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Mesmo criticada pelos questionados serviços prestados em Imbituba, Santo Anjo pede reajuste das tarifas Geral

Mesmo criticada pelos questionados serviços prestados em Imbituba, Santo Anjo pede reajuste das tarifas

por Administrador 04-04-2018 há 6 mêses 2185

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O último reajuste na tarifa do transporte público em Imbituba ocorreu em 2016, e a direção da Santo Anjo, empresa que já presta um serviço maciçamente reprovado em pesquisas pela população do município, pede aos representantes da prefeitura que o valor seja reavaliado.

Conforme os empresários gaúchos que adquiriram a Santo anjo em 2015 e com uma prestação de serviços reprovada pela população, parlamentares e gestores do Executivo, tiveram sua concessão renovada por 10 anos, no governo Jaison Cardoso (em 2016); caso a solicitação não seja atendida poderá ocorrer a paralisação dos serviços no município.

Mesmo há anos reduzindo linhas, horários, empregos (extinguiu a função de cobrador acumulando o serviço aos motoristas), a empresa alega que está suportando uma defasagem maior de 28% na tarifa praticada atualmente e acumulando prejuízos “em razão da elevação dos preços do óleo diesel, salários e outros insumos”.

O contrato com a prefeitura prevê equilíbrio econômico, mas que tivesse contrapartidas que não vêm sendo realizadas pela empresa, que agora ainda quer exigir a compensação financeira mediante ação judicial. 

Em setembro do ano passado a Comissão Especial da Câmara de Vereadores, destinada a realizar estudos e tratar dos assuntos relacionados ao Transporte Coletivo Urbano de Imbituba lançou uma pesquisa na internet com o objetivo de dar subsídios à Comissão e dois meses depois realizou na Câmara de Vereadores uma Audiência Pública que debateu com a população, representantes da concessionária e Prefeitura a situação.

Composta pelos vereadores Gilberto Pereira (Presidente), Antônio Clésio Costa (Vice-presidente), Humberto Carlos dos Santos (Relator), Fernando João Ancelmo e Roberto Luiz Rodrigues (membros); a Comissão também apresentou na Audiência Pública estudos e questionou a manutenção da concessão da Santo Anjo, apresentando um novo modelo que poderá mudar todo o sistema.

Os estudos apontaram inclusive supostas irregularidades na concessão, e tecem críticas contundentes à atuação da empresa privada que há décadas atua em Imbituba e que há quase três anos opera sob um contrato supostamente precário com o município, sem uma licitação legal e adequada. A comissão também promoveu reuniões em comunidades recebendo críticas, reclamações e proposições de soluções por parte dos usuários, da situação de cada bairro.

POPULAÇÃO REPROVA OS SERVIÇOS DA SANTO ANJO EM TODOS OS QUESITOS

Como era de se imaginar, os resultados da pesquisa apontaram uma enorme insatisfação dos usuários com os serviços da Santo Anjo. Dentre as perguntas respondidas por 507 usuários do transporte público, estavam o preço das passagens, formas de pagamento (dinheiro, cartão, etc.), se o usuário está satisfeito; linhas e horários, cumprimento dos itinerários e pontualidade nos horários; linhas e horários oferecidos aos finais de semana, etc.

Sobre o preço das passagens, 48,1% dos usuários acham que a passagem está muito cara, 43,6% acham que está cara, ou seja, 91,7% dos usuários do transporte coletivo de Imbituba está insatisfeito com a tarifa cobrada pela Santo Anjo.

Referente ao número de linhas, 88,6% dos usuários estão insatisfeitos e no que se refere ao cumprimento, respeito de itinerários e pontualidade nos horários, a grande maioria dos entrevistados (64,5%) respondeu estarem também insatisfeitos.

“São números importantes e não podem ser ignorados, já que a empresa pleiteia, entre outras coisas, o aumento tarifário cuja ação ninguém é contra, desde que o serviço atenda aos anseios das pessoas. A população está insatisfeita com o serviço, questionando retirada de itinerário, redução de linhas e horários, recusando ônibus sucateados que não lhe oferecem segurança e o mínimo de conforto e, por outro lado, a empresa ainda quer aumentar tarifas, pede redução do ISS, quer que o município pague mais para ajudar na gratuidade”, lembra o vereador Beto Pereira, presidente da comissão de Transportes.

A insatisfação do usuário com a empresa concessionária do transporte coletivo urbano de Imbituba ficou evidenciada em quase toda a pesquisa em índices extremamente altos: Número de ônibus nos horários de pico (85,4%); Tempo de espera entre um ônibus e outro nos dias de semana (82,8%); Linhas em horários durante feriados e finais de semana (83,8%); Limpeza e conservação dos ônibus (73%); Condições da frota, conforto, segurança e climatização (88,2%); Limpeza no terminal, pontos de ônibus e abrigos de passageiros (70,8%); Informações sobre linhas e horários (71,8%); Estrutura para portadores de necessidades especiais e idosos (73,6%); Respeito aos portadores de necessidades especiais e idosos (61,7%).

EMPRESA TERIA REDUZIDO LINHAS, ÔNIBUS E EMPREGOS, DEMITINDO COBRADORES E SOBRECARREGANDO MOTORISTAS

A Comissão parlamentar e a Prefeitura ainda questionam algumas cláusulas no contrato de outorga que segundo eles não estariam sendo respeitadas pela Santo Anjo, como a redução no número de linhas, veículos e empregos, com a demissão de cobradores, cujas importantes funções foram acumuladas aos motoristas. A Santo Anjo já opera o Transporte Público do município há 40 anos.

“Não temos dúvida que o sistema esteja ultrapassado. Apresentamos na audiência pública um novo modelo para o município, objetivando modernizar o sistema, decentralizando e garantir rapidez, frequência e eficiência, otimizando a operação com adequação da oferta de horários e ônibus à demanda para estimular o uso, aonde o usuário possa ter a garantia na pontualidade, redução do tempo de espera e viagem, entre outras que vamos debate-lo com a sociedade para melhorá-lo e aperfeiçoá-lo. O transporte público é fundamental para o crescimento da cidade e a economia do município. Imbituba vem crescendo em número populacional e a empresa vem na contramão, trazendo inúmeros prejuízos ao Imbitubense e prejudicando a economia da cidade”, afirma Beto do Zé Neide.

Além de um relatório entregue ao executivo, aonde umas das exigências seria a contratação de uma empresa idônea para realizar o estudo econômico-financeiro e buscar colocar na balança, não só o aumento do diesel e o que a empresa alega e pede, mas também a redução que mais de 20 funcionários, o vereador, presidente da comissão de transportes fez a denúncia no MP enumerando todas as irregularidades e descumprimentos contratuais, aonde o MP acatou e se manifestou, sugerindo uma nova licitação no prazo de 3 meses.

De acordo com o prefeito Rosenvaldo Júnior, a solicitação da Santo Anjo é analisada por ele e pela equipe de mobilidade urbana. “Estamos estudando o pedido e até o fim desta semana vamos nos pronunciar e dar uma definição. É provável que ocorra o reajuste, mas em contrapartida solicitamos algumas melhorias”, pontua Rosenvaldo.

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