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Em sua "Uma coluna qualquer", escritor Dario Cabral Neto traz ótimas 'Lembranças do Canto da praia da Vila'

# por Dario Cabral Neto 28-08-2018 há 3 semanas 339

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Lembranças do Canto da praia da Vila

Lembrar passa a ser um hábito quando estamos ficando com excesso de tempo. O Canto mudou muito. Tem estacionamento, água encanada, certa segurança, um lindo visual para quem vem de longe ou para os daqui que buscam momentos mágicos. Bom, lembro-me de como era complicado chegar lá, areia quente, cachorros da Dona Rosinha Saruga, escuridão, etc. 

Rosinha Saruga e seus cães

Mas era outra atmosfera. O verão era verão, as ondas bem maiores, barracas enfeitando a areia da praia, pranchas cravadas na areia ou deitadas ao lado destas barracas, lindas garotas desfilando seus atributos em bronzeado perfeito, lacinho de fita fazendo a segurança dos biquínis, os rapazes com cabelo longo (o meu cacheado). 

Esperar vaga no cansaço dos surfistas e pedir emprestada uma prancha, outras vieram, cada uma mais esquisita que outra. Assim seguia dia a dia o verão, água clara ou escura não importava. Só de sunga, ou calção, enfrentava cada onda com certo esmero, surf clássico. 

Na espera destas vagas ficávamos fazendo arte, descer os depósitos de carvão com pranchas diminutas em madeira, ou o costado do morro quando começou a ser destruído para aterrar as lagoas formadas na ampliação da área portuária. 


Amigos se foram, amigos ficaram, amigos esquecidos, outros nativos, entretanto; esquecer-se desta época não dá. Um canto mágico em noite de lua, água com ardentia, que, fazia brilhar o corpo num mergulho noturno, os perigos e as correntes, os salvamentos, a paz, o assar marimbá na grota de pedra, ou ficar enrolado num cobertor surrado absorvendo o calor das pedras enquanto se ouvia histórias dos mais velhos. 

Os nomes gravados com pinche nas pedras, as datas, lugares, as topadas nas cracas, os siris pescados com jereré, o parati na pontinha, a garoupa na ilha, as tainhas em farturas, e até mesmo a última baleia capturada e ali enterrada (na verdade apareceu morta). Muitos irão lembrar-se destas saudades ou lembranças, muitos dirão: “eu vivi tudo isto”, “foi no meu tempo”. Sim, foi e tem muito mais a ser contado... E lembrar faz bem! Abraços!

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Dario Cabral da Silva Neto é poeta e escritor, natural de Imbituba, onde descobre encantos do tempo gravado nas imagens comuns, nas saudades... Em UMA COLUNA QUALQUER, Dario, que em 45 anos de dedicação à literatura tem 20 títulos escritos, sendo oito obras já publicadas, deixa claro e compartilha seu encanto por sua terra.
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