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Com mesmo número de visitantes, temporada no litoral teve resultados abaixo da expectativa e mais turistas classe D Geral

Com mesmo número de visitantes, temporada no litoral teve resultados abaixo da expectativa e mais turistas classe D

por Redação 27-03-2017 há 1 ano 116

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Os turistas que passaram pelos principais destinos do litoral de Santa Catarina nesta temporada foram tão numerosos quanto os de 2016, no entanto mais econômicos com hospedagem, transporte, lazer e compras no comércio se comparado o último balanço com os gastos do ano passado. As praias catarinenses também receberam menos visitantes argentinos.

As informações são da Pesquisa Turismo de Verão 2017, elaborada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio) em Florianópolis, Balneário Camboriú, Imbituba, São Francisco do Sul e Laguna.

A pesquisa ainda aponta que o setor registrou queda de 14% no faturamento. A explicação para o declínio é que, animados com os resultados da temporada anterior, empresários do turismo teriam contratado funcionários extras em maior número para este verão. Contudo, menos da metade dos empreendedores considerou o movimento positivo.

Mudança no perfil socioeconômico do turista

O estudo completo será apresentado nesta segunda-feira (27), às 10h30, no Sesc Cacupé, na Capital. Além de indicar uma temporada abaixo das expectativas em valores, a pesquisa aponta uma mudança no perfil socioeconômico dos turistas. Enquanto o movimento de visitantes das classes A e B teve ligeira queda, a fatia da classe C se manteve na média e a presença da classe D mais do que dobrou.

“Observamos uma mudança no perfil do turista, expresso na classe social preponderante e no gasto médio menor. A desvalorização do dólar em relação ao ano anterior pode ter impactado na queda no número de visitantes e no poder de compra dos países vizinhos, sobretudo da Argentina, Uruguai e Chile, tradicionalmente responsáveis por uma boa fatia do turismo catarinense”, aponta o presidente da Fecomércio, Bruno Breithaupt.

Falta de infraestrutura e trânsito podem afastado classes A e B

Problemas em relação à mobilidade, abastecimento de água e tratamento de esgoto também podem ter frustrado as classes A e B no verão anterior, destaca o gerente de planejamento da entidade, Renato Barcellos.

“Para as classes mais altas, isso é o mínimo que se exige. Os problemas recentes acabam tendo influência nesse segmento. Cabe ao setores público e privado entenderem esses números e avaliarem qual a melhor maneira de atrair novamente o turista com maior poder aquisitivo”, reforça.

Retração de 5% no setor hoteleiro

A maioria dos visitantes na última temporada preferiu ficar em imóveis próprios e alugados ou na casa de parentes e amigos. Houve retração de cerca de 5% no setor hoteleiro. Somente três em cada 10 turistas buscaram hospedagem em hotéis e pousadas. Por outro lado, o tempo médio de permanência aumentou em até três dias no período.

Hotéis baratos foram mais procurados

A participação das classes menos favorecidas no turismo no litoral catarinense também se reflete em números do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Florianópolis. Hotéis de alto padrão registraram as maiores baixas, enquanto houve maior procura por hospedagens consideradas modestas.

“É mais uma demonstração da perda do poder aquisitivo. Tivemos quase o mesmo número de pessoas, gastando 30% menos. Quando a economia está estagnada, o turista nem sempre deixa de viajar, mas procura opções mais baratas”, observa presidente do Sindicato, Estanislau Bresolin.


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