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ENTREVISTA: Mãe do acusado de matar Isadora quebra o silêncio, revela ameaças e afirma inocência do filho: Segurança

ENTREVISTA: Mãe do acusado de matar Isadora quebra o silêncio, revela ameaças e afirma inocência do filho: "ela morreu de overdose"

por Administrador 05-11-2018 há 1 semana 3609

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Foi realizado na quarta-feira, dia 31, o interrogatório do réu acusado do homicídio qualificado da namorada, a modelo Isadora Viana Costa, 21 anos, incidente, suposto crime, que ocorreu em maio deste ano no centro de Imbituba. 

O acusado, o oficial de cartório Paulo Odilon Xisto Filho, 36 anos,  foi ouvido pelo juiz da 2ª Vara da Comarca de Imbituba, Welton Rubenich, que manteve a prisão preventiva e encerrou a fase de instrução do processo. Agora, a promotoria/assistente de acusação e a defesa têm o prazo sucessivo de cinco dias, que termina nesta segunda-feira para apresentação de alegações escritas. Após isto, o juiz proferirá sua decisão.

Vindos da cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, familiares e amigos do acusado estiveram no Fórum de Imbituba vestidos com camisas de apoio ao acusado, que sugerem sua inocência. A mãe do oficial de cartório, Norma Soares de Lima Xisto, 60 anos, quebrou o silêncio por parte da família e reafirmou a inocência do filho. 

Em entrevista, a fiscal do trabalho aposentada e advogada revelou o que foi dito pelo acusado no interrogatório, que Isadora teria morrido vítima de uma overdose de cocaína, falou sobre os momentos em que esteve com o filho após o incidente e a acusação, dos pré-julgamentos e das ameaças feitas por internautas em relação a seu filho e família, entre outros temas pertinentes ao caso.

Familiares e amigos do acusado clamaram por justiça em frente ao Fórum

CONFIRA A ENTREVISTA COM NORMA XISTO, MÃE DO ACUSADO:

AHORA: Segundo seu filho e as testemunhas de defesa, o que aconteceu na noite do trágico incidente? 

Norma: Os detalhes constam do processo. Isadora ingeriu quantidade excessiva de cocaína, o que acabou causando sua morte. Meu filho Paulinho estava dormindo nesse momento, e foi acordado já com ela passando mal. Ele fez tudo o que estava ao seu alcance para salvá-la, prestou o socorro imediato, acionou serviço de atendimento de emergência do SAMU, mas tudo isso infelizmente não foi suficiente, pois ela acabou falecendo mais tarde, no hospital.
 

AHORA - Como foram os dias em que senhora passou com seu filho?

Norma: Os dias que seguiram foram de tristeza profunda, difícil de descrever. Ninguém espera e está preparado para passar e reagir a uma situação como essa. A perda de Isadora foi trágica, um choque para todos nós. Paulinho estava extremamente abalado por todo o ocorrido, e além disso passou a sofrer acusações injustas contra ele.
 

AHORA - Como a senhora vê os linchamentos virtuais que sua família sofreu? O que a senhora diria às pessoas que julgam seu filho nas redes sociais?

Norma - É um ódio gratuito, pois as pessoas não conhecem os fatos reais, não conhecem meu filho, e mesmo assim não se inibem de fazer comentários maldosos e acusações graves, deixando-se influenciar por apelos irracionais, com interesses outros. Há muitas informações importantes dentro do processo que não nos cabe expor fora dele. Digo, portanto, para que não falem sobre o que desconhecem, e aguardem o julgamento da Justiça.
 

AHORA - Como é o Paulinho no âmbito familiar e de amigos?

Norma - Paulinho é uma pessoa de muito alto astral, bem humorado, sempre amigo de seus amigos, agregador. Quem o conhece sabe e aponta essas características de imediato.


AHORA - Baseado do exame toxicológico feito somente no corpo de Isadora, em que apontou a ingestão de cocaína a senhora acredita que só ela estava fazendo uso de droga na noite do incidente?

Norma -  Essa questão já foi respondida pelo próprio Paulinho em seu interrogatório.


