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Superação: impedido de ingressar no Ensino Médio em Laguna há três anos, aluno surdo está apto a ingressar na universidade Educação

Superação: impedido de ingressar no Ensino Médio em Laguna há três anos, aluno surdo está apto a ingressar na universidade

por Administrador 12-01-2018 há 6 mêses 820

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Há pouco mais de três anos, a história do lagunense Felipe Cardoso Feltrin comoveu o Estado. O jovem estudante, portador de deficiência auditiva desde a infância, após uma infecção de ouvido que causou a surdez, teve sua rematrícula na escola onde estudava anteriormente negada. O motivo: a escola teria afirmado não estar preparada para “receber esse tipo de aluno”.  Por sessenta dias Felipe ficou sem estudar. A história poderia ter vários desfechos. Mas teve o melhor deles: o estudante conseguiu vaga em uma escola com 2º professor, concluiu o ensino médio em dezembro e está pronto para ingressar na universidade. Contudo, o caminho percorrido até o ‘final feliz’, segundo a mãe de Felipe, Marcia Feltrin, foi árduo. Para a mãe, lidar com a notícia na época em que o Felipe não foi aceito na escola em Laguna foi uma tarefa difícil.  “Ficamos chocados. Eles negaram a rematrícula para alguém que já estudava ali durante dez anos. Imagina eu sendo da área da educação, acolhendo crianças com necessidades educacionais especiais, como preconiza os documentos oficiais, e tendo o meu filho surdo/mudo excluído do processo de ensino e aprendizagem, onde já havia construído relações de amizade e tinha autoestima porque se fazia entender por seus colegas, e a escola o rejeita”, relembra a mãe. Márcia conta que o fato de Felipe ter sido aceito no Colégio Dehon foi um divisor de águas. “Meu filho foi muito bem aceito, acolhido nesse novo ambiente, onde há projetos para sua adaptação, que, aliás, foi muito rápida, e percebemos seu desenvolvimento e a motivação que ele tem para aprender. Suas responsabilidades de aluno são igualmente cobradas como os demais. Ele não é diferente pela sua condição”, comenta Márcia.

AS DIFICULDADES AO LONGO DA APRENDIZAGEM

Entre as barreiras enfrentadas ao longo de sua jornada escolar, a mãe de Felipe conta que, na escola onde ele iniciou, não havia um professor habilitado que conhecesse libras para instruí-lo, e isso foi muito dificultoso para ele e para a família. “Mas mesmo assim, ainda conseguiu progredir diante das limitações que havia. A dificuldade sempre será em ter alguém com habilitação em libras/português para traduzir o que está acontecendo a sua volta na sala de aula, tanto no ensino médio quanto no ensino superior. Barreiras sempre existirão”, opina Márcia. Como educadora e mãe de um aluno com necessidade educacional especial, Márcia comenta que os pais e responsáveis precisam estar atentos. “Temos que ter noção de que todos os filhos são ‘especiais’ e sempre precisarão de atenção, carinho e compreensão. E há alguns que necessitam de algo a mais, pois seu desenvolvimento se dá de outra forma, em outro ambiente. O importante é conhecer o que diz a legislação a respeito, procurar uma escola que atenda a esse público, e ver se o professor é habilitado para exercer tal atividade, o que a escola oferece para o seu desenvolvimento”, aconselha Márcia.

SEGUNDO PROFESSOR E AUTONOMIA EM SALA

Na sala de aula, Felipe contou com a segunda professora Esian Borges. Ao lado do aluno, a professora fez toda a tradução em libras do conteúdo que era repassado aos estudantes. “Ele tinha tarefas escolares, avaliações e estudos dirigidos e adaptados para um melhor entendimento. As avaliações foram planejadas e adaptadas em libras/português para que ele tivesse autonomia para realizá-las. Participava efetivamente dos momentos de socialização oferecidos pela escola e tinha uma relação amigável com os colegas de sala. Desde o primeiro momento na nova escola, meu filho foi acompanhado por um professor intérprete bilíngue, que não apenas traduzia de português/libras, mas também tinha a função de adaptar conteúdos, textos e avaliações”, explica a mãe.

ESTUDANTES QUE PRECISAM DE SEGUNDO PROFESSOR -Deficiência múltipla associada à deficiência mental -Deficiência mental que apresente dependência em atividades de vida prática -Deficiência associada a transtorno psiquiátrico -Deficiência motora ou física com sérios comprometimentos motores e dependência de vida prática -Transtorno do Espectro do Autismo com sintomas agudos -Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade/impulsividade com sintomas agudos -Alunos com surdez usuários de Libras, com fluência em Libras -Estudante com surdez usuários de Libras como 1ª língua, sem fluência -Alunos com surdocegueira.

 

Fonte: Diário do Sul

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  • surdez
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