Juiz nega pedido de prisão preventiva do namorado da modelo gaúcha que morreu no apartamento do suspeito, em Imbituba
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Juiz nega pedido de prisão preventiva do namorado da modelo gaúcha que morreu no apartamento do suspeito, em Imbituba Segurança

Juiz nega pedido de prisão preventiva do namorado da modelo gaúcha que morreu no apartamento do suspeito, em Imbituba

por Administrador 06-06-2018 há 2 mêses 3642

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A Justiça de Imbituba negou o pedido feito pela Polícia Civil, encaminhado à 2ª Vara Cível no último dia 25 de maio, para que fosse decretada a prisão preventiva do namorado de Isadora Viana Costa, 22 anos, modelo gaúcha, que foi encontrada morta em seu apartamento no dia 8 de maio.

A decisão do juiz Welton Rubenich, não acolheu o pedido do delegado Raphael Rampinelli, que solicitou “a preventiva ou uso de tornozeleira eletrônica” do suspeito.

Entretanto, na decisão, foram determinadas medidas cautelares como a impossibilidade de o suspeito de matar a namorada frequentar bares, festas e boates, a proibição do uso de drogas, de se ausentar do país, além de não poder ficar distante da comarca por mais de sete dias sem prévia autorização e de estar impedido de manter contato com testemunhas do caso, que corre em segredo de Justiça.

A advogada Daniela Felix, que acompanha a família da vítima e aguarda a solicitação para ser assistente de acusação, considerou a decisão das medidas cautelares por hora adequadas.

"Se houver alteração dessas condições, novas medidas poderão ser solicitadas e determinadas pelo juiz da causa. O único óbice de fato é o grande potencial econômico do réu", declarou.

A defesa do suspeito apontado como responsável pelo crime, representada pelo advogado Aury Lopes Júnior, mostrou-se satisfeita com a decisão.

"O que ocorreu e iremos comprovar, é que houve uma fatalidade, um acidente. Ele prestou socorro integral e foi incansável na tentativa de salvar a menina. Ele colaborou desde o início com as investigações e compareceu em todas as vezes que foi solicitado", afirma.

De acordo com o titular da DP de Imbituba, Raphael Rampinelli, foi encontrada pequena quantidade de cocaína, supostamente usada pelo casal:

— Ainda estamos fazendo diligências e aguardando o laudo toxicológico da vítima. Mas o que o laudo do Departamento Médico Legal já mostrou é que o trauma abdominal não foi proveniente de queda corriqueira nem uso de drogas. Os quatro litros de sangue que haviam no abdome da mulher mostram que houve trauma mecânico. Isso significa que a queda, foi provocada, possivelmente, e no momento da morte, por volta de 6h30min, só estava o casal no apartamento.


FEMINICÍDIO

Segundo Rampinelli, o suspeito será indiciado por homicídio com qualificadora de feminicídio.

Os últimos contatos de Isadora com a família ocorreram horas antes de sua morte. No primeiro contato via WhatsApp, por volta da meia-noite, a modelo avisou a mãe que ficaria mais uns dias com o namorado para que ele não passasse o aniversário sozinho, mas poucas horas depois do primeiro contato, 50 minutos anteriores ao homicídio, a modelo tentou contato com os pais, que dormiam e não ouviram a chamada.

"Talvez a ligação fosse um pedido de socorro, imagine nossa dor", disse um familiar da vítima.

RELEMBRE O CASO

Isadora Viana Costa foi “encontrada morta” pelo namorado no apartamento dele, no Residencial Imbé, localizado na área central de Imbituba, na manhã do último dia 8 de maio. Em um primeiro momento a Polícia Civil tratou a morte da jovem de 22 anos como uma parada cardiorrespiratória, resultado de uma possível problema cardíaco da vítima.

Com o resultado do laudo pericial apontando para “trauma abdominal”, o caso passou a ser investigado como homicídio qualificado por feminicídio, e diante de evidências, o delegado Raphael Rampinelli encaminhou ao Judiciário um pedido de prisão preventiva contra o namorado de Isadora, o empresário do ramo de cartórios, P.O.X.F.

A investigação concluiu também que a morte de Isadora ocorreu entre 06h20 e 07h30 da manhã do dia 8 e de que somente o namorado estava com ela no apartamento.

A equipe do Delegado Rampinelli obteve então, com Instituto Médico Legal (IML), a confirmação de que o trauma sofrido não poderia ter sido causado por ingestão de qualquer tipo de substância, pequena queda ou mesmo por manobras de reanimação cardiorrespiratórias, mas sim, que a lesão, tendo em vista o cenário de um apartamento habitual, só poderia ter sido causada com a ação de outro ser humano.

Diante das evidências colhidas e dos relatos prestados por dezenas de testemunhas, a Delegacia de Imbituba concluiu o Inquérito Policial com o “indiciamento do suspeito pela prática do crime de homicídio qualificado por feminicídio e, por consubstanciar que havia os requisitos cabíveis previstos em Lei, representou pela prisão preventiva do suspeito”.

O Inquérito foi encaminhado ao judiciário no dia 25 de maio, pouco mais de duas semanas após a morte da modelo gaúcha. 

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