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Futuro secretário de Educação promove debate sobre milionário ensino apostilado em Imbituba Geral

Futuro secretário de Educação promove debate sobre milionário ensino apostilado em Imbituba

por Redação 03-12-2016 há 1 ano 126

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Futuro secretário municipal de educação de Imbituba, Filipe Dias realizou na noite desta quinta-feira (01) um encontro com os professores da rede municipal de ensino com o objetivo de iniciar a discussão sobre o sistema de apostilas utilizado atualmente pelos profissionais da rede desde a contratação pelos últimos governos, a custo anual quase milionário, do sistema Positivo.

De acordo com Filipe, a ideia do debate veio quando, ao visitar as escolas e creches da cidade, ouviu críticas favoráveis e muitas contrárias à utilização do material nas escolas imbitubenses. “É necessário ouvir e contar com o conhecimento dos professores, avaliar a utilização deste material nas escolas e ver se o investimento de quase 1 milhão de reais, ao ano, se justifica”, disse o futuro secretário.



Fotos: Paulo Barcelos/A Tribuna Imbitubense

Antes do debate, a professora e doutora em educação, Marcia Neu, proferiu palestra na qual apontou o cenário da educação no Estado e no País, com a finalidade de mostrar que o sistema de apostilamento é uma ferramenta, mas que existem alternativas mais baratas e que garantem resultados positivos sem atrapalhar o índice alcançado pelas escolas.

Após a exposição de Marcia Neu, foram criados grupos de discussão e os encaminhamentos foram apresentados ao público composto por mais de cem professores. Houve manifestações positivas e outras criticando duramente a utilização do material apostilado.

Para os contrários, pesa, além do alto valor, o fato de as apostilas limitarem os professores, de não ser baseada na realidade local e de impedir ou atrapalhar inúmeras atividades complementares e não possuírem ligação ou continuidade entre os módulos.

Já os favoráveis dizem que o bom índice alcançado pelas escolas da cidade, tem relação direta com o sistema apostilado e que ele facilita o trabalho dos professores, além de limitar a necessidade de material extra como fotocópias, por exemplo.

“Como educadora do Município, acredito que reduzir o aprendizado a um apostilamento caro, resumido, fragmentado, sem continuidade e desconectado da realidade local, representa desvalorização do ensino público. Precisamos ressignificar o método de ensino, capacitar melhor os professores, frequentar as bibliotecas, despertar a ousadia dos alunos na pesquisa, e porque não desenvolver um “apostilamento” próprio”, sugere a educadora Patricia Reis de Souza.

Segundo Filipe, uma nova plenária deve ser marcada para Que haja a definição da continuidade ou não da utilização do material pelos professores locais.

“Uma alternativa seria a utilização somente por parte do sistema, a exemplo do que foi feito em algumas cidades catarinenses, onde as séries iniciais aboliram a apostila e as finais continuaram utilizando, mas tudo vai depender do debate e queremos decidir isso em parceria com aqueles que vivem a educação dentro da sala de aula e que sabem mais do que qualquer um se vale a pena ou não continuar com esse material”, enfatiza.

Estiveram presentes no evento o Prefeito eleito Rosenvaldo Junior e seu vice Zaga da Inkor, além dos vereadores eleitos Humberto (PMDB) e Eduardo Faustina (PT).

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