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Coluna Vertebral: Deixe a criança ser criança Artigos

Coluna Vertebral: Deixe a criança ser criança

# por Júlia Polachini 04-03-2019 há 2 mêses 611

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Há uns anos, eu encarava a criança interior com um pouco de raiva. Ela parecia ser a fonte de todos os traumas, como se tudo em relação a ela precisasse ser necessariamente ruim. Como se ela só soubesse chorar, como se tudo o que viesse dela fosse rejeição, carência, medo.

Um dia, então, eu achei que era hora de deixar a criança interior crescer. Fiz as pazes com o passado da forma mais simples: perdoei e pedi perdão. Deixei essa coisa de carência afetiva pra lá e, como a “adulta” que era, disse que entendia que todos dão o melhor que podem dentro de seus próprios contextos. 

Então, comecei a negar a criança interior, afinal ela havia crescido.

Embora muito certa de que o caminho era este, o Universo é mais assertivo. Ele ensina respeitando o tempo de cada existência, ele traz seu conhecimento em formas suaves. Foi assim que, um dia, apenas pensando, eu me dei conta de que a criança interior ainda estava ali. 

E ela não precisava crescer, pois se crescesse, perderia a parte da inocência que a torna criança. Mas que a existência, enquanto adulta, poderia mostrar à criança que tudo pode ser encarado em diferentes pontos de vistas. A ausência dos pais é a forma que eles encontraram para, com fruto do trabalho incansável, garanti-la a possibilidade de um futuro ainda melhor que o que eles tiveram. Os dedos que se apontam a ela, com tantas palavras duras, são apenas o ponto de vista de quem os aponta. E pontos de vista não mudam nossa essência, pois a essência apenas é. Ela não precisa de adjetivos, de tantas descrições. Nós apenas somos quem somos.


Então deixa a criança ser criança. Abrace-a como uma criança precisa ser abraçada: com amor, carinho. Abrace a criança porque ela é sua e de mais ninguém.

Como uma mãe abraça o filho, sua criança interior é de responsabilidade sua, não das escolhas ou opiniões dos outros. A criança interior é a inocência que ainda vive dentro de nós, que sobrevive mesmo dentro do que já está pré-programado.

Faz parte da nossa existência, junto com o ego, com o adolescente, o adulto e junto da própria essência. Ela não é a fonte dos problemas, nem precisa crescer. Ela apenas é.  

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