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Caso Isadora: Advogado do oficial de cartório de Imbituba, Paulo Xisto, afirma que modelo gaúcha morreu de overdose Segurança

Caso Isadora: Advogado do oficial de cartório de Imbituba, Paulo Xisto, afirma que modelo gaúcha morreu de overdose

por Administrador 13-08-2018 há 1 mês 13694

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Dois dias após uma grande manifestação de familiares e amigos de Isadora Viana Costa, pedindo por justiça, em sua cidade natal, Santa Maria, no Rio Grande do Sul, o advogado do oficial de cartório acusado pela morte da modelo gaúcha se manifesta publicamente sobre o caso e declara ao Portal Ahora que Paulo não matou Isadora e de que a jovem morreu em decorrência de uma overdose.


A modelo morreu em 8 de maio, em Imbituba, e a suspeita é de que ela tenha sido espancada pelo namorado. O oficial de cartório de registro de imóveis Paulo Odilon Xisto Filho, de 36 anos, foi preso no mês passado e nega ter cometido o crime.

O advogado do acusado, Aury Lopes Júnior, de posse do exame toxicológico da vítima, divulgado pela Justiça à defesa e promotoria na semana passada, afirmou que a causa da morte “é inequívoca e indiscutível” e provocada por uma “quantidade absurda de cocaína no sangue” da modelo gaúcha, que morreu há pouco mais de três meses no apartamento do então namorado, em Imbituba.

“Posso antecipar que o Laudo revela uma quantidade absurdamente elevada de cocaína no sangue, dez vezes superior àquela que causou a morte do cantor Chorão, por exemplo. Além disso, também foi encontrado grande quantidade de medicamentos no sangue, agravando o quadro pela interação medicamentosa. Essa foi a causa - inequívoca e indiscutível - da morte. Quanto ao laudo, além de existirem graves erros metodológicos, ele também é muito claro em afirmar que não existem lesões externas”, declara o advogado.

Aury Lopes reafirma que o réu não agrediu Isadora e não a matou.

“Enquanto ele dormia, ela ingeriu (além de aspirar, ela também ingeriu cocaína), medicamentos e droga até que convulsionou”.

O advogado disse que Paulo Xisto prestou socorro ainda no apartamento, chamou o Samu e fez todo o possível para salvá-la.

“A vítima apresentava lesões internas, decorrentes da mais de duas horas de Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) a que foi submetida. A literatura médica está eivada de trabalhos explicando que a RCP pode causar lesões internas, como no caso. Enfim, não houve agressão alguma e Paulo não matou Isadora”, sentencia.

Isadora morreu durante a primeira visita ao namorado, que também tem parentes em Santa Maria, onde ela residia com a família.

Conforme o pai da jovem, Rogério Froner Costa, de 50 anos, ela e Paulo se conheceram pela internet cerca de dois meses antes da morte da filha.

Pais de Isadora pedem por "justiça" em ato público realizado neste sábado (11)

À época, o acusado alegou que ela teria sofrido lesões provocadas por uma queda, mas o laudo de necropsia apontou no sentido contrário, que ela foi agredida em um momento em que apenas o casal estaria no apartamento.   

Paulo Odilon Xisto Filho é réu em um processo por homicídio qualificado e feminicídio, assassinatos de mulheres em contexto de violência doméstica ou por questão de gênero.



A DENÚNCIA

De acordo com a denúncia do Ministério Público (MP), acolhida pela Justiça, Paulo teria matado Isadora por motivo fútil. Acreditando que o namorado havia sofrido uma overdose, Isadora acionou a irmã dele. O oficial de cartório, então, revoltou-se, pois escondia da família o uso de drogas. Ele então teria agredido a jovem, provocando sua morte.

O suspeito do crime e uma amiga do casal foram responsabilizados também por fraude processual. Ambos teriam modificado a cena do crime, lavando lençóis e toalhas, retirando garrafas de bebidas do local, espalhando remédios controlados e inserindo cobertores e malas na cama na qual estava a vítima.

O pai de Isadora, durante o ato realizado neste sábado em Santa Maria, pede por justiça.

“Temos dentro de nós o princípio da verdade. Não saímos pelas ruas gritando que todo mundo é assassino. Queremos o que é de direito e a verdade. Estamos satisfeitos com a prisão dele pela Justiça. Mas as mulheres não podem ter seu futuro decidido por homens. Seria injusto e egoísta da nossa parte nos calarmos nesse momento. A história dela vai ser escrita com verdade”, afirmou Rogério Costa.

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