim por diante. 
 
- o IFSC atende mais de 50 mil estudantes no estado de Santa Catarina, atuando desde a formação inicial e continuada (cursos de qualificação), educação de jovens e adultos (Proeja), ensino médio técnico, cursos técnicos subsequentes, formação de professores, cursos superiores (graduação), e pós-graduação (especializações e mestrados). Para saber como estudar no IFSC, clique aqui.
 
- de acordo com o novo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Ariosto Antunes Culau, o que houve foi um contingenciamento de recursos. No mesmo sentido, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, que esteve na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal afirmou que os cortes são reversíveis. A Pró-reitoria de Administração (Proad) do IFSC reitera que no sistema de gestão financeira do Governo Federal o montante consta bloqueado.
 
- para conhecer e acompanhar os gastos e destinação dos recursos federais executados pelo IFSC, o cidadão pode fazer uso do Portal da Transparência - que traz todos os empenhos e execuções financeiras por CPF ou CPNJ de destino.
 
- os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia formam trabalhadores. Sem qualificação, o mercado de trabalho perde, a economia enfraquece, a cultura desaparece do cotidiano, o desenvolvimento do país estaciona e retrocede. Dessa forma, o IFSC alerta que o impacto do bloqueio não afeta somente a vida das 50 mil pessoas diretamente atendidas nas salas de aula. Outras, pelo menos, 500 mil pessoas atendidas serão indiretamente prejudicadas com a redução de projetos de projetos de pesquisa e de extensão.
 
- o IFSC está presente em 20 cidades do estado de Santa Catarina: Araranguá, Canoinhas, Caçador, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Florianópolis – Continente, Garopaba, Gaspar e Itajaí, Jaraguá do Sul-Centro, Jaraguá do Sul-Rau e Joinville, Lages, Palhoça, São Carlos, São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste, São José, Tubarão, Urupema e Xanxerê.
 

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