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60 dias: Família de modelo assassinada em Imbituba organiza manifestação pedindo por justiça Segurança

60 dias: Família de modelo assassinada em Imbituba organiza manifestação pedindo por justiça

por Redação 10-07-2018 há 4 mêses 1524

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Adiada pelo mau tempo, a manifestação pelos 60 dias de morte de Isadora Viana Costa, completados no último domingo, dia 8, foi transferido para o próximo final de semana em Santa Maria (RS), cidade onde a modelo nasceu. 

O ato, segundo o pai da jovem, Rogério Froner Costa, é para pedir por justiça. Neste domingo, a família realizou uma missa na Igreja do Bonfim, em Santa Maria.

“Precisamos que o caso não seja esquecido e todos os fatos sejam noticiados, para que pressionemos a justiça pela nossa filha. Isso é o que nos move no momento diante de tanta dor”, diz emocionado o pai da jovem assassinada. 

POLÍCIA CIVIL CUMPRE MANDADO DE BUSCA E ENCONTRA BEBIDA ALCOÓLICA NO QUARTO DO ACUSADO 

Neste sábado, 7 de julho, um dia antes do assassinato completar dois meses, a Polícia Civil de Imbituba cumpriu mandado de busca e apreensão ao quarto do empresário, que é acusado de matá-la. De acordo com a polícia, o mandado foi um pedido feito pelo Ministério Público.

No quarto onde atualmente vive o acusado, em um hotel na praia do Rosa, os policiais apreenderam garrafas de vinho e cerveja e diversas comandas de serviço de quarto, sempre com consumação de bebidas alcoólicas.

O celular do acusado não estava no local e, conforme a polícia, ele disse que o perdeu dias antes.


A MORTE DE ISADORA 

  A jovem de 22 anos foi encontrada sem vida na manhã do dia 8 de maio no apartamento do namorado, no Centro de Imbituba. Ela foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros após sofrer uma parada cardiorrespiratória. 

Na tarde do dia 25 de maio, o Inquérito Policial sobre a morte da modelo toma novo rumo. Até então, tratava-se a morte por parada cardiorrespiratória, como resultado de uma problema cardíaco da vítima. Com o resultado do laudo pericial apontando a causa mortis por “trauma abdominal”, o caso passou a ser investigado como homicídio qualificado por feminicídio, e diante de evidências o delegado Raphael Rampinelli, responsável pelas investigações, encaminhou à época ao Judiciário um pedido de prisão preventiva contra o namorado de Isadora, o empresário do ramo de cartórios Paulo Odilon Xisto Filho, de 36 anos. A justiça negou.

Entretanto, na decisão, foram determinadas medidas cautelares como a impossibilidade de o suspeito de matar a namorada frequentar bares, festas e boates, a proibição do uso de drogas e bebidas alcóolicas, de se ausentar do país, além de não poder ficar distante da comarca por mais de sete dias sem prévia autorização e de estar impedido de manter contato com testemunhas do caso, que corre em segredo de Justiça.

No início deste mês de julho, Paulo Odilon foi denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pelo crime de homicídio qualificado por feminicídio com a ajuda de uma amiga, Nathália Grahl de Oliveira, que também foi denunciada por modificar a cena do crime. Na conclusão da promotora de Justiça Sandra Goulart Giesta da Silva, titular da 2ª Promotoria de Justiça de Imbituba, ficou demonstrado que Paulo Odilon cometeu feminicídio contra a namorada e ainda, que o crime foi qualificado por motivo fútil e por usar recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além de cometer fraude processual, ao modificar a cena do crime a fim de induzir o perito a erro. 


ADVOGADO DO RÉU PEDE CAUTELA

 O advogado de defesa do réu, Bruno Seligman de Menezes, disse que as circunstâncias da morte ainda não estão completamente esclarecidas.

Conforme a denúncia do MPSC, Paulo conheceu Isadora em Santa Maria (RS) em março deste ano, quando começaram a namorar. No dia 22 de abril, a jovem aceitou o convite para passar uns dias no apartamento do namorado, em Imbituba.

Ao passar a conviver com ele, Isadora confidenciou a amigas que nos momentos em que Paulo Odilon estava sob efeito de drogas, se tornava agressivo e descontrolado, diz a denúncia.

O crime ocorreu após uma discussão do casal, apontam as investigações policiais. “Naquela noite, ele passou mal, espumou pela boca e Isadora acionou a família dele. Pelo que levantamos nas investigações, ele escondia dos familiares que usava drogas. Depois que os parentes saíram, o casal discutiu e ele agrediu Isadora”, disse o delegado Raphael Rampinelli.

Conforme o delegado, na madrugada da morte a modelo deveria ter pego um ônibus em Tubarão de volta para casa em Santa Maria. O casal vinha tenho diversas brigas que tinham entre as motivações o impasse sobre a permanência de Isadora em Imbituba.

“Os amigos dela disseram que ela queria ir embora e ele não deixava, já os amigos dele, disseram que ele queria que ela fosse embora, mas ela não queria ir”, relatou.

Para o Ministério Público, a prisão preventiva é a última das medidas cautelares previstas no sistema processual penal e que a Justiça mandou ele cumprir outras, como não ingerir bebida alcoólica, não se aproximar de envolvidos no inquérito e não sair da comarca.

OUTRO LADO

A defesa do acusado disse que não é possível afirmar que o oficial do cartório foi o responsável pela morte da modelo.

“Faltam laudos ao processo. É uma fatalidade tanto para Paulo quanto para a família de Isadora, uma vez que tinham um relacionamento. As causas da morte súbita ainda não foram elucidadas. Precisamos verificar se a ingestão de substâncias entorpecentes podem ter relação com a morte”, afirmou Bruno Seligman de Menezes.

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