Família da modelo morta em Imbituba faz manifestação no Rio Grande do Sul
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Família da modelo morta em Imbituba faz manifestação no Rio Grande do Sul

por Administrador 12-08-2018 há 1 semana 1445

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Três meses depois de sepultar Isadora Viana Costa, 22 anos, de forma precoce, a família da jovem tenta transformar a dor em luta.

Na tarde deste sábado (11), familiares e amigos fizeram uma manifestação em Santa Maria, na região central do RS.

A modelo morreu em 8 de maio, em Imbituba, e a suspeita é de que ela tenha sido espancada pelo namorado. O oficial de cartório de registro Paulo Odilon Xisto Filho, 36 anos, que nega ter cometido o crime, foi preso no mês passado.

O ato que aconteceu na tarde desta sábado (11) teve a intenção de buscar justiça e também fazer um alerta contra o feminicídio — assassinatos de mulheres em contexto de violência doméstica ou por questão de gênero. O protesto ocorreu na Praça dos Bombeiros de Santa Maria, que fica próximo à casa da família, e contou com atrações musicais e apresentação de uma esquete teatral sobre violência contra mulheres.

“Em vista de toda essa tragédia que atingiu nossa família, estamos engajados, para além da causa em si, da busca por justiça. Desde o começo, ficamos muito chocados. Mas prometi para mim e também para a minha família que a história terrena da nossa filha seria escrita por ela e não por outros”, afirma o pai, Rogério Froner Costa, de 50 anos.


Isadora morreu durante a primeira visita ao namorado, que também tem parentes em Santa Maria, onde ela residia com a família. Conforme o pai da jovem, ela e Paulo se conheceram pela internet cerca de dois meses antes do crime.

Ele alegou que a modelo teria sofrido lesões provocadas por uma queda, mas o laudo de necropsia apontou que ela foi agredida em momento em que apenas o casal estaria no apartamento. Preso desde o mês passado, o oficial de cartório é réu por homicídio qualificado e feminicídio.

“Não estaríamos expondo nossa filha dessa maneira se não fosse por algo assim. Ela acabou se tornando ícone de uma chaga que assola o país. Para se lutar por justiça não precisa ter rancor, vaidade e nem procurar vingança. Este é um ato simples pelo que minha filha estava buscando. É um ato em busca de amor. A Isadora era uma menina vulnerável, que pensava ter achado o amor da vida dela. Mas ela se equivocou”, disse o pai da modelo.

De acordo com a denúncia do Ministério Público (MP), acolhida pela Justiça, Paulo teria matado Isadora por motivo fútil. Acreditando que o namorado havia sofrido uma overdose, Isadora acionou a irmã dele. O oficial de cartório, então, revoltou-se, pois escondia da família o uso de drogas. Ele então teria agredido a jovem, provocando sua morte.

O suspeito do crime e uma amiga do casal foram responsabilizados também por fraude processual. Ambos teriam modificado a cena do crime, lavando lençóis e toalhas, retirando garrafas de bebidas do local, espalhando remédios controlados e inserindo cobertores e malas na cama na qual estava a vítima.

“Temos dentro de nós o princípio da verdade. Não saímos pelas ruas gritando que todo mundo é assassino. Queremos o que é de direito e a verdade. Estamos satisfeitos com a prisão dele pela Justiça. Mas as mulheres não podem ter seu futuro decidido por homens. Seria injusto e egoísta da nossa parte nos calarmos nesse momento. A história dela vai ser escrita com verdade”, afirmou Rogério Costa.

Segundo o advogado do oficial do cartório, Aury Lopes Jr., “não houve agressão e Paulo não matou Isadora. Esta acusação é errada e injusta. O exame toxicológico que acaba de ser concluído demonstra, de forma categórica e irrefutável, que a vítima morreu de overdose de cocaína como ele sempre afirmou. A acusação baseia-se, exclusivamente, em laudo de necropsia errado e que contém gravíssimas falhas metodológicas que já estão sendo demonstradas.”

A Justiça ainda não tornou público o exame toxicológico que saiu na semana passada, apenas os advogados tiveram acesso ao seu conteúdo, mas de acordo com a defesa, ele revela uma quantidade elevada de drogas no organismo da modelo. 

Fonte: Zero Hora/RS

Fotos: Reprodução/Divulgação e Ronald Mendes / Especial

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