AHORA -  Deste episódio, ele se arrepende de alguma coisa, como, por exemplo, um suposto estilo de vida que, segundo a acusação, ele levaria e que seria incompatível com sua função de Oficial de Cartório?

Norma - Ainda que a pergunta seja pessoal a ele, posso dizer que não há do que se arrepender. Paulinho dedicou anos de sua vida estudando, inclusive abdicando, quando necessário, do convívio familiar, para realizar seu sonho profissional. Não é verdade que levava vida incompatível com sua função de Oficial de cartório. Muito pelo contrário, foi sempre muito ativo profissionalmente, dignificando sua função. Paulinho está em Imbituba há mais de oito anos e não há qualquer episódio que desabone sua vida pessoal ou profissional nesse período.
 
Norma revelou que família sofre ameaças

AHORA - Quais são os principais pontos que a levam a ter tanta certeza da inocência do Paulo?

Norma - Resposta: A postura, o caráter, as atitudes que sempre teve no decorrer de sua vida. Não há absolutamente nenhum episódio de agressividade contra qualquer pessoa reportado a ele. Repito: nenhum.
 

AHORA - Caso o MP não consiga provar a culpa de seu filho, a sra e sua família pensam em processar o Estado por supostos danos morais, psicológicos e até financeiros?

Norma - De forma alguma. Apesar de discordarmos da condução das investigações e da denúncia que foi apresentada, respeitamos o trabalho do Ministério Público e temos plena convicção da competência da Justiça do Estado de Santa Catarina, que conseguirá elucidar todos os fatos, provando a inocência do Paulinho.


AHORA - A senhora gostaria de deixar considerações finais?

Norma - Acompanhei tudo o que ocorreu em Imbituba, porque estava na cidade desde o dia 04 de maio deste ano.Em primeiro lugar, a tristeza profunda da nossa família e amigos pela morte de Isadora. Estamos sofrendo por seu falecimento e por tudo que meu filho está passando, inclusive com ameaças de morte pelas redes sociais.
Paulinho não matou Isadora. Ele não tinha nenhum motivo para matá-la. Nunca teve qualquer episódio de agressividade em sua vida. Ele nunca bateu em mulher. Testemunhos de suas ex-namoradas constam no processo. Isadora morreu de Overdose. Conforme perícia oficial do Estado, ela tinha mais de 50 microgramas por mililitro de cocaína no sangue, junto com outros medicamentos. Impossível alguém sobreviver com essa quantidade de droga. Estudos científicos indicam que até cinco (5) microgramas de cocaína por mililitro no sangue já é letal.
O relacionamento deles era muito recente, e ele desconhecia as dificuldades psiquiátricas graves que ela sofria desde a infância. Conforme consta do processo, Isadora tinha histórico de tentativas de suicídio com utilização de remédios e drogas em excesso. Tudo isso com o conhecimento da família dela, de quem Paulinho jamais teve qualquer recomendação de cuidados.
Paulinho estava dormindo no momento em que Isadora agiu contra a própria vida. Quando ela chamou por socorro, Paulinho fez de tudo para tentar ajuda-la. Contatou amigo próximo, que é médico e orientou a fazer os primeiros socorros, e acionou o serviço do SAMU.
Acompanhamos o atendimento dela no Hospital e aguardávamos ansiosos por informações positivas, quando fomos surpreendidos com a notícia do seu óbito. A partir daí, fomos tomados por desespero e sentimento de profunda tristeza que nos acompanha até hoje.
O laudo de necropsia apresenta inconsistências técnicas graves que estão sendo esclarecidas no processo. Como pode uma pessoa ser morta por espancamento e não apresentar absolutamente qualquer lesão aparente?
Repito: Paulinho não matou Isadora. Jamais a agrediu. Fez todas as tentativas possíveis para socorrê-la. Sofre e continuará sofrendo muito por sua perda. Paulinho jamais se esquivou de prestar todos os esclarecimentos à polícia, e no último dia 31 de outubro finalmente teve a oportunidade de relatar também à justiça todos os fatos, da forma como ocorreram.
Temos confiança absoluta na competência da Justiça do Estado de Santa Catarina e a certeza de que todos os fatos serão esclarecidos.


FOTOS: Israel Costa/Portal AHora

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