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Caso Isadora: Após remarcação de data, oficial de cartório acusado de matar namorada é interrogado nesta quarta (31), em Imbituba Segurança

Caso Isadora: Após remarcação de data, oficial de cartório acusado de matar namorada é interrogado nesta quarta (31), em Imbituba

por Administrador 29-10-2018 há 2 semanas 3711

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A 2ª Vara Criminal de Imbituba redefiniu para esta quarta-feira (31), o interrogatório do oficial de cartório, Paulo Odilon Xisto Filho, de 36 anos, acusado de  ter matado a namorada, a modelo gaúcha Isadora Viana Costa, de 22 anos. Ele foi denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina, acusado de cometer feminicídio. 

A primeira data estabelecida para o interrogatório foi dia 20 de setembro. No entanto, a Justiça de Santa Catarina decidiu adiá-la, por conta de um pedido da defesa do acusado. Segundo os advogados do réu, ele preferia ser escutado depois de todas as outras testemunhas.

Feminicídio é uma palavra que define o homicídio de mulheres como crime hediondo quando envolve menosprezo ou discriminação à condição de mulher e violência doméstica e familiar. A lei define feminicídio como “o assassinato de uma mulher cometido por razões da condição de sexo feminino” e a pena prevista para o homicídio qualificado é de reclusão de 12 a 30 anos.

O acusado está preso preventivamente desde o dia 16 de julho. Na ação penal, ele é réu por homicídio qualificado, por motivo fútil e por usar recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Além disso, pode responder por fraude processual, ao supostamente modificar a cena do crime a fim de induzir a perícia ao erro.

Apontada como amiga do oficial de cartório, uma advogada também é acusada de modificar a cena do crime. De acordo com a Promotora de Justiça Sandra Goulart Giesta da Silva, ela teria levado do apartamento do acusado um lençol sujo de sangue e também outros objetos, como garrafas de bebida alcoólica.

Isadora Costa Imbituba cartório
Isadora Costa era modelo e tinha 22 anos

A denúncia

O crime aconteceu no dia 8 de maio, em Imbituba. Conforme a denúncia, o acusado teria usado cocaína na madrugada. Por volta de 05h45min, Isadora acreditou que o namorado estivesse passando mal, pois espumava pela boca. Nesse momento, decidiu chamar a irmã do namorado para socorrê-lo.

Ainda segundo a denúncia do MPSC, atendendo ao chamado de Isadora, a irmã do oficial de cartório, acompanhada do noivo, foi até o apartamento do irmão por volta das 6 horas. O denunciado, trancado no quarto, não teria atendido aos chamados da irmã. A porta foi arrombada. Após constatar que ele estava bem, a irmã e o noivo foram embora. Assim que saíram, o oficial de cartório teria tido uma explosão de fúria.

Consta na denúncia que,como tentava esconder da família o vício, o acusado ficou furioso com a namorada pelo simples motivo dela ter chamado a irmã para socorrê-lo. Ainda de acordo com o Ministério Público de Santa Catarina, após matar a namorada, ele solicitou atendimento ao Corpo de Bombeiros, mas não a acompanhou no atendimento. O oficial de cartório teria ido ao hospital, após modificar a cena do crime e entregar a chave do apartamento para a amiga advogada, para que ela tirasse o lençol sujo.

Assista a entrevista com o pai de Isadora e com a advogada assistente de Acusação do caso: 

A defesa

Baseados no exame toxicológico feito no corpo de Isadora, que acusou grande quantidade de cocaína e outras substâncias entorpecente em seu sangue, a defesa de Paulo diz que a morte teria sido causada por overdose em razão do uso de cocaína e afirma que o oficial de cartório é inocente. 

O advogado do acusado, Aury Lopes Júnior, afirmou ao Portal AHora que a causa da morte “é inequívoca e indiscutível” e provocada por uma “quantidade absurda de cocaína no sangue” da modelo gaúcha, que morreu há pouco mais de três meses no apartamento do então namorado, em Imbituba.

“Posso antecipar que o Laudo revela uma quantidade absurdamente elevada de cocaína no sangue, dez vezes superior àquela que causou a morte do cantor Chorão, por exemplo. Além disso, também foi encontrado grande quantidade de medicamentos no sangue, agravando o quadro pela interação medicamentosa. Essa foi a causa - inequívoca e indiscutível - da morte. Quanto ao laudo, além de existirem graves erros metodológicos, ele também é muito claro em afirmar que não existem lesões externas”, declara o advogado.

Aury Lopes reafirma que o réu não agrediu Isadora e não a matou. “Enquanto ele dormia, ela ingeriu (além de aspirar, ela também ingeriu cocaína), medicamentos e droga até que convulsionou”.

O advogado ainda disse que Paulo Xisto prestou socorro ainda no apartamento, chamou o Samu e fez todo o possível para salvá-la. “A vítima apresentava lesões internas, decorrentes da mais de duas horas de Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) a que foi submetida. A literatura médica está eivada de trabalhos explicando que a RCP pode causar lesões internas, como no caso. Enfim, não houve agressão alguma e Paulo não matou Isadora”, afirma.

Isadora morreu durante a primeira visita ao namorado, que também tem parentes em Santa Maria (RS), onde ela residia com a família.

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