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Caso Isadora: Oficial de cartório acusado de matar modelo em Imbituba tem primeira audiência, e pai da jovem fala com exclusividade ao AHora Segurança

Caso Isadora: Oficial de cartório acusado de matar modelo em Imbituba tem primeira audiência, e pai da jovem fala com exclusividade ao AHora

por Administrador 22-08-2018 há 1 mês 4045

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A primeira audiência relacionada ao caso da morte da modelo gaúcha Isadora Viana Costa, de 22 anos, que aconteceu em 8 de maio, foi realizada na tarde de terça-feira (21). As testemunhas de defesa e acusação foram ouvidas na 2ª Vara de Imbituba. Devido ao grande número de testemunhas, a audiência ocorreu a portas fechadas e durou mais de 6 horas. 

O oficial de cartório Paulo Odilon Xisto Filho, de 36 anos, que namorava a vítima há dois meses, é acusado de feminicídio e também deve responder por fraude processual, pois, conforme o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) teria modificado a cena do suposto crime com o objetivo de induzir a perícia ao erro. 

A audiência marcou a primeira vez em que o pai de Isadora, o cirurgião-dentista Rogério Froner Costa, e o acusado de matar sua filha, ficaram frente a frente. Pouco antes do início da peça judicial, Rogério e a advogada da família e assistente de acusação, Daniela Félix, concederam uma entrevista exclusiva ao Portal AHora onde refutaram e até ironizaram a tese utilizada pela defesa de Paulo, a qual afirma que a modelo teria morrido vítima de uma overdose.

Assista a entrevista com o pai de Isadora e com a advogada assistente de Acusação do caso: 


Paulinho, como é conhecido entra amigos e familiares, teve a prisão preventiva decretada após a Justiça negar dois pedidos de detenção. Ele foi preso preventivamente no dia 16 de julho e encaminhado à Unidade Prisional Avançada (UPA) de Imbituba. Além de feminicídio, Paulo é réu por homicídio qualificado (por motivação fútil, quando a vítima não tem possibilidade de se defender).  



Feminicídio

Isadora morava em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, cidade onde conheceu Paulo, com quem se relacionava há dois meses. A modelo veio a Imbituba no fim de abril passar uns dias no apartamento do namorado, onde foi encontrada morta no dia 8 de maio.

De acordo com acusação do MPSC, Isadora chamou a irmã e o cunhado de Paulo após ele ter passado mal depois de ter usado cocaína. A porta do quarto onde o oficial de cartório estava havia sido trancada e precisou ser arrombada. O casal foi embora depois de se certificar que ele estava bem. 

O acusado, está preso preventivamente na Unidade Prisional Avançada (UPA) de Imbituba, teria ficado furioso com a namorada, segundo o MPSC, porque a família não sabia que ele usava drogas. Ainda segundo o MPSC, ele deu vários socos, chutes e joelhadas na vítima. O laudo do IGP apontou para o rompimento da veia cava e para hematomas internos, ambos por causas mecânicas, que são aquelas geralmente capazes de modificar um corpo em seu estado de repouso ou de movimento, produzindo neste, lesões.que podem ser causados por armas, punhais, revólveres, facas, foices, machados, ou por punhos, pés, dentes, ou qualquer outro meio externo.

Oficial de cartório chegou ao Fórum algemado e escoltado 

Defesa alega morte por overdose

Baseados no exame toxicológico feito no corpo de Isadora, que acusou grande quantidade de cocaína e outras substâncias entorpecente em seu sangue, a defesa de Paulo diz que a morte teria sido causada por overdose em razão do uso de cocaína e afirma que o oficial de cartório é inocente. 

O advogado do acusado, Aury Lopes Júnior, afirmou ao Portal AHora que a causa da morte “é inequívoca e indiscutível” e provocada por uma “quantidade absurda de cocaína no sangue” da modelo gaúcha, que morreu há pouco mais de três meses no apartamento do então namorado, em Imbituba.

“Posso antecipar que o Laudo revela uma quantidade absurdamente elevada de cocaína no sangue, dez vezes superior àquela que causou a morte do cantor Chorão, por exemplo. Além disso, também foi encontrado grande quantidade de medicamentos no sangue, agravando o quadro pela interação medicamentosa. Essa foi a causa - inequívoca e indiscutível - da morte. Quanto ao laudo, além de existirem graves erros metodológicos, ele também é muito claro em afirmar que não existem lesões externas”, declara o advogado.

Aury Lopes, advogado de defesa do acusado

Aury Lopes reafirma que o réu não agrediu Isadora e não a matou. “Enquanto ele dormia, ela ingeriu (além de aspirar, ela também ingeriu cocaína), medicamentos e droga até que convulsionou”.

O advogado ainda disse que Paulo Xisto prestou socorro ainda no apartamento, chamou o Samu e fez todo o possível para salvá-la. “A vítima apresentava lesões internas, decorrentes da mais de duas horas de Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) a que foi submetida. 

A literatura médica está eivada de trabalhos explicando que a RCP pode causar lesões internas, como no caso. Enfim, não houve agressão alguma e Paulo não matou Isadora”, sentencia.

Isadora morreu durante a primeira visita ao namorado, que também tem parentes em Santa Maria (RS), onde ela residia com a família.

Fotos: Divulgação/Portal AHora


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