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Inquérito concluído: Réu confesso, homem que matou esposa em Imbituba e tentou suicídio vai responder por homicídio duplamente qualificado Segurança

Inquérito concluído: Réu confesso, homem que matou esposa em Imbituba e tentou suicídio vai responder por homicídio duplamente qualificado

por Redação 01-12-2018 há 1 semana 1932

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Há pouco mais de três meses, exatamente na madrugada do dia 19 de agosto, uma ocorrência de homicídio em Imbituba teve grande repercussão no Estado especialmente pelas circunstâncias em que ocorreu. 

Segundo o Inquérito Policial concluído esta semana e entregue ao Ministério Público, o aposentado Luiz Gonzaga Martins, conhecido em Imbituba como Zaga, de 64 anos, assassinou a golpes de faca a esposa, Elza Silveira Martins, de 61 anos, na própria cama do casal e tentou tirar a própria vida golpeando-se no pescoço com a mesma arma. 

O crime aconteceu por volta das 5h da madrugada de um domingo, 19 de agosto, na residência do casal, no bairro Vila Nova, nas proximidades da via férrea e do Supermercado Santos.

O Corpo de Bombeiros foi chamado para prestar socorro e encontrou o casal sobre a cama com ferimentos provocados pela arma branca. Dona Elza já estava sem os sinais vitais. O marido, Luiz Gonzaga apresentava um profundo ferimento na região do pescoço e foi encaminhado em estado grave ao Hospital São Camilo de Imbituba e posteriormente transferido para um hospital de Criciúma onde passou por delicada cirurgia.

Dona Elza foi morta pelo marido com golpes de faca na cama do casal


Técnicos do Instituto Geral de Perícias (IGP), que periciaram o local, encontraram a faca de aproximadamente 25 centímetros com a lâmina suja de sangue. Outra constatação do IGP sobre a cena do crime foi a presença de lesões nos antebraços e costas das mãos da vítima, Elza Martins, compatíveis com lesões defensivas.

O delegado Juliano Baesso, da DPCo de Imbituba informou à reportagem do Portal AHora na data do homicídio que pediria a prisão preventiva do acusado, mas o estado de saúde de Luiz Gonzaga não permitiu sequer que ele fosse ouvido pela Polícia Civil e pelo próprio delegado Juliano, responsável pelo Inquérito Policial. Ele só pôde prestar depoimento dois meses após o crime, mais precisamente no dia 26 de outubro último. Durante o processo de investigação foram colhidos depoimentos de familiares, um deles, a filha do casal.  

Em entrevista ao Portal AHora, realizada nesta sexta-feira (30), o delegado Juliano Baesso, responsável pelo Inquérito, recentemente entregue ao Ministério Público, divulgou alguns detalhes das investigações.

Segundo Baesso, a Polícia Civil aponta para o indiciamento de Luiz Gonzaga Martins pelo crime de homicídio duplamente qualificado (por feminicidio e pelo recurso que impossibilitou a defesa da vítima). 

De acordo com o Inquérito, “nas investigações realizadas na madrugada do dia 19 de agosto, o investigado Luiz, utilizando-se de uma faca e de surpresa, desferiu golpes contra o pescoço de sua esposa Elza Silveira Martins, golpes estes que causaram a morte de Elza. Em seguida, o investigado tentou ceifar sua própria vida, sendo socorrido e conduzido ao Hospital”.

Delegado Juliano Baesso encaminha Inquérito Policial ao Ministério Público


O delegado Juliano Baesso, disse à reportagem que as perícias e os depoimentos colhidos, inclusive a confissão do investigado, afastaram qualquer possibilidade sobre a existência de uma terceira pessoa na cena do crime. O delegado ressaltou ainda que foi preciso aguardar a melhora do quadro clínico de Luiz Gonzaga para que fosse realizado o interrogatório e fosse possível esclarecer todas as circunstâncias deste crime chocante e extremamente triste, razão pela qual justifica a demora para a finalização dos trabalhos de investigação. Por fim, Baesso salientou que o Inquérito foi devidamente concluído e encaminhado ao Poder Judiciário no final desta semana.

O próximo passo será o encaminhamento do processo à Justiça, o que deve acontecer brevemente.

CASAL TINHA HISTÓRICO DE DEPRESSÃO, MAS NADA INDICAVA QUE HAVERIA VIOLÊNCIA ENTRE ELES

O crime do dia 19 de agosto pegou de surpresa todas as pessoas que conheciam Seu Zaga e Dona Elza.

Ele trabalhou muito tempo na empresa Santo Anjo, onde era conhecido como uma pessoa tranquila. Além disso, o casal não tinha histórico de violência doméstica. Os próprios vizinhos disseram não ter conhecimento de brigas entre os dois.

Ao que parece o desequilíbrio familiar começou após a trágica morte de um dos filhos do casal, assassinado na cidade de Palhoça durante um latrocínio. Após a perda do filho mais velho, o relacionamento dos dois foi marcado por idas e vindas. Contudo, nada indicava que algo tão inusitado e chocante fosse acontecer. A princípio, foi levantada a hipótese de que a morte dos dois teria sido combinada, mas ela foi descartada já durante a perícia no dia do crime, ao ser analisada as marcas que indicaram que a vítima tentou se defender dos golpes.

"Eles eram casados há muitos anos, mas nos últimos tempos o relacionamento ficou muito abalado, da perda do filho que aconteceu a cerca de nove anos. Ambos apresentavam quadro de depressão e tomavam medicamentos”, disse, à época, o delegado Bruno Fernandes, que estava de plantão naquele final de semana e que ouviu a primeira testemunha ainda no domingo do homicídio. 

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