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Confira a crônica “Aquele que aproxima”, escrita pela estudante Jenifer Kurtz   Geral

Confira a crônica “Aquele que aproxima”, escrita pela estudante Jenifer Kurtz

por Redação 21-08-2016 há 1 ano 123

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A aluna Jenifer Amanda Kurtz, do 1° ano do Ensino Médio da Escola João Guimarães Cabral, do Bairro Vila Nova, em Imbituba participa com seus colegas da 5ª edição da Olimpíada da Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro. O concurso, promovido pelo Ministério da Educação e da Fundação Itaú Social, incentiva os estudantes de escolas públicas de todo o país a produzirem textos,

Com crônicas sobre a temática: “O lugar onde vivo”, os estudantes da escola de Vila Nova produziram ótimas crônicas, publicadas pelo Portal AHora geralmente nas quintas-feiras e domingos. Confira o texto de Jenifer, sexto da série:



AQUELE QUE APROXIMA

Ruas vazias, carros parados, quase tudo fechado. Nesta manhã fria, como de costume ando pelas ruas de Imbituba, especificamente em meu querido bairro. Para onde iria? Até a padaria mais perto de minha casa comprar pães frescos, já sentia saudades, pois onde morava não podia fazer isso.

Chegando lá, compro meus pães e ao olhar para o lado percebo algo interessante nos jornais que estavam ali: vejo na manchete: “frio de 2°C espanta moradores”. Na espera para fazer o pagamento dos pães fico imaginando os benefícios e malefícios que o frio nos traz.

O frio de certa forma aproxima as pessoas, deixando-as talvez mais quietas e pensativas, as deixam também preguiçosas sem a menor vontade de sair cedo para enfrentar mais um dia rotineiro.

Ao sair da padaria voltando pra casa observei na rua um casal, que por sinal parecia ser muito apaixonado, vindo em minha direção. Eles estavam tão próximos que não pude perceber de longe que ali com eles estava sua filha, uma pequena garotinha que parecia ter o oceano nos olhos de tão profundos e azuis que eram. Então me lembrei do que estava pensando na padaria, de como o frio pode aproximar as pessoas, e ali estava uma prova disso. Logo me vem na cabeça o fato de algumas pessoas além de não ter uma família, também não tem um lar.

Chegando em casa, me deparo com toda família reunida e vejo o quanto eu desprezei aquilo. Agora sei que isso é uma das maiores riquezas da vida que não se pode vender e nem comprar e que aqueles que só têm a si mesmos se alegram com um simples abraço, atos que podem transformar a vida de uma pessoa e fazer um mundo melhor, independentemente de condições climáticas, financeiras ou qualquer outro padrão que a sociedade nos impõe.


    Palavras-chave
  • jenifer
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