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Ruínas de navio naufragado no final do Século XIX são descobertas em praia de Jaguaruna Cultura

Ruínas de navio naufragado no final do Século XIX são descobertas em praia de Jaguaruna

por Redação 06-09-2018 há 2 mêses 945

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Partes de uma embarcação de aproximadamente 60 metros despontaram na praia após o movimento da maré, e um grupo de pesquisadores do Grupep (Grupo de Pesquisa em Educação Patrimonial e Arqueologia), da Unisul, estiveram no local nesta quarta-feira (05) para coletar imagens e informações na tentativa de identificar a origem do navio e a data do naufrágio.

De acordo com o arqueólogo do Grupep Alexandro Demathé, a princípio este era um navio a vapor do final do século 19. “Nós já tínhamos o conhecimento de sua existência, mas ainda não tínhamos conseguido visualizá-lo. Moradores mais antigos do local dizem que ele aparece de tempos em tempos, há muitos anos”, conta.

Agora, com os dados e imagens em mãos, Demathé diz que fará o cadastro e irá confrontá-lo com o banco de dados já existente no Grupep e também em outros bancos de pesquisa, que têm registros de mais de 70 embarcações naufragadas, para buscar sua identificação. “O Grupep realiza este tipo de trabalho com navios naufragados desde 2010. O primeiro trabalho foi feito na praia de Naufragados, em Florianópolis, cujo material pode ser visto no Centro de Pós-Graduação da Unisul. Com isso iniciou-se uma preocupação com este patrimônio submerso, e demos continuidade aos estudos”, comenta. “Agora, pretendemos identificar mais este navio, para buscar sua história, que deve estar intrinsecamente ligada à história da região”, pontua Demathé.

Segundo a dissertação feita pelo pesquisador, em 2014, intitulada “Entre sambaquis, redes e naufrágios: Arqueologia Costeira no Parque Arqueológico do Sul”, o Litoral Sul, mais precisamente os municípios de Laguna e Jaguaruna, guarda, entre suas dunas, restingas, lagoas e pessoas, um imenso e rico patrimônio arqueológico. Parte desse patrimônio, como os sambaquis, sítios cerâmicos, edifícios coloniais, entre outros, é conhecido e foi amplamente estudado, “por outro lado, outro está depositado sob as águas dos rios, lagoas e do mar, sob diferentes formas e tipos, como sítios pré-coloniais, hoje submersos, antigas estruturas portuárias, sítios depositários e, principalmente, os sítios de naufrágios”, afirma.

INQUIETAÇÃO HISTÓRICA

Segundo Alexandro Demathé, o patrimônio arqueológico submerso despertou uma grande inquietação, pelo fato de ser uma região com suas tradições e bases culturais voltadas ao mar. Dessa maneira, a pesquisa objetivou mapear os naufrágios ocorridos na região, percebendo sua relação com as pessoas e com o próprio desenvolvimento social e econômico regional. “Partiu-se da premissa de que os sítios de naufrágios não representam apenas uma história trágico-marítima, mas um momento da história social, uma vez que contam histórias de pessoas, de rotas marítimas, de sociedades ligadas ao mar, de processos e ciclos econômicos, de um momento da história regional. Foram mapeados diversos naufrágios, e muitos deles permanecem vivos na memória dos pescadores.

Fonte: Diário do Sul

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