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Greve dos caminhoneiros já afeta Porto de Imbituba e demais portos catarinenses além da indústria e postos de combustíveis Economia

Greve dos caminhoneiros já afeta Porto de Imbituba e demais portos catarinenses além da indústria e postos de combustíveis

por Redação 23-05-2018 há 4 semanas 3698

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A greve dos caminhoneiros já apresenta reflexos em Santa Catarina. A Cooperativa Central Aurora Alimentos, por exemplo, anunciou nesta terça-feira (22) que vai parar as atividades das indústrias de processamento de aves e suínos no estado na quinta (24) e sexta (25). O acesso aos portos catarinenses também está prejudicado, há falta de combustíveis em postos e a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) alerta para possíveis prejuízos.

A capacidade de estoque das carnes da Aurora, de 50 mil toneladas, está esgotada, diz a empresa. Comunicado da companhia diz que a medida foi tomada porque os caminhões que transportam ração e outros produtos necessários para o funcionamento das indústrias não estão circulando. Além disso, também não há o escoamento da produção para os portos e centros de consumo.

Além de Santa Catarina, as atividades da Aurora no Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul também serão paralisadas. Estarão fechadas, na quinta e na sexta, sete indústrias de carne de frango e oito de carne suína. Segundo a empresa, deixarão de ser processados 2 milhões de aves e 40 mil suínos, somando mais de R$ 50 milhões em prejuízos.

PORTOS

Em relação aos portos, o setor de Comunicação Social do Porto de Imbituba informou ao Portal Ahora que desde a segunda-feira nenhum caminhão descarregou na área portuária e de que em média, a SCPar, administradora do Porto, recebe uma movimentação aproximada de 400 caminhões/dia. Desde a manhã desta terça, também, nenhum caminhão tem passado pela entrada principal do Porto de Itapoá. Manifestantes acampados nas margens da SC-416 pedem que caminhoneiros carregados voltem ou parem na rodovia. Uma fila com mais 200 caminhões se estende pela estrada.


REDUÇÃO DO PREÇO DO DIESEL ANUNCIADO PELA PETROBRAS NÃO FOI SUFICIENTE

Caminhoneiros dizem que a redução de 1,54 % no preço do diesel anunciada ainda na terça-feira pela Petrobras não foi suficiente para encerrar as paralisações.

Em Imbituba, onde o acesso ao Porto na BR-101, foi o primeiro a receber uma barreira do movimento grevista outra situação agrava anda mais a movimentação de cargas. A ressaca que teve início no final de semana obrigou os navios a saírem do cais e nenhum outro navio têm atracado desde então. Ainda assim, a situação é preocupante caso a greve continue por mais tempo.  

IMPACTO EM POSTOS

Na região Oeste, já começou a faltar combustível em alguns postos. Essa é a situação em alguns estabelecimentos de São Lourenço do Oeste. Os 10 mil litros de gasolina terminaram em poucas horas depois das grandes filas que se formaram em um posto logo após o início da greve.

Porém, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Santa Catarina (Sindipetro) afirmou na noite desta terça que não recebeu nenhum comunicado de posto no estado sobre falta de combustível.

PREOCUPAÇÃO DA INDÚSTRIA

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) afirmou em nota que tem recebido manifestações de empresas relatando problemas com a mobilidade de cargas e pessoas por causa da greve. A Fiesc disse que enviou ofício ao ministro dos Transportes, Valter Casimiro Silveira, em que afirma que o movimento grevista pode prejudicar a competitividade da indústria nacional e diminuir a arrecadação tributária.

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