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Empresários e políticos creem em volta da observação embarcada de baleias, proibida desde 2012 pela Justiça Federal, já em agosto Turismo

Empresários e políticos creem em volta da observação embarcada de baleias, proibida desde 2012 pela Justiça Federal, já em agosto

por Administrador 05-04-2018 há 2 mêses 818

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Os passeios embarcados para observação de baleias-francas deverão retornar em agosto deste ano, pelo menos é o que acreditam gestores da  Rota da Baleia Franca. A proibição feita pela Justiça Federal ocorre desde 2012 devido a uma denúncia ao Ministério Público Federal (MPF).

Agora, a Rota da Baleia Franca, um dos principais roteiros ecológicos e turísticos da região de Laguna, Garopaba e Imbituba, deverá voltar a contar com os passeios, para isso aguardando apenas a liberação do ICMbio, que segundo os gestores da Rota deverá acontecer em breve, "fomentando ainda mais o turismo local."

A proibição das atividades aconteceu depois de ação movida pelo Instituto Sea Shepherd Brasil (instituição internacional de proteção da vida marinha que em Santa Catarina mobiliza grupo de 20 ativistas e 300 voluntários cadastrados), junto ao MPF, considerada procedente pela Justiça Federal. Desde então, gestores do governo do Estado, a União e os municípios envolvidos mobilizam-se para reverter a situação.

Desde a proibição, a medida impactou negativamente o turismo na região. Segundo o presidente do Instituto da Baleia Franca e proprietário de uma pousada em Imbituba, Enrique Litman, antes da proibição, mais de dez mil turistas realizavam o passeio.

Dossiê elaborado pela ONG, incluindo laudos da Polícia Militar Ambiental e do professor Antônio Libório Philomena, doutor em oceanografia pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), comprova que a intensificação da atividade turística em alto-mar interfere diretamente no comportamento dos animais.

De acordo com estudos da Sea Shepherd, a formação geográfica do litoral Sul, com influência direta das correntes marinhas e de ventos, transforma as pequenas enseadas em berçários da espécie.  Em locais como Vila Nova, Ribanceira e Rosa, em Imbituba, mães e filhos chegam a cerca de 20 metros da praia e dos costões para amamentação, tornando-se alvo fácil para máquinas fotográficas. Antes da proibição judicial, embarcações cadastradas pelo Instituto Baleia Franca e ligadas a operadoras de turismo ou pousadas navegavam ao encontro das baleias, sem cumprimento das normas de segurança.

“A gente brigou bastante desde a proibição pelo MP para que voltassem os passeios embarcados. A retomada dos resultados positivos deve acontecer apenas em 2019. É algo que tem que ser feito certinho”, afirmou Litman.

As baleias francas tomam o litoral catarinense todos os anos para o período de acasalamento. A temporada de baleias tem maior pico durante os meses de agosto e setembro, mas os animais já começam a aparecer na região em julho.

